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NOTÍCIAS ASTRONÓMICAS - N.º 115
8 de Abril de 2005
arrow CASSINI CONTINUA INSPECÇÃO DE TITÃ thingy


Vista de Titã capturada no dia 31 de Março, que mostra novos terrenos ainda não observados a esta resolução pela câmara da Cassini.
Crédito: NASA/JPL
(clique na imagem para ver versão maior)

No passado dia 31 de Março, a sonda da NASA Cassini passou pela lua de Saturno, Titã, a uma distância de 2,402 km. Os múltiplos instrumentos da Cassini enviaram mais novas imagens deste enevoado mundo.

Neste recente voo rasante, a densa atmosfera de Titã foi o foco das observações no ultravoleta. Ao mapear a camada de neblina, os cientistas esperam aprender mais sobre os tamanhos das partículas e suas propriedades. As nuvens transitórias de Titã também foram estudadas.

O hemisfério Norte foi anteriormente fotografado pelo radar da Cassini em Outubro de 2004 e Fevereiro de 2005. Desta vez, as câmaras ópticas da Cassini registaram a melhor imagem da mesma área, tal como o espectrómetro visual e infravermelho.

Titã é um dos alvos principais da missão Cassini-Huygens porque é a única lua do nosso Sistema Solar com uma espessa e enevoada atmosfera. A Cassini foi lançada há mais de 7 anos atrás e viajou já mais de 3.55 mil milhões de quilómetros.

O próximo encontro da Cassini com Titã será no dia 16 de Abril a 1,025 quilómetros. Será o voo rasante mais próximo de Titã desde o início da missão.

Links:

Notícias relacionadas:
http://www.nasa.gov/mission_pages/cassini/multimedia/pia06220.html
http://msnbc.msn.com/id/7411276/
http://www.universetoday.com/am/publish/cassini_titan_flyby_4.html?642005

Sonda Cassini:
http://saturn.jpl.nasa.gov

Saturno:
http://en.wikipedia.org/wiki/Saturn_%28planet%29
http://www.ccvalg.pt/astronomia/astronline/saturno.htm

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arrow SWIFT MEDE DISTÂNCIAS DE GRB'S thingy

Pela primeira vez, o telescópio espacial Swift da NASA foi usado para medir directamente a distância de gigantescas explosões cósmicas, os chamados GRB's (explosões de raios-gama). Estas medições são cruciais para determinar quanta energia estes "monstros" libertam.


Renderização computacional do Swift.
Crédito: NASA

Os GRB's são uma espécie de poderosíssimas ejecções de fotões de raios-gama altamente energéticos, que se pensa que sejam uma espécie de prenúncio do nascimento de buracos negros. Duram tipicamente menos de um minuto mas podem produzir efeitos de maior duração num intervalo de comprimentos de onda - desde raios-X a ondas de rádio - que podem permanecer durante horas ou até mesmo semanas. Estes podem revelar a distância e natureza das explosões, e o telescópio Swift foi desenhado para poder rapidamente apontar para o GRB em menos de um minuto.

O Swift já detectou mais de duas dúzias de GRB's desde o seu lançamento em Novembro de 2004, e encontrou efeitos residuais de raios-X em cerca de 15. Mas só recentemente é que não observou nenhuns efeitos ópticos - luz emitida no espectro visível - mesmo quando observadores terrestres o observaram, o que obviamente preocupou os cientistas da missão.

No entanto, o Telescópio Ultravioleta/Óptico do Swift compensou o tempo perdido, conseguindo observar este efeito óptico de um brilhante GRB a 18 de Março de 2005 e um segundo no mesmo dia. Parece que os anteriores eram demasiado ténues para o telescópio os observar.

Os efeitos ópticos - em oposição aos raios-X - são necessários para o Swift calcular a distância de um GRB. Isto é porque o hidrogénio gasoso no espaço absorve alguns comprimentos de onda da luz óptica dos efeitos, mas não as suas emissões de raios-X.

A expansão do Universo estica a luz de objectos distantes na direcção do vermelho no espectro, por isso ambos os raios-X e os comprimentos de onda ópticos parcialmente "bloqueados" de distantes GRB's parecem desviar-se para o vermelho em maneiras reveladoras. Sabendo as cores que observamos e as que não observamos, podemos ter uma estimativa da distância.


Efeito residual óptico do GRB-990123 observado a 23 de Janeiro de 1999. Na imagem da direita os filamentos em forma de dedos é a galáxia de onde o GRB é originário. Esta parece ser distorcida por uma colisão com outra galáxia.
Crédito: Hubble Space Telescope, STIS, A. Fruchter (STScl), NASA
(clique na imagem para ver versão maior)

A maioria dos GRB's observados originam a 9.3 mil milhões de anos-luz de distância, enquanto que os mais distantes já registados situam-se a 12.3 mil milhões de anos-luz. O Swift ainda não quebrou nenhum recorde, mas um dos dois recentemente observados esteve perto. A explosão de 18 de Março situa-se a 9.2 mil milhões de anos-luz de distância, enquanto que o evento de dia 19 explodiu a uma distância de 11.6 mil milhões de anos-luz.

