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NOTÍCIAS ASTRONÓMICAS - N.º 138
28 de Junho de 2005
arrow "IMPACTO PROFUNDO" APROXIMA-SE thingy


Ilustração de artista mostrando o pequeno aparelho aproximando-se de Tempel 1.
Crédito: Maas Digital

Depois de uma longa viagem de 173 dias e 431 milhões de quilómetros, é já na próxima Segunda-feira, dia 4 de Julho, que todos os olhos astronómicos mais importantes do planeta Terra e arredores estarão virados para a sonda Deep Impact e o seu alvo, o cometa Tempel 1. Para exemplificar como decorrerá este evento, a NASA pôs no seu site uma animação computorizada, da autoria de Dan Maas, que produziu as famosas animações dos rovers marcianos, já utilizadas em inúmeros documentários sobre o Planeta Vermelho.

Esta animação mostra-nos uma vista conceptualizada do encontro da Deep Impact com o cometa Tempel 1. Aproximadamente 24 horas antes do impacto, a nave fará um voo rasante, libertando uma sonda no percurso do cometa. Esta guiar-se-á automaticamente na direcção do núcleo do cometa. Usando instrumentos ópticos, o software AutoNav da sonda está programado para prosseguir na direcção do objecto mais brilhante na sua linha de visão, o lado diurno do núcleo de Tempel 1.

Ver animação do encontro: versão curta (4 MB) ou versão longa (7MB), formato Quicktime

Durante os seus momentos finais, a pequena sonda libertada pela Deep Impact fará as imagens mais próximas registadas da superfície de um cometa. A energia cinética que será libertada pela colisão está estimada em valores equivalentes a quase 5 toneladas de TNT. No entanto, isto apenas alterará a velocidade do cometa cerca de 0.0001 milímetros por segundo (0.014 polegadas por hora). A colisão não será suficiente para modificar de modo relevante a órbita de Tempel 1, que não apresenta perigo algum para a Terra num futuro previsível.

A colisão resultante entre o cometa e o pequeno aparelho libertado provavelmente criará uma cratera, que poderá variar entre o tamanho de uma casa e de um estádio de futebol, e uma profundidade de 2 a 14 andares. Antes, durante e depois do impacto, a Deep Impact estará a observar o evento a uma distância segura, registando imagens da formação da cratera e do material ejectado. Posteriormente, a Deep Impact virar-se-á em ordem a se proteger de quaisquer danos que possam derivar da pluma de material ejectado do cometa.


Impressão de artista da libertação da sonda de impacto a partir da "Deep Impact", 24 horas antes da colisão.
Crédito: NASA/JPL

(clique na imagem para ver versão maior)

No espaço, o Telescópio Espacial Hubble, o observatório XMM-Newton, o observatório de raios-X Chandra, o Telescópio Espacial Spitzer, o GEE (Galaxy Evolution Explorer), o SWAS (Submillimeter Wave Astronomy Satellite) e a sonda Rosetta irão também observar o evento. Cá na Terra, o VLT da ESA no Chile, uma estação óptica em Tenerife, os telescópios Keck em Mauna Kea, o observatório Palomar, o observatório em Kitt Peak e outras 30 observações terrestres, bem como milhares de observadores, amadores e profissionais, também estarão atentos ao desenrolar do objectivo principal da missão.

Para os observadores curiosos, é possível observar o cometa Tempel 1 com um telescópio. Actualmente, encontra-se com magnitude 9.7, a 3.4º Noroeste de Espiga, a estrela mais brilhante da constelação de Virgem. Infelizmente, à hora do impacto (05:52 GMT, 06:52 hora de Portugal), apenas será visível na costa Oeste dos Estados Unidos. O impacto fará o cometa entre 15 e 40 vezes mais brilhante que o normal - talvez alcançando a sexta magnitude, aproximadamente o limite do olho humano.

