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GALÁXIAS ELÍPTICAS (E)
Cerca de um terço das galáxias são elípticas na sua forma. As galáxias elípticas têm dimensões variadas que vão desde galáxias anãs, muitas vezes difíceis de distinguir de enxames globulares, até galáxias gigantes como é o caso de M70, uma galáxia elíptica gigante na constelação da Virgem.

As maiores destas galáxias elípticas podem ter 1013 massas solares e ter cerca de 105 anos-luz de diâmetro, mas estas galáxias gigantes são raras. As mais comuns são as galáxias elípticas anãs que contêm poucos milhões de massas solares e têm apenas cerca de 6000 anos-luz de diâmetro.
Por exemplo, a galáxia espiral nossa vizinha, a Galáxia de Andrómeda (M31), tem duas companheiras que são galáxias elípticas anãs.

As galáxias elípticas apresentam forma esférica ou elipsoidal e não têm estrutura espiral. Normalmente a estrutura elipsoidal é tri-axial, o que significa que consoante a direcção de onde seja observada, a galáxia elíptica terá para observadores colocados em locais diferentes do Universo aspectos diferentes. Assim, a mesma galáxia pode para um observador parecer esferoidal enquanto para outro colocado perpendicularmente noutra região do universo poderá parecer um elipsóide com uma grande excentricidade.
Na definição das classes das galáxias elípticas considera-se obviamente o aspecto que estas têm quando vistas da Terra. Edwin Hubble dividiu as galáxias elípticas em 8 classes de E0 a E7 em função do grau de achatamento do elipsóide que é observável a partir da Terra.
Definiu o grau de achamento n (que indica o digito que sucede à letra E) como sendo:


Figura 1 - M32 (NGC 221), galáxia elíptica do tipo E2, a 2.9 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Andrómeda. Magnitude aparente de 8.1. Esta galáxia é uma companheira da grande galáxia de Andrómeda, pertencente ao Grupo Local. Foi descoberta em 1749 por Le Gentil.
Crédito: Jim Burnell
 
em que a é o semi-eixo maior e b é o semi-eixo menor da forma elipsóide vísivel da Terra.

O achatamento que se pode observar nestas galáxias não é devido à rotação das mesmas, mas sim devido aos movimentos orbitais das estrelas no interior da galáxia. Sendo um aspecto dinâmico, é de esperar que o achamento vá variando numa escala temporal cósmica.
As galáxias elípticas caracterizam-se também pela quase inexistência de estrelas jovens, gás e poeiras, pelo que deverão ser as estruturas galácticas mais antigas onde formação estelar já está praticamente concluída. As estrelas normalmente são de populações do tipo II, isto é, estrelas velhas com baixa metalicidade. Isto explica que a cor azulada com perfusões de vermelho características das regiões com estrelas jovens e formação estelar seja quase inexistente, sendo estas galáxias sempre amareladas.

 
GALERIA DE GALÁXIAS ELÍPTICAS
     
 
M49 (NGC 4472).
Galáxia elíptica do tipo E4, a 60 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Virgem.
Magnitude aparente de 8.4.
Descoberta por Charles Messier em 1771.
Crédito: NOAO/AURA/NSF
 
 
M59 (NGC 4621).
Galáxia elíptica do tipo E5, a 60 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Virgem.
Magnitude aparente de 9.6.
É uma das maiores galáxias elípticas do enxame de Virgem.
Crédito: NOAO/AURA/NSF
 
 
M60 (NGC 4649).
Galáxia elíptica do tipo E2, a 60 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Virgem.
Magnitude aparente de 8.8.
É um membro do enxame galáctico de Virgem. A galáxia para a direita e para cima é NGC4647.
Crédito: NOAO/AURA/NSF
 
 
M87 (NGC 4486).
Galáxia elíptica do tipo E1, a 60 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Virgem.
Magnitude aparente de 8.6.
É uma das maiores galáxias conhecidas. A sua relativa pequena distância faz dela um preferido alvo para o estudo do seu núcleo, que se pensa que contenha um buraco negro gigante.
Crédito: Robert Gendler
 
 
M89 (NGC 4552).
Galáxia elíptica do tipo E0, a 60 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Virgem.
Magnitude aparente de 9.8.
Pertencente ao enxame de galáxias de Virgem, foi descoberto por Charles Messier em 1781.
Crédito: NOAO/AURA/NSF
 
 
M105 (NGC 3379).
Galáxia elíptica do tipo E1, a 38 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Leão.
Magnitude aparente de 9.3.
É a galáxia elíptica mais brilhante do grupo Leão I ou M96 (M95 está à direita, NGC 3384 para cima e um pouco para a esquerda e NGC 3379 no canto inferior esquerdo).
Crédito: NOAO/AURA/NSF
   
 
M110 (NGC 205)
Galáxia elíptica do tipo E6p, a 2.9 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Andrómeda.
Magnitude aparente de 8.5.
É a segunda companheira de M31, em conjunto com M32. Foi descoberto em 1773 por Charles Messier.
Crédito: NOAO/AURA/NSF
 
     
 
Última actualização: 2005-04-07
 
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