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NOTÍCIAS ASTRONÓMICAS - N.º 133
10 de Junho de 2005
arrow METANO DE MARTE EXPLICADO SEM BIOLOGIA thingy



Marte, o quarto calhau a contar do Sol.
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)

Surgiu agora uma nova ideia no debate sobre a origem do metano que se detecta em Marte.

Enquanto ao longo dos últimos anos alguns cientistas têm defendido que o metano provavelmente terá uma origem biológica, outros têm defendido uma origem vulcânica associada a este tipo de substância.

Os novos estudos sugerem que o metano eventualmente poderá ser explicado por processos não biológicos envolvendo um mineral chamado olivina, que é um mineral bastante abundante em Marte.

Quando a água contendo dióxido de carbono entra em contacto com as olivinas produz hidrogénio que nessas condições poderá, segundo os cientistas, reagir com o dióxido de carbono para formar metano (CH4). As olivinas que se encontrem abaixo da superfície poderão estar em contacto com a água subterrânea que se suspeita que exista no Planeta Vermelho.

"A maior parte do metano que existe na Terra é criado pelos seres vivos e o metano tem sido considerado um indicador da existência de vida nos outros planetas," diz o investigador de Dartmouth Mukul Sharma. "No entanto, nós mostrámos no nosso trabalho que a olivina natural pode ser alterada na presença de água contendo dióxido de carbono de modo a produzir quantidades copiosas de metano. É bastante fácil de fazer e não existe aí nada de bacteriano. Se existe vida em Marte, gostaria de ver evidências mais sólidas do que o metano."

Sharma e Chris Oze publicaram o seu trabalho na Edição de Maio do jornal da American Geophysical Union, Geophysical Research Letters.

Links:

Geophysical Research Letters:
http://www.agu.org/pubs/crossref/2005/2005GL022691.shtml

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arrow DEEP IMPACT BUSCA SEGREDOS DOS COMETAS thingy



A 69 dias do impacto a sonda Deep Impact fotografou o seu objectivo, o
cometa Tempel 1, a partir de uma distância de 39.7 milhões de quilómetros.
Crédito: JPL , NASA
(clique na imagem para ver versão maior)

Nas culturas antigas, acreditava-se que os cometas eram demónios ou mensageiros divinos e eram encarados como presságios de tragédia ou desastres. Comparados com as estrelas cuja posição era conhecida e com os planetas cuja posição era previsível, os cometas eram caprichosos e erráticos. A sua existência contradizia a ideia que o Universo era um local limpo e ordenado, como era tão apregoado na Antiguidade.

A sociedade moderna mudou radicalmente esta perspectiva. Em vez de serem arautos da desgraça, muitos cientistas acreditam que são uma fonte de vida, pois transportam com eles água e substâncias orgânicas.

As ideias sobre a composição dos cometas também se têm alterado ao longo das últimas décadas. Na década de 50 os cometas eram encarados como bolas de neve sujas. Cada vez mais os cientistas pensam que serão mais compostos de poeiras e menos compostos de água gelada.

"Os cometas são considerados como bolas de lama geladas compostas por gelos exóticos, poeiras e partículas rochosas," explicou Donald Yeomans, director do Programa Near Earth Objects da NASA e co-investigador da missão Deep Impact desta agência. Entre os compostos químicos de um cometa, estarão o dióxido de carbono gelado, amónia gelada e metano sólido.

A 4 de Julho a missão Deep Impact mission despenhará uma sonda no cometa Tempel 1, um cometa com a forma de uma batata que foi descoberto em 1867 e é considerado como sendo representativo da maioria dos cometas. O impacto criará uma cratera do tamanho de um estádio de futebol e fornecerá informação inestimável sobre o interior de um cometa.

Os cometas são considerados restos inalterados da origem do Sistema Solar tendo a composição química do sistema original, sendo por isso consideradas cápsulas congeladas no tempo, que permitem conhecer melhor a origem do sistema.

"Se desejamos conhecer melhor o Sistema Solar temos que estudar os cometas ," disse Yeomans.

Os cientistas esperam perceber completmente a diferença entre os cometas e asteróides e também de que é composto o cometa Tempel 1 e consequentemente os outros cometas. Será poroso como um monte de areia? Será sólido como um cubo de gelo?

"A beleza desta missão é que não sabemos o que esperar," disse Yeomans. "Mas aconteça o que acontecer, aprenderemos qualquer coisa ."

Links:

A Ciência da Missão Deep Impact :
http://deepimpact.jpl.nasa.gov/science/index.html

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arrow ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS thingy
     
Foto  
A Nebulosa da Trífida - Crédito: Jean-Charles Cuillandre, Hawaiian Starlight , CFHT
Uma beleza indiscritível e gradientes inimagináveis podem ser encontrados na Nebulosa da Trífida. Também conhecida como M20, esta nebulosa fotogénica é visível com binóculos na direcção da constelação de Sagitário. O processo energético da formação de estrelas cria não apenas cores, mas também caos. O gás vermelho resulta de radiação que atravessa o hidrogénio interestelar. Os filamentos escuros que se espraiam por M20 foram criados nas atmosferas de estrelas gigantes frias no remanescente de explosões de supernovas. Quais são as estrelas que iluminam a nebulosa de reflexão azul é um dos temas que ainda está em investigação. A luz de M20 que vemos hoje terá abandonado a nebulosa há cerca de 3,000 anos, embora a distância exacta à mesma ainda não tenha sido determinada. A luz demora cerca de 20 anos para atravessar M20.
Ver imagem em alta-resolução
     
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BREVEMENTE

 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 10/06: 161º dia do  calendário gregoriano.
Observações: Olhe para o oeste logo após o por-do-sol. De cima para baixo, a Lua, Saturno, Vénus e Mercúrio (muito ténue) formam uma diagonal que se aproxima do horizonte.

Dia 11/06: 162º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2004, a sonda Cassini-Huygens fazia a sua maior aproximação a Febe.
Observações: Uma noite para observar as luas galileanas de Júpiter, que entre as 23h30 e as 04h00 do dia seguinte vão aparecendo e desaparecendo sucessivamente. Uma delas projectando a sua sombra sobre Júpiter (Io) e duas outras eclipsadas por Júpiter (Europa primeiro e Ganimedes mais tarde).

Dia 12/06: 163º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1967 era lançada a sonda russa Venera 4 que se tornaria a primeira nave a aterrar noutro planeta e enviar dados de volta com sucesso.
Observações: Tente observar o cometa Temple 1.

Dia 13/06: 164º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1983 a sonda Pioneer 10 torna-se o primeiro artefacto humano a abandonar o sistema planetário solar.
Observações: As luas de Júpiter Io, Europa e Calisto vão aprecer bastante compactas esta noite.

 
 
  CURIOSIDADES:  
 

No dia de Portugal e de Camões tem que se falar das crateras de Mercúrio.

As crateras de Mercúrio têm nomes de grandes humanistas e uma delas chama-se cratera Luis de Camões.

 
 
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