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NOTÍCIAS ASTRONÓMICAS - N.º 116
12 de Abril de 2005
arrow 10 RECÉM-DESCOBERTAS LUAS JOVIANAS JÁ TÊM NOME thingy


Montagem de Júpiter e dos seus quatro satélites principais: Io, Europa, Ganimedes e Calisto.
Crédito: NASA/JPL

Como foi publicado na circular 8502 da União Astronómica Internacional, do dia 30 de Março, o Grupo para a Nomenclatura dos Sistemas Planetários aprovou os nomes de um satélite joviano descoberto em 2002 e outros nove descobertos em 2003. Sendo assim, os recém-descobertos satélites de Júpiter que agora têm nome são:

S/2003 J 20 passa a ser conhecido como Carpo
S/2003 J 21 passa a ser conhecido como Mneme
S/2003 J 22 passa a ser conhecido como Thelxinoe
S/2003 J 6 passa a ser conhecido como Helike
S/2002 J 1 passa a ser conhecido como Arche
S/2003 J 8 passa a ser conhecido como Hegemone
S/2003 J 1 passa a ser conhecido como Eukelade
S/2003 J 13 passa a ser conhecido como Cyllene
S/2003 J 7 passa a ser conhecido como Aoede
S/2003 J 11 passa a ser conhecido como Kallichore

Links:

Lista de todas as 63 luas conhecidas de Júpiter:
http://en.wikipedia.org/wiki/Jupiter%27s_natural_satellites
http://www.ifa.hawaii.edu/~sheppard/satellites/jupsatdata.html

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arrow COMO AS COLISÕES GALÁCTICAS CONSTRUIRAM O UNIVERSO thingy

Novos estudos do distante Universo confirmam a ideia de que os buracos negros e as galáxias ajudaram-se mutuamente no crescimento através de massivas fusões.

Numa investigação, cientistas examinaram galáxias em formação estelar no jovem Universo e descobriram que os buracos negros parecem crescer continuamente durante "baby booms" estelares. As observações revelam uma altura de intensos nascimentos estelares e de crescimento dos buracos negros em algumas galáxias há cerca de 10 mil milhões de anos atrás.

Os astrónomos pensam que galáxias em colisão despertaram a formação estelar enquanto permitiam o crescimento dos buracos negros.

Este evento é parte de um projecto de contrução cooperativa que formou grandes galáxias carregadas de velhas estrelas e dominadas por buracos negros centrais, tal como se vê no Universo moderno.

"Estas descobertas providenciam suportes observacionais directos do crescimento simultâneo de grandes galáxias e dos seus buracos negros," disse o líder do estudo David Alexander da Universidade de Cambridge.


Ilustração que mostra duas jovens galáxias no processo de fusão. Esta despertou um prodigioso processo de formação estelar, o qual pela sua vez alimenta o crescimento dos buraco negros supermassivos centraais de cada galáxia.
Crédito: Raios-X: NASA/CXC/IoA/D. Alexander et al.; Ilustração CXC/M. Weisse

A pesquisa encontra-se mais detalhada na edição de 7 de Abril da revista Nature e foi apresentada na semana passada numa reunião da Sociedade Astronómica Real.

As galáxias foram encontradas com o telescópio James Clerk Maxwell. O Observatório Keck no Hawaii revelou a velocidade do nascimento estelar. Depois, o Observatório de raios-X da NASA, Chandra, foi usado para detectar o gás quente em volta dos presumidos buracos negros, o que forneceu mais informações acerca do crescimento destes colossos gravíticos centrais.

O brilho em torno dos buracos negros pensa-se que seja gás que se encontra prestes a ser consumido e simultaneamente iluminado pela tremenda energia envolvida à medida que é acelerado a grandes velocidades pelo puxo gravitacional do buraco negro.

As descobertas vêm ao encontro de recentes simulações computacionais, dirigidas por Tiziana Di Matteo da Universidade Carnegie Mellon, sugerindo que as fusões galácticas conduzem o material para o centro do sistema em fusão, providenciando uma espécie de "comida" para o buraco negro. A simulação também sugere que a energia criada quando os buracos negros se juntam contribui para a formação estelar enquanto espalha gás para os arredores da galáxia, criando um limite para o que um buraco negro pode consumir.

"Estas observações recentes estão de acordo com a nossa simulação," disse Di Matteo. "É excitante ver que estamos a convergir para uma imagem consistente de formação galáctica, tanto em observações como na teoria."

Um estudo separado usando rádio-telescópios também descobriu que as galáxias que prodigiosamente produzem estrelas estavam regularmente no processo de fusão.

"As mais remotas galáxias «starbust», assim chamadas devido ao seu alto nível de formação estelar, produzem tipicamente 1,000 ou mais massas solares de estrelas por ano -- pelo menos cinquenta vezes mais que as galáxias mais activas do Universo vizinho," explicou Anita Richards do Observatório Jodrell Bank da Universidade de Manchester.

As jovens galáxias no estudo de Richards também envolviam buracos negros supermassivos que eram "alimentados" activamente.

