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NEBULOSAS DE EMISSÃO
Uma nebulosa de emissão é uma nuvem de gás ionizado que emite luz de várias cores. A fonte mais comum desta ionização são fotões altamente energéticos emitidos de uma quente estrela vizinha. Entre os diferentes tipos de nebulosas de emissão estão as regiões H II, nas quais a formação estelar decorre e jovens, massivas estrelas são a fonte destes fotões.

Normalmente, uma jovem estrela irá ionizar parte da mesma nuvem que a viu nascer. Apenas estrelas grandes e quentes podem libertar a quantidade de energia necessária para ionizar uma parte significativa da nuvem. Muitas das vezes, este trabalho é feito por um inteiro enxame de jovens estrelas.

A cor da nebulosa depende da sua composição química e quantidade de ionização. Devido à alta prevalência de hidrogénio no gás interestelar, e à sua relativamente baixa energia necessária, muitas nebulosas de emissão são vermelhas. Se mais energia estivesse disponível, outros elementos poderiam ser ionizados e então apareceriam as cores verde e azul. Ao examinar o espectro de uma nebulosa, os astrónomos podem deduzir o seu conteúdo químico. A maioria das nebulosas de emissão contêm cerca de 90% de hidrogénio, sendo os restantes 10% hélio, oxigénio, nitrogénio e outros elementos.

Algumas das mais espantosas nebulosas de emissão visíveis do hemisfério Norte são a Nebulosa da Lagoa (M8) e a Nebulosa de Orionte (M42).


Figura 1 - A Nebulosa da Lagoa, ou M8 (NGC 6523). É uma nebulosa de emissão que contém um enxame estelar à sua frente e várias regiões de formação estelar. O brilho vermelho é hidrogénio. Situa-se a 5,200 anos-luz de distância na direcção da constelação de Sagitário.
Crédito: Robert Gendler
 
As nebulosas de emissão têm frequentemente manchas escuras que resultam do bloqueio da luz por nuvens de pó. A combinação entre a nebulosa de emissão e o pó originam objectos muito interessantes, e muitas destas nebulosas têm o nome dos objectos a que se parecem, tal como a Nebulosa da América (NGC 7000) do Norte ou a Nebulosa do cone (NGC 2264).

Algumas nebulosas são constituídas de componentes que reflectem e emitem, tal como a Nebulosa da Trífida (M20).

 
GALERIA DE NEBULOSAS DE EMISSÃO
     
 
Figura 2 - A fotogénica Nebulosa da Águia é composta por um jovem enxame estelar associado a uma nebulosa de emissão alinhada com nuvens de pó interestelar. O lindo espectáculo situa-se perto do centro Galáctico, a uns 7,000 anos-luz na direcção da constelação da Serpente. A cor avermelhada da nebulosa de emissão é causada pela recombinação de electrões com os núcleos de hidrogénio, enquanto as regiões escuras são zonas de pó que absorvem luz de fontes do pano de fundo. O pó absorve tanta luz que permite aos astrónomos determinar quais as estrelas que se encontram dentro da nebulosa e quais as que se encontram à frente. As estrelas estão-se formando na nebulosa, também conhecida como Nebulosa da Águia.
Crédito: Robert Gendler
 
 
Figura 3 - A Nebulosa Omega contém gás brilhante, pó escuro, e algumas estrelas anormalmente massivas. Também conhecida como M17 ou Nebulosa do Cisne, a Nebulosa Omega situa-se a mais ou menos 5,000 anos-luz de distância, tem 20 anos-luz de diâmetro, e é visível com binóculos na direcção da constelação de Sagitário. Uma recente época de formação estelar criou algumas estrelas bem massivas que ainda não tiveram tempo para se auto-destruir. Até lá, estas estrelas aparecem muito brilhantes e emitem luz tão energética que disturba o gás e pó dos arredores.
Crédito: Robert Gendler
 
