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GALÁXIAS ESPIRAL-BARRADAS (SB)

As galáxias são classificadas de acordo com o esquema proposto por Edwin Powell Hubble. Este esquema separa as galáxias espirais em dois tipos: galáxias espirais regulares (S) e galáxias espiral-barradas (SB).
As galáxias espiral-barradas distinguem-se das restantes pelo facto de possuírem uma estrutura em barra que contempla muitas das estrelas que se encontram na proximidade do centro da galáxia. Nestas galáxias, os braços parecem girar, não em torno do núcleo, mas associadas ao movimento de rotação da barra de estrelas, gás e poeiras.
A razão da existência da barra que caracteriza este tipo de galáxias não é clara. Acredita-se, no entanto, que a barra seja a resposta do sistema a uma interacção gravitacional periódica, eventualmente devido à existência de uma galáxia companheira. Não obstante, há quem também pense que o aparecimento da barra é meramente consequência da distribuição da massa no disco destas galáxias.

Mesmo assim, a barra é um mecanismo que regula transferências de massa na região do bojo de uma forma semelhante a ondas estacionárias, em que as estrelas, gases e poeiras oscilam em torno de uma posição de equilíbrio. Estas oscilações funcionam como ondas de densidade que regulam a energia de rotação da galáxia.
Em consequência destas oscilações, alguns teóricos pensam que as galáxias poderão passar por fases barradas alternadas com fases sem barra. Deste modo se explicaria que estas galáxias que outrora foram consideradas aberrações, sejam afinal tão abundantes. As imagens no visível revelam que mais de um terço apresentam barras nítidas e cerca de metade apresentam vestígios de algo que se assemelha a uma barra. No entanto, quando vemos imagens de infravermelho (em que se observam gases e poeiras), a fracção de galáxias que apresentam evidências de uma barra é de mais de dois terços (para saber mais clique aqui).


Figura 1 - M58 (NGC 4579).
Galáxia espiral-barrada do tipo SBc, a 60 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Virgem.
Magnitude aparente de 9.7.
Uma das mais brilhantes galáxias do enxame de Virgem.
Crédito: Steve Mandel / Adam Block / NOAO / AURA / NSF
 

Figura 2 - M61 (NGC 4303).
Galáxia espiral-barrada do tipo SABbc, a 60 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Virgem.
Magnitude aparente de 9.7.
Crédito: NOAO / AURA / NSF
Tal como as galáxias espirais, as regiões de formação estelar costumam distribuir-se ao longo dos braços em espiral porque as regiões de material interestelar mais densas aparentemente preferem formar essas estruturas. Quando as galáxias envelhecem lentamente vão formando braços amarelados que podem ser observados em muitas galáxias.

Relativamente à estrutura e tal como as galáxias espirais regulares, as galáxias espiral-barradas também são classificadas no esquema de Hubble de "a" a "c", de acordo com o seguinte critério:

Sub-divisões das galáxias espiral-barradas
  a   núcleo maior, braços pequenos e bem enrolados  
  b   núcleo e braços intermédios  
  c   núcleo menor, braços grandes e mais abertos  

Existem também galáxias espiral-barradas lenticulares que se representam como sendo SB0, à semelhança do que ocorria com as galáxias lenticulares associadas às galáxias espirais.

 
GALERIA DE GALÁXIAS ESPIRAL-BARRADAS
     
 
Figura 3 - M83 (NGC 5236).
Galáxia espiral-barrada do tipo SABc, a 15 milhões de anos-luz da Terra, na constelação da Hidra.
Magnitude de 7.6.
É uma das galáxias espiral-barradas mais brilhantes e próximas, visível com binóculos.
Crédito: ESO
 
  Figura 4 - M91 (NGC 4548).
Galáxia espiral-barrada do tipo SBb, a 60 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Cabeleira de Berenice.
Magnitude de 10.2.
Faz parte do enxame galáctico de Virgem.
Crédito: NOAO / AURA / NSF
 
 
Figura 5 - M95 (NGC 3351).
Galáxia espiral-barrada do tipo SBb, a 38 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Leão.
Magnitude de 9.7.
Faz parte do grupo M96.
Crédito: NOAO / AURA / NSF
 
  Figura 6 - M109 (NGC 3992).
Galáxia espiral-barrada do tipo SBc, a 55 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Ursa Maior.
Magnitude de 9.8.
Crédito: Chris Lasley e Ray Galak
 
  Figura 6 - NGC 1300.
Galáxia espiral-barrada do tipo SBbc, a 69 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Erídano.
Magnitude de 10.4.
Crédito: Hillary Mathis, NOAO, AURA, NSF
 
  Figura 7 - NGC 1365.
Galáxia espiral-barrada do tipo SBb, a 60 milhões de anos-luz da Terra, na constelação da Fornalha.
Magnitude de 9.5.
É uma galáxia gigante com cerca de 200,000 anos-luz de diâmetro, ou seja, duas vezes o tamanho da Via Láctea.
Crédito: FORS Team, VLT, ESO
 
Última actualização: 2005-04-07
 
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