Links:

Notícias relacionadas:
http://www.space.com/scienceastronomy/050627_hubble_comet.html
http://www.newscientistspace.com/article/dn7585-gas-jets-shoot-from-deep-impacts-target.html
http://deseretnews.com/dn/view/0,1249,600144445,00.html
http://www.esa.int/esaCP/SEMSZC2DU8E_index_0.html
http://www.reuters.com/newsArticle.jhtml?type=scienceNews&storyID=8903138
http://english.aljazeera.net/NR/exeres/A3A57BB8-D666-4F69-A3A1-DDCF72537701.htm
http://biz.yahoo.com/prnews/050627/nym082.html?.v=12
http://www.earthtimes.org/articles/show/3339.html
http://news.softpedia.com/news/Deep-Impact-From-NASA-Closing-In-on-Comet-3737.shtml
http://www.theherald.co.uk/news/41893.html

Vídeo de uma experiência sobre colisões (em formato MP4):
http://www.nasa.gov/mov/117655main_experiment-320-240.mov (3 MB)
http://www.nasa.gov/117489main_Run%20040918s.mp4 (8 MB)

Especiais sobre a missão:
http://www.space.com/deepimpact/
http://www.nasa.gov/mission_pages/deepimpact/main/index.html
http://deepimpact.jpl.nasa.gov/home/index.html
http://www.nasa.gov/pdf/117810main_deep-impact-encounter.pdf

Cometa Tempel 1:
http://www.planetary.org/deepimpact/tempel1.html
http://www.nasa.gov/mission_pages/deepimpact/mission/mission-features.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Comet_Tempel_1

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arrow ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS thingy
     
Foto  
Himalaias vistos do espaço - Crédito: Expedição 1, ISS, EOL, NASA
Esta impressionante vista aérea mostra picos cobertos por um manto de neve na cadeia de montanhas dos Himalaias no Nepal. O sétimo pico mais alto do planeta, Dhaulagiri, é o ponto mais alto no horizonte à esquerda, enquanto que o Planalto Tibetano meridional da China aparece em primeiro plano. Entretanto, contrariamente às aparências, esta imagem não foi tirada de um avião viajando a 30,000 pés (quase 10,000 metros) de altitude. Ao invés, foi tirada com uma câmara de 35 mm e lentes tele-objetivas pela equipa da Expedição 1 a bordo da Estação Espacial Internacional - orbitando a Terra a 200 milhas náuticas (360 km) de altitude. As montanhas dos Himalaias foram criadas por placas tectónicas na crosta terrestre há 70 milhões de anos atrás, quando a placa Indiana começou a colidir com a placa Eurasia. O aumento dos Himalaias ainda continua a uma taxa de alguns milímetros por ano.
Ver imagem em alta-resolução
     
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BREVEMENTE

 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 28/06: 179º dia do  calendário gregoriano.
História: 
Em 1911, rochas do meteorito Nakhla caíram na Terra, perto de Alexandria, Egipto. Descobriu-se mais tarde que estas 40 pedras vieram de Marte. A origem das rochas que caíram para a Terra pode ser determinada através da sua análise química. As rochas marcianas têm uma composição semelhante.
Observações: Lua em Quarto Minguante, às 19:23. Pode ser observada a partir da uma e meia da manhã, baixa a Este.

Dia 29/06: 180º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1961 era lançado o primeiro satélite a energia nuclear, o satélite americano Transit 4A.
Em 1971, três cosmonautas são encontrados mortos no seu veículo de regresso, Soyuz 11, depois de uma missão com problemas a Salyut 1. A tripulação morreu devido a uma de fuga de ar através de uma válvula.
Observações: De madrugada, por volta das 3-4 da manhã, pode observar a Lua a 1º de Marte.

Dia 30/06: 181º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1908, ocorria o grande impacto de Tunguska na Sibéria.
Em 2001, era lançado o WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) a partir do Centro Espacial Kennedy.
Observações: Júpiter, a Sudoeste, é o ponto mais brilhante uma vez que anoitece e Vénus se põe. A estrela para a esquerda de Júpiter é Espiga. Procure, bem alto para cima do planeta (duas vezes a distância até Espiga), a estrela Arcturo, da constelação de Boieiro.

 
 
  CURIOSIDADES:  
 
Em Agosto de 1996, o satélite espião francês Cerise desintegrou-se após chocar, a 50 mil quilómetros por hora, com um fragmento de um foguete Ariane lançado dez anos antes.
 
 
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