 
Figura 4 - A espantosa Nebula da Trífida (também chamada de M20), um fotogénico estudo em contrastes cósmicos, situa-se a cerca de 5,000 anos-luz na direcção da constelação rica em nebulosidades, Sagitário. Uma região de formação estelar no plano da nossa Galáxia, só a Trífida ilustra três tipos básicos de nebulosa; uma vermelha nebulosa de emissão dominada pela luz dos átomos de hidrogénio, uma nebulosa de reflexão azul produzida pelo pó que reflecte a luz das estrelas, e uma nebulosa escura de absorção. A brilhante nebulosa de emissão situa-se à direita, separada em três pares pelas camadas de pó negro, dá o popular nome à nebulosa. São aparentes muitos detalhes nesta imagem de alta-resolução de M20. Por exemplo, longos pilares com um ano-luz de tamanho e jactos esculpidos por recém-nascidas estrelas - visíveis aqui na região superior direita da nebulosa de emissão.
Crédito: Jim e Janet Castano, Adam Block, NOAO, AURA, NSF
 
 
Figura 5 - A Grande Nebulosa de Orionte, uma região próxima de nascimento estelar, é sem dúvida a mais famosa de todas as nebulosas astronómicas. Também conhecida como M42, é vista aqui através de filtros ultravioletas e azuis realçada com três cores exactas especificamente emitidas pelo hidrogénio, oxigénio e enxofre. Além de ser o lar de um brilhante enxame aberto de estrelas conhecida como o Trapézio, a Nebulosa de Orionte contém muitos berçários estelares. Estes contêm gás brilhante, jovens e quentes estrelas, e jactos estelares que libertam material a grandes velocidades. Muitas das estruturas filamentares visíveis nesta imagem são na realidade ondas de choque - frentes onde material a grande velocidade encontra material a velocidades mais pequenas. A Nebulosa de Orionte mede cerca de 40 anos-luz de diâmetro e encontra-se a mais ou menos 1,500 anos-luz no mesmo braço espiral que o Sol na Via Láctea.
Crédito: WFI, MPG/ESO 2.2-m Telescope, La Silla, ESO
 
 
Figura 6 - NGC 281 é uma fábrica de estrelas muito ocupada. As características mais proeminentes incluem um pequeno enxame aberto de estrelas, uma nebulosa de emissão vermelha, grandes fileiras de gás e poeira escura, e densos nós de material onde ainda podem estar a formar-se estrelas. O enxame aberto IC 1590 visível no centro formou-se apenas nos últimos milhões de anos. O membro mais brilhante deste enxame é na realidade um sistema múltiplo que ajuda a ionizar o gás da nebulosa, provocando o brilho avermelhado. NGC 281 situa-se a cerca de 10,000 anos-luz de distância.
Crédito: Robert Gendler
 
 
Figura 7 - Navegando à deriva no braço de Orionte da nossa Via Láctea, esta nuvem cósmica por acaso assemelha-se à costa Oeste da Califórnia dos EUA. O nosso Sol também se situa no mesmo braço, apenas a 1,500 anos-luz da Nebulosa Califórnia. Também conhecida como NGC 1499, esta clássica nebulosa de emissão mede cerca de 100 anos-luz. Brilha com a cor avermelhada característica dos átomos de hidrogénio que se recombinam com electrões, ionizados pela luz estelar energética. Neste caso, a estrela será a brilhante, quente e azul Xi Persei, para a direita da nebulosa, no centro da imagem.
Crédito: Caltech, Observatório de Palomar, Digitized Sky Survey, Scott Kardel
 
 
Figura 8 - Esta é a espectacular Nebulosa da Roseta. A designação monótona de NGC 2237 não parece diminuir a aparência desta floreada nebulosa de emissão. Dentro da nebulosa encontra-se um enxame aberto de brilhantes e jovens estrelas de nome NGC 2244. Estas estrelas formaram-se há cerca de 4 milhões de anos atrás a partir de material nebular, e os seus ventos solares estão a criar um "buraco" no centro da nebulosa. A luz ultravioleta do quente enxame faz a nebulosa em redor brilhar. A Nebulosa da Roseta mede cerca de 100 anos-luz em diâmetro, e situa-se a cerca de 5,000 anos-luz de distância, podendo ser vista com um pequeno telescópio na direcção da constelação do Unicórnio.
Crédito: Robert Gendler
 
