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NOTÍCIAS ASTRONÓMICAS - N.º 100
15 de Fevereiro de 2005
arrow BINÁRIO ECLIPSANTE NO TRAPÉZIO thingy

A cada 65.4 dias a estrela binária eclipsante Theta1 Orionis A diminui de brilho. É a estrela mais a Oeste das brilhantes quatro que constituem o famoso Trapézio da Nebulosa de Orionte e é conhecida como componente A. Normalmente brilha a uma magnitude de 6.7, tal como o componente D do Trapézio. Os outros dois são o componente C, de magnitude 5.1 e o binário eclipsante B (varia entre 8.0 e 8.6).


Vista detalhada das estrelas do Trapézio da Nebulosa de Orionte.
Crédito: Observatório Lick

O eclipse (que ocorrerá hoje, dia 15, pelas 23:27) de A pela sua próxima e invisível companheira demora aproximadamente 20 horas a completar. A meio do eclipse (que dura duas horas e meia), a estrela diminui mais ou menos uma magnitude mais ténue do que o normal. Devido ao período de 65.4 dias, apenas cerca de uma dúzia destes eclipses de Theta1 Orionis A foram detalhadamente estudados desde que o primeiro foi observado pelo astrónomo alemão Eckmar Lohsen a 11 de Outubro de 1973.


A Nebulosa de Orionte é por estes dias um excelente objecto para se observar, não apenas com o telescópio, mas também de binóculos e à vista desarmada.
Crédito: WFI, Telescópio MPG/ESO 2.2-m, La Silla, ESO
(clique na imagem para ver versão maior)

A tabela seguinte enumera as próximas datas e a hora (Universal) do meio do eclipse para Theta1 Orionis A. Note que nem todos serão visíveis; alguns têm lugar quando Orionte ou está por baixo do horizonte ou demasiado perto do Sol para ser observado. No entanto, dado que a totalidade do evento demora aproximadamente 20 horas, os observadores experientes poderão detectar a diminuição ou o aumento do brilho da estrela até mesmo quando o meio do eclipse não for visível.

Mínimo de Theta1 Orionis A
Ano
Mês
Dia
Hora (UT)
2005
Fevereiro
15
23h 27m
2005
Abril
22
9h 49m
2005
Junho
26
20h 12m
2005
Agosto
31
6h 35m
2005
Novembro
4
16h 57m

Links:

M42:
http://seds.lpl.arizona.edu/messier/m/m042.html

Estrelas variáveis:
http://www.aavso.org/vstar/types.shtml
http://en.wikipedia.org/wiki/Variable_star

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arrow ANTIGO TSUNAMI BARALHOU REGISTOS FÓSSEIS thingy

Uma das últimas objecções contra a ideia que um asteróide matou os dinossauros foi finalmente provada. O gigante tsunami causado pelo impacto poderá ter deslocado os fósseis, explicando alguns estranhos achados, sugerindo que o asteróide e a extinção em massa não tinham relação.


Ilustração de artista da extinção dos dinossauros.
Crédito: desconhecido
(clique na imagem para ver versão maior)

Os geólogos há muito que discutem que o período Cretáceo chegou ao fim quando um asteróide com 10 km de diâmetro impactou no Golfo do México, perto da costa de Yucatan. Esse ponto na história tem um sinal de "desastre global" - extinções em massa, uma gigante cratera, detritos de impacto e vestígios de irídio típico de um asteróide. No entanto, os fósseis do fim do Cretáceo têm sido encontrados acima das camadas de rochas ligadas ao impacto do asteróide, e Gerta Keller da Universidade de Princeton tem usado estas provas para afirmar que a extinção veio mais ou menos 300,000 anos depois do impacto.

Agora, Tim Lawton, da Universidade do Novo México em Las Cruces e seus colegas, mostraram que os registos fossilizados podem ter sido arrastados pelo tsunami que se seguiu ao impacto. Provas mais antigas indicam que o tsunami poderia ter tido 150 metros de altura, transportando água até 300 km para dentro de terra.


Ilustração de artista do impacto do asteróide.
Crédito: desconhecido

A equipa de Lawton estudou rochas na bacia de La Popa no Nordeste do México e encontrou depósitos sedimentares que contêm uma mistura de detritos do impacto do asteróide e fósseis de variados organismos que viveram em ambientes díspares. "São organismos que não viveram juntos originalmente," diz Lawton.