Este último evento foi verdadeiramente espectacular. Está mesmo muito distante, mas no entanto é tão brilhante que ainda o conseguimos observar.

A distância é a chave para determinar a energia total de um GRB, pois as explosões distantes que parecem ténues podem ser muito mais violentas que outras mais próximas aparentemente mais brilhantes. O Swift pode ser capaz de detectar GRB's até no limite do Universo observável, numa altura em que as primeiras estrelas explodiram, tornando-se buracos negros. Enfim, como se fosse uma espécie de faróis do Universo primitivo.

Links:

Notícias relacionadas:
http://www.physorg.com/news3599.html
http://www.ccvalg.pt/astronomia/astronline/astro_news/swift_041123.htm

Swift:
http://www.nasa.gov/mission_pages/swift/main/index.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Swift_Gamma-Ray_Burst_Mission

GRB:
http://en.wikipedia.org/wiki/Gamma-ray_burst
http://imagine.gsfc.nasa.gov/docs/science/know_l1/bursts.html
http://www.batse.com/
http://www.astro.psu.edu/users/nnp/grbphys.html

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arrow ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS thingy
     
Foto  
Simeis 147: restos de uma supernova - Crédito: Robert Gendler
É fácil perdermo-nos ao seguir os labirínticos filamentos desta detalhada imagem do ténue resto de supernova Simeis 147. Situado na direcção da constelação de Touro, cobre quase 3 graus (6 luas cheias) no céu, correspondendo a uma largura de 150 anos-luz de detritos espaciais, situados a 3,000 anos-luz de distância. O compósito a cores inclui uma imagem com um tempo de exposição de 8 horas através dum filtro H-alpha, transmitindo apenas luz dos átomos de hidrogénio na nebulosidade em expansão. Este resto de supernova tem uma idade aparente de cerca de 100,000 anos - o que significa que a luz da gigantesca explosão estelar chegou à Terra há 100,000 anos atrás. A catástrofe cósmica também deixou para trás uma estrela de neutrões ou pulsar, tudo o que resta do núcleo da estrela original.
Ver imagem em alta-resolução
     
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Observação astronómica, dia 9 de Abril, na açoteia do CCVAlg, às 21:30. Observação dependente das condições atmosféricas.

 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 08/04: 98º dia do  calendário gregoriano.
História: 
Em 1964, lançamento da nave não-tripulada Gemini 1. A missão terminou depois de 3 órbitas. A nave desintegra-se 3.5 dias a seguir ao lançamento. Todos os objectivos primários e secundários foram atingidos.
Em 1999, maior aproximação da Terra pelo asteróide 1981 Midas (0.490 UA).
Observações: Lua Nova. Ocorre um eclipse parcial do Sol, visível apenas na parte Sul dos EUA, América Central e quase em toda a América do Sul. O eclipse é total em certas partes do Pacífico Sul, e anular para partes da Costa Rica, Panamá, Colômbia e Venezuela.

Dia 09/04: 99º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1994, lançamento da missão STS-59 do vaivém Endeavour.
Observações: Aproveite esta madrugada e as seguintes para observar (ou matar saudades) as constelações do Triângulo de Verão: Lira, Águia e Cisne.

Dia 10/04: 100º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1981, primeira tentativa de lançamento da missão STS-1 (a primeira missão de um vaivém espacial). Este falhou no último momento quando os computadores «crasharam». Os astronautas Crippen e Young finalmente levantaram voo a 12 de Abril. À volta de 100 milhões de pessoas viram este evento.
Observações: Saturno encontra-se em quadratura, 90º para Este do Sol. Este mês, portanto, o globo de Saturno estica a sua sombra mais para Este nos anéis, tendo como ponto de vista a Terra. Isso proporciona uma boa visão de Saturno e dos seus anéis.

Dia 11/04: 101º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1862 nascia William Wallace Campbell, observador pioneiro dos movimentos estelares e das suas velocidades radiais; director do Observatório Lick entre 1901 e 1930, também foi presidente da Universidade da Califórnia e da Academia Nacional de Ciências.
Em 1960, era iniciada a primeira pesquisa no rádio em busca de civilizações extraterrestres, por Frank Drake (Projecto Ozma).
Em 1986, a 65 milhões de quilómetros, o Cometa Halley faz a sua maior aproximação da Terra durante esta viagem, a 30ª vez que visita a nossa vizinhança planetária.
Em 2002 morre Yuji Hyakutake, astrónomo amador japonês que em 1996 descobriu o "Cometa Hyakutake", com 51 anos. Descobriu este cometa com um par de binóculos na cidade de Hayato em Kagoshima.
Observações: Ao anoitecer, procure a fina Lua Crescente. As Plêiades estão mesmo por cima (~2º) - uma bela vista de binóculos.

 
 
  CURIOSIDADES:  
 
As missões dos «rovers» Spirit e Opportunity em Marte foram há poucos dias aumentadas para mais 18 meses. Originalmente com uma duração de apenas 3 meses, já lá estão desde Janeiro de 2004. Sendo assim, a missão extendida deverá durar até Setembro de 2006 (mais de 10 vezes o tempo previsto).
 
 
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