
Imagem capturada pela câmara montada no dispositivo.
Crédito: NASA/JPL
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Dados obtidos a partir do ISO, o Observatório de Infravermelho da Agência Espacial Europeia (ESA), forneceram que as ondas de choque geradas pela colisão de galáxias excita o gás a partir do qual nascem as estrelas. Este resultado também fornece pistas importantes relativamente a como o nascimento das primeiras estrelas foi provocado e porque foi crescendo cada vez mais depressa no Universo primitivo.
Através da observação da nossa galáxia e de outras, os cientistas descobriram há já muito tempo que as explosões de estrelas massivas chamadas supernovas eram responsáveis por gerar ondas de choque e "ventos" que excitam as nuvens moleculares vizinhas. O processo provoca o colapso do gás das vizinhanças em núcleos densos o que eventualmente leva à formação de estrelas.
A assinatura deste processo é a radiação emitida pelo hidrogénio molecular. Quando as moléculas de hidrogénio estão excitadas pelos "ventos" da onda de choquem, produzem um tipo de radiação que pode ser detectada no infravermelho.
Este tipo de radiação é também observado em lugares onde as galáxias colidiram uma com a outra e a formação de novas estrelas ocorre a um ritmo muito elevado. Até agora, não havia nenhuma imagem que mostrasse claramente o que ocorre quando duas galáxias colidem no intervalo de tempo entre a colisão e o nascimento das primeiras estrelas jovens.

O Observatório ISO.
Crédito: ESA
O elo em falta foi descoberto no par galáctico da Antena (NGC 4038/4039) pelos astrónomos alemães Martin Haas, Rolf Chini do AIRUB Institute em Bochum e por Ulrich Klaas do Instituto Max-Planck para a Astronomia em Heidelberg, que submeteram os resultados para publicação na revista Astronomy & Astrophysics. Estas duas galáxias que estão localizadas a 60 milhões de anos-luz da Terra na contelação de Corvo, estão actualmente numa fase inicial da colisão em determinadas zonas. Os cientistas observaram que a região das duas galáxias que se sobrepõe é muito rica em hidrogénio molecular excitado.
Além disto, a emissão de radiação do hidrogénio excitado é igualmente distribuida nas zonas norte e sul da sobreposição. No entanto, e para espanto dos membros da equipa, existem muito poucas supernovas ou regiões de formação estelar intensa que expliquem este hidrogénio molecular excitado. Por este motivo concluem que o hidrogénio excitado deve ser devido à energia mecânica transportada pelas ondas de choque resultantes da colisão, o que constitui o elo em falta entre as colisões de galáxias e a formação estelar. A equipa estima que quando este gás colapsar para formar estrelas durante o próximo milhão de anos, a galáxia da Antena tornar-se-á duas vezes mais brilhante no infravermelho.
Os astrónomos acreditam que a formação estelar induzida por choques poderá ter tido um papel fundamental na evolução das proto-galáxias no início da existência do Universo.
Links:
Press Release ESA:
http://www.esa.int/esaCP/SEM7SVRMD6E_index_0.html |