"Uma pista para a origem deste fenómeno é a de que o Telescópio Espacial Hubble muitas vezes revela duas ou mais galáxias distorcidas associadas a estas fontes," disse Richards a semana passada. "As colisões seguintes de gás e poeira despertam a formação estelar e também alimentam o buraco negro central."

As fusões galácticas são menos frequentes hoje em dia. Mas daqui a uns milhares de milhões de anos, a nossa Via Láctea irá colidir com a Galáxia de Andrómeda (M31).

Links:

Simulação de uma colisão galáctica:
http://chandra.harvard.edu/photo/2005/smg/animations.html

Colisões galácticas:
http://arxiv.org/html/astro-ph/9908269/homepage.html

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arrow ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS thingy
     
Foto  
Nuvens, avião, Sol, eclipse - Crédito: Dorothy Verdin
Como pode parte do Sol desaparecer? Na verdade, está apenas escondido pela Lua. Na sexta-feira passada deu-se o primeiro eclipse solar parcial de 2005 e o último eclipse total do Sol até Março de 2006. Durante um eclipse solar, o Sol, a Lua e a Terra estão alinhadas. O eclipse solar total foi principalmente observado no Oceano Pacífico Sul, enquanto que o eclipse parcial foi observável ao longo da América do Sul e partes da América do Norte. A imagem do lado é um compósito tirado com uma câmara digital. Depois de um dia chuvoso no Mt. Holly, Carolina do Norte, EUA, um sol parcialmente eclipsado foi momentaneamente observado através das nuvens. Depois de registar uma sequência de imagens, a melhor imagem do eclipse foi digitalmente combinada com uma menos boa que continha o avião.
Ver imagem em alta-resolução
     
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  ESPAÇO ABERTO  
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Observação astronómica, dia 14 de Maio, na açoteia do CCVAlg, às 21:30. Observação dependente das condições atmosféricas.

 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 12/04: 102º dia do  calendário gregoriano.
História: 
Em 1849, de Gasparis descobre o asteróide Hygiea.
Em 1961, o cosmonauta Yuri Alekseyevich Gagarin torna-se no primeiro homem no espaço. Orbita a Terra apenas uma vez a bordo da nave Vostok 1. O voo dura 1 hora e 48 minutos, num percurso elíptico com um apogeu de 327 km e um perigeu de 180 km.
Em 1981, começa a era do Vaivém espacial. Lançamento da missão STS-1 do vaivém Columbia, adiado desde 10 de Abril. O comandante John Young e o piloto Robert Crippen orbitam a Terra 37 vezes durante dois dias antes de regressarem. Os objectivos principais do voo inaugural eram testar os sistemas principais, completar uma ascensão até órbita com sucesso, e regressar à Terra em segurança.

Dia 13/04: 103º dia do calendário gregoriano.
História: "Houston, we have a problem". Foram estas as palavras que o astronauta Jack Swigert disse ao controlo da missão em Houston no ano de 1970 depois do tanque de oxigénio n.º 2 do módulo de serviço da nave Apollo 13 ter explodido. Os astronautas Swigert, Jim Lovell e Fred Haise movem-se então para o módulo lunar, que permaneceu sem danos. O voo continuou até e em volta da Lua e até à Terra. Todo o mundo observava com atenção à medida que a equipa terrestre e a tripulação da Apollo 13 ultrapassavam os obstáculos de salvar os astronautas. Estes conseguiram regressar em segurança à Terra.
Observações: Esta noite, a Lua crescente encontra-se a pouco mais de um grau da estrela Elnath, da constelação de Touro.

Dia 14/04: 104º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1629 nascia Christian Huygens, físico holandês e astrónomo, um dos cientistas mais proeminentes do século XVII. Descobriu o anel e o quarto satélite (Titã) de Saturno (1655), e patenteou o primeiro relógio de pêndulo (1656). Na óptica propôs a teoria ondulatória da luz e descobriu a polarização. A sonda que há pouco tempo aterrou em Titã tem o seu nome.
Em 1991 era lançado o Observatório de Raios-Gama Compton (GRO).
Em 2000, astrónomos detectam as primeiras provas observacionais dos restos de uma hipernova, explosões cem vezes mais energéticas que as supernovas e uma possível fonte dos poderosos GRb's (explosões de raios-gama), os eventos mais energéticos de todo o Universo conhecido, além do Big-Bang.
Observações: Neptuno está a 1.2º Noroeste de Marte antes do amanhecer de Quarta. Os dois planetas diferem em brilho por um factor de 700 (Marte tem magnitude 0.8, Neptuno tem 7.9), mas os seus pequenos tamanhos aparentes não são assim tão diferentes: 6.2 arco-segundos para Marte, 2.2 arco-segundos para Neptuno. No entanto, dado que estão muito baixos no horizonte, Neptuno poderá nem sequer se distinguir de uma estrela de fundo, mesmo em grandes telescópios.
Júpiter encontra-se no afélio, o ponto da sua órbita mais distante do Sol. Isto fá-lo 12% mais afastado da Terra, e por isso 12% mais pequeno em tamanho aparente, do que ficará pela altura do periélio em 2011.

 
 
  CURIOSIDADES:  
 
A cerca de 150 milhões de quilómetros, a luz do Sol demora aproximadamente 8 minutos a chegar à Terra.
 
 
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