Os depósitos incluem ostras de baías, caracóis de pântanos e algas que flutuam em mar aberto, em conjunto com detritos de impacto tais como rocha derretida solidificada, diz Lawton. À medida que as águas retrocediam, estas provas permaneciam onde estavam. A equipa afirma que o tsunami pode também ter alterado os registos fósseis noutros locais, explicando o porquê destes acabarem por cima dos detritos do impacto do asteróide. Keller, no entanto, continua não convencido que o tsunami formou o depósito ou que aconteceu no fim do período Cretáceo.

Links:

Extinção dos dinossauros:
http://www.enchantedlearning.com/subjects/dinosaurs/extinction/Other.html
http://web.ukonline.co.uk/a.buckley/dino.htm
http://palaeo.gly.bris.ac.uk/Communication/Couch/possible.html
http://en.wikipedia.org/wiki/K-T_extinction

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arrow ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS thingy
     
Foto  
Uma estrela artificial - Crédito: Adam Contos (Ball Aerospace)
Com que é que ficamos ao combinar um dos mais poderosos telescópios do mundo com um potente laser? Uma estrela artificial. Ao medir as flutuações de uma brilhante e genuína estrela podemos saber como é que a atmosfera da Terra está mudando. Mas muitas vezes não existe nenhuma estrela brilhante na direcção onde a informação atmosférica é recolhida. Por isso, os astrónomos desenvolveram a capacidade de criar uma estrela artificial quando precisam -- com um laser. As observações subsquentes da estrela-guia artifical criada pelo laser podem revelar informações detalhadas sobre os efeitos de desfocagem da atmosfera da Terra, e muito deste enodoamento pode ser removido ao flectir rapidamente o espelho. Estas técnicas ópticas permitem observações terrestres a alta-resolução de estrelas verdadeiras, planetas, nebulosas e galáxias. Na imagem do lado, um laser é disparado pelo telescópio de 10 metros Keck II em Mauna Kea, no Hawaii, criando uma estrela individual.
Ver imagem em alta-resolução
     
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  ESPAÇO ABERTO  
Banner Espaço Aberto
 

Observação astronómica, dia 19 de Março, na açoteia do CCVAlg, às 21:30. Observação dependente das condições atmosféricas.

 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 15/02: 46º dia do  calendário gregoriano.
História: 
Em 1564 nascia Galileu Galilei, um dos astrónomos mais famosos de sempre. Foi o primeiro a utilizar o telescópio para observar os céus, observando as manchas solares e também os satélites de Júpiter.
Em 1828 nascia Júlio Verne. Durante a sua vida escreveu 54 obras relacionadas com a ficção científica.
Em 1999, lançamento do IKONOS 2 Athena 2.
Observações: A estrela variável eclipsante Theta-1 Orionis A no coração da Nebulosa de Orionte deverá estar num dos seus eclipses raros durante esta noite. Ver artigo ao lado.

Dia 16/02: 47º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1786 nascia François Arago, cientista pioneiro na natureza da onda da luz e o inventor do polarómetro e outros instrumentos ópticos. A sua teoria da luz previa que a velocidade da luz decresceria ao passar por um meio mais denso.
Em 1948 é descoberta a lua de Urano Miranda, por Gerard Kuiper.
Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 00:16.

Dia 17/02: 48º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1600, Giordano Bruno, frade dominicano e filósofo, que desafiou a doutrina da Igreja na origem e estrutura do Universo, é queimado na fogueira no Campo dei Fiori. As suas maiores obras metafísicas, "Sobre o Universo Infinito" e "Os Mundos e o Infinito", escritas em 1584, sofrem grandes influências do gnoticismo Hermético e outras obras sobre magia e sobre o oculto. Bruno acreditava que havia muitas maneiras de ver o mundo. Foi o primeiro a propôr a Teoria Cósmica moderna.
Em 1999, o "Near Earth Asteroid Rendezvous" (NEAR) foi lançado a partir de Cabo Canaveral. Conduziu o primeiro longo estudo e aproximado de um asteróide. O seu objectivo era responder a questões fundamentais sobre a natureza e origem de muitos asteróides e cometas que se encontram próximo da órbita da Terra. A 12 de Fevereiro de 2001, foi a primeira sonda a aterrar num asteróide, Eros.

 
 
  CURIOSIDADES:  
 
Segundo a NASA, 2005 poderá ser o ano mais quente de sempre.
 
 
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