Os maiores argumentos contra o modelo de Copérnico eram de dois tipos relacionados com factos que se observavam/assumiam na época.
O primeiro prendia-se com o facto observacional, que mesmo quando um objecto era atirado ao ar na direcção do Sol, não seguia na sua direcção, da forma que seria esperada se o Sol fosse o centro atractor do "Universo". Este facto, só viria a ser explicado completamente por Isaac Newton.
O outro argumento para aceitar que o sistema era o proposto pelo modelo geocêntrico com uma esfera das fixas, era a inexistência de paralaxe estelar visível. A paralaxe pode ser explicada da seguinte forma: se esticarmos o braço segurando um lápis à vertical e olharmos alternadamente para o polegar com o olho direito e o esquerdo, vamos verificar que o polegar parece mudar de posição em relação à parede do fundo. Quanto mais afastado o lápis estiver dos olhos mais pequeno será o ângulo de paralaxe.
Se a Terra girasse em torno do Sol e as estrelas fixas não estivessem à mesma distância do Sol teria, que observar-se paralaxe quando a Terra estava de um lado e do outro do Sol (como cada um dos olhos está de um lado do nariz), o que não se verificava com os instrumentos da época (essencialmente os olhos). Hoje sabemos que os ângulos de paralaxe são demasiado pequenos (a estrela mais próxima tem uma paralaxe próxima de 1" de arco (Existem 3600" de arco em 1º)).
No entanto, o modelo de Copérnico explicava as retrogradações com uma facilidade notável sem serem necessários quaisquer artificialismos, como se verificava no modelo ptolomaico.
Este foi sem dúvida o maior sucesso do modelo, dado que quando Copérnico quis começar a reproduzir as velocidades de revolução dos planetas, o modelo complicou-se quase tanto como o modelo ptolomaico.
Figura 2 - Capa do livro De Revolutionibus Orbium Coelestium.