 
Figura 9 - NGC 2359 é uma inesquecível nebulosa de emissão com um nome bastante popular - o Capacete de Thor. Claro, a sua sugestiva aparência de asas leva a que também se conheça por "nebulosa do pato", mas se fôssemos uma nebulosa, qual dos nomes escolheríamos? Seja por que nome for, NGC 2359 é uma nebulosa em forma de bolha com uns 30 anos-luz de diâmetro, formado por ventos energéticos de uma vizinha estrela bastante quente no centro e classificada como uma estrela Wolf-Rayet. As estrelas Wolf-Rayet são gigantes azuis massivas que desenvolvem ventos estelares que atingem velocidades de milhões de quilómetros por hora. As interacções com a próxima grande nuvem molecular pensa-se que tenha contribuido para a forma mais complexa da nebulosa e para as estruturas mais curvadas. NGC 2359 encontra-se a cerca de 15,000 anos-luz na direcção da constelação de Cão Maior.
Crédito: Robert Gendler
 
 
Figura 10 - A Nebulosa Buraco da Fechadura recebe o seu nome devido à sua estranha forma. Com o nome oficial de NGC 3324, é uma região mais pequena sobreposta à maior Nebulosa Eta Carina. Estas nebulosas foram criadas pela estrela Eta Carina, que é dada a erupções violentas durante os seus séculos finais. Observada e discutida em 1840 quando uma espectacular explosão se tornou visível, o sistema Eta Carina parece agora passar por um esquisito período de mudança. Uma nebulosa de emissão que contém muito pó, a Nebulosa Buraco de Fechadura situa-se aproximadamente a 9,000 anos-luz de distância. Este fotogénico objecto pode ser visto até por um pequeno telescópio. Recentemente descobriu-se que a Nebulosa Buraco da Fechadura contém nuvens altamente estruturadas de gás molecular.
Crédito: NOAO, NSF; AURA
 
 
Figura 11 - Numa das mais brilhantes partes da Via Láctea situa-se uma nebulosa onde as mais estranhas coisas acontecem. NGC 3372, conhecida como a Grande Nebulosa em Carina, é o lar de estrelas massivas e de nebulosas em mudança. Eta Carina, a estrela mais energética na nebulosa, foi uma das estrelas mais brilhantes do céu em meados de 1830, mas depois o seu brilho diminuiu drasticamente. A Nebulosa Buraco de Fechadura, visível perto do centro, contém algumas das estrelas mais massivas que se conhece e também mudou a sua aparência. A Nebulosa Carina mede mais de 300 anos-luz e situa-se a 7,000 anos-luz na direcção da constelação da Quilha. A imagem do lado foi tirada no Chile. Eta Carina poderá explodir numa dramática supernova nos próximos milhares de anos.
Crédito: Loke Kun Tan
 
 
Figura 12 - Geralmente identificamos as nebulosas de acordo com as suas formas. No entanto, nenhum gato poderia ter deixado esta marca na vasta Nebulosa Pata de Gato, visível em Escorpião. A uma distância de 5,500 anos-luz de distância, a Pata de Gato é uma nebulosa de emissão com uma cor avermelhada que deriva da abundância de átomos de hidrogénio ionizado. Alternativamente denominada como Nebulosa Garra de Urso ou NGC 6334, estrelas vizinhas com dez vezes a massa do Sol nasceram aqui apenas nos últimos milhões de anos. Na imagem do lado, a nebulosa foi fotografada durante uma expedição astrofotográfica à Namíbia em 2002.
Crédito: Bernd Flach-Wilken & Volker Wendel (Spiegelteam)
 
 
Figura 13 - Esta nebulosa de emissão é famosa parcialmente porque se parece com a América do Norte. Daí o seu nome, Nebulosa da América do Norte. Catalogada como NGC 7000. Para a sua direita encontra-se a menos luminosa Nebulosa do Pelicano. As duas nebulosas de emissão medem cerca de 50 anos-luz de diâmetro, situam-se a mais ou menos 1,500 anos-luz de distância e estão separadas por uma nuvem escura de absorção. Podem ser observadas com binóculos se nos encontrarmos num local bem escuro, na direcção da constelação de Cisne, a Nordeste da brilhante estrela Deneb. Ainda não se sabe quais as estrelas que ionizam o avermelhado hidrogénio gasoso.
Crédito: Jason Ware
 
 
Figura 14 - A navegar no mar cósmico de estrelas e gás, esta delicada aparição está catalogada como NGC 7635 -- A Nebulosa da Bolha. Esta situa-se no centro de um maior complexo de gás brilhante a cerca de 11,000 anos-luz de distância na constelação de Cassiopeia. NGC 7635 é na realidade uma bolha interestelar, formada por ventos originários da mais brilhante estrela dentro da bolha. A expansão da bolha está aprisionada pelo material dos arredores. Com cerca de 10 anos-luz de diâmetro, se a Nebulosa da Bolha fosse centrada no nosso Sol, o vizinho estelar mais próximo, Alpha de Centauro, também estaria dentro da bolha. Esta espectacular imagem é uma combinação de imagens digitais telescópicas registadas através de filtros.
Crédito: Robert Gendler
 
 
Figura 15 - Hidrogénio gasoso brilhante preenche maravilhosamente esta vista estelar centrada na estrela variável S Mon na ténue mas bonita constelação do Unicórnio. Uma região de formação estelar (NGC 2264), o complexo emaranhado de gás cósmico e pó situa-se a cerca de 2,700 anos-luz de distância e é uma mistura entre nebulosas de emissão avermelhadas excitadas pela luz energética de recém-nascidas estrelas e nuvens interestelares escuras. Se estas obscuras nuvens escuras se encontram perto das estrelas, também reflectem a luz, formando nebulosas de reflexão azuis. A imagem mede cerca de 1.5 graus ou quase três luas cheias, cobrindo 70 anos-luz à distância de NGC 2264. Certas características incluem a Nebulosa do Cone (esquerda), a Nebulosa Pêlo de Raposa, cujo convoluto «pelo» se situa mesmo por baixo de S Mon, e o enxame estelar da Árvore de Natal. Este último aparece aqui de lado, com o seu ápex na Nebulosa do Cone e a sua base maior centrada em S Mon.
Crédito: Russell Croman
 
 
Figura 16 - Estarão o coração e a alma da nossa Galáxia localizadas em Cassiopeia? Possivelmente não, mas é aqui que duas brilhantes nebulosas de emissão denominadas Coração e Alma podem ser encontradas. A Nebulosa do Coração, catalogada como IC 1805, é visível à direita, e tem uma forma parecida com o símbolo clássico de um coração. Ambas as nebulosas brilham com um tom avermelhado do hidrogénio ionizado. A luz destas nebulosas demora 6,000 anos a cá chegar, que conjuntamente esticam-se por cerca de 300 anos-luz. Estudos de estrelas e enxames como os encontrados nas Nebulosas Alma e Coração dirigem-se agora para o objectivo de saber como é que as estrelas massivas se formam e como afectam o ambiente à sua volta.
Crédito: Robert Gendler
 
 
Figura 17 - A Nebulosa da Tarântula mede mais de 1,000 anos-luz de comprimento - uma gigante nebulosa de emissão na nossa vizinha galáxia Grande Nuvem de Magalhães. Dentro deste aracnídeo cósmico situa-se um jovem enxame central de estrelas massivas, catalogado como R136, cuja intensa radiação e fortes ventos ajudam a energizar o brilho nebular e formam os filamentos aranhiços. Neste impressionante mosaico a cores de imagens registadas a partir do telescópio de 2.2 metros do Observatório La Silla do ESO, outros jovens enxames podem ser observados nas extremidades da nebulosa. Também notáveis na zona da Tarântula são algumas nuvens escuras invadindo os limites exteriores da nebulosa bem como o denso enxame estelar NGC 2100 na região extrema esquerda da imagem. O pequeno mas em expansão resto de supernova 1987a, a supernova mais próxima da história moderna, situa-se mesmo no canto inferior direito do campo. O rico campo de visão do mosaico cobre uma área do céu com cerca do tamanho da Lua Cheia na constelação do Hemisfério Sul, Dourado.
Crédito: M. Schirmer, T. Erben, M. Lombardi (IAEF Bonn), European Southern Observatory
 
Última actualização: 2012-07-06
 
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