Banner
Fórum de Astronomia
menu Núcleo de Astronomia Observações astronómicas Arquivo das newsletters Fórum de Astronomia CCVAlg.pt
NOTÍCIAS ASTRONÓMICAS - N.º 141
8 de Julho de 2005
arrow MAIS IMAGENS DO FERIDO COMETA TEMPEL 1 thingy


Imagem do Cometa Tempel 1 tirada 67 segundos de ter obliterado a sonda Impactor da Deep Impact. A imagem revela características topográficas e possivelmente crateras impacto há muito tempo formadas.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UMD
(clique na imagem para ver versão maior)

A missão Deep Impact, que colidiu com o cometa Tempel 1 no passado dia 4, foi um estrondoso êxito. Imagens espectaculares foram enviadas pela sonda, constituída por duas partes, uma destinada a impactar no cometa, e outra que observava de longe o evento.


Este filme mostra a aproximação da sonda Impactor (em formato Quicktime).
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UMD
(clique na imagem para ver o filme)

Observatórios, tanto terrestres como espaciais, estiveram também de olhos apontados ao cometa Tempel 1, no intuito de recolher a maior quantidade de dados possível.

Na notícia do passado dia 5, mostrámos as recentes imagens adquiridas pela "Impactor" (nome da sonda que colidiu com o cometa) e pela sonda-mãe, bem como do Hubble, do observatório XMM-Newton, do Telescópio Faulkes e da sonda Rosetta.

Todos os observatórios do ESO observaram também os efeitos do impacto. Ao pôr-do-Sol no Chile, os sete telescópios do Observatório Paranal em La Silla entraram em acção. À hora da colisão, já não era visível o cometa, mas algumas horas depois foi registada a segunda seguinte imagem (a primeira foi registada antes da colisão).


Imagem do Cometa Tempel 1 antes do impacto.
Crédito: ESO
(clique na imagem para ver versão maior)


Imagem do Cometa depois do impacto.
Crédito: ESO
(clique na imagem para ver versão maior)

A pluma de material ejectado situa-se na parte Sul da imagem e é razoavelmente brilhante e bem definida. Esta nova estrutura (que se junta àquelas visíveis nos dias prévios) parece medir cerca de 15,000 quilómetros em comprimento, indicando que a matéria foi ejectada a uma velocidade entre 700 e 1,000 km/h.

É visível através da reflexão da luz solar nos grãos de poeira. O facto da pluma não ser uniforme em cor provavelmente indica que partículas de diferentes tamanhos estão a viajar a diferentes velocidades.

O Cometa Tempel 1 tem continuado a ser estudado nestes dias pelos telescópios em La Silla em ordem a estudar com precisão o seu comportamento a longo prazo.

Links:

Vídeo da colisão em formato Quicktime (imperdível):
http://www.nasa.gov/mov/121520main_HRI-Movie.mov

Notícias relacionadas:
http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/4656567.stm
http://economictimes.indiatimes.com/articleshow/1163067.cms
http://www.signonsandiego.com/news/science/20050705-1558-ca-cometbuster.html

Deep Impact:
http://www.nasa.gov/mission_pages/deepimpact/main/index.html?skipIntro=1
http://deepimpact.jpl.nasa.gov/home/index.html
http://www.nasa.gov/mission_pages/deepimpact/images/index.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Deep_Impact_%28space_mission%29

separator
 
arrow ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS thingy
     
 
Cratera de impacto Manicouagan - Crédito: STS-9 Crew, NASA
A Cratera Manicouagan, no norte do Canadá, é uma das mais antigas crateras de impacto conhecidas. Formada há cerca de 200 milhões de anos, o terreno hoje sustenta o reservatório de uma barragem hidroelétrica com 70 quilómetros de diâmetro na reveladora forma de um lago anular. A cratera foi desgastada pela passagem de glaciares e outros processos de erosão. Não obstante, uma rocha dura no local do impacto tem preservado muito da complexa estrutura de impacto, o que permite aos cientistas ter um forte líder para ajudar a entender as características de grandes impactos na Terra e noutros corpos do Sistema Solar. Também visível acima está o estabilizador vertical do Vaivém Espacial Columbia a partir do qual a foto foi tirada em 1983.
Ver imagem em alta-resolução
     
separator
 
Banner Espaço Aberto
 

BREVEMENTE

 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 08/07: 189º dia do  calendário gregoriano.
Observações: Ao pôr-do-Sol, a Lua, Vénus e o ténue Mercúrio estão alinhados mais ou menos verticalmente.
Mercúrio encontra-se na sua maior elongação, 26º Este do Sol.

Dia 09/07: 190º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1979, a sonda Voyager 2 efectuava o seu "flyby" por Júpiter. A descoberta de actividade vulcânica no satélite Io foi provavelmente a maior descoberta da missão.
Observações: A Lua brilha para cima e para a esquerda de Vénus ao pôr-do-Sol. Tente avistar Régulo, muito próximo do lado esquerdo do nosso satélite natural.

Dia 10/07: 191º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1962 era lançado o Telstar, o primeiro satélite de comunicações a ser colocado em órbita.
Observações: Aproveite a noite para observar com telescópio a Nebulosa do Anel (M57), na constelação de Lira.

Dia 11/07: 192º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1962 o cosmonauta Micolaev fica em órbita quatro dias, um recorde naquela época.
Em 1979, a Skylab regressa à Terra. A área de detritos situa-se entre o Oceano Índico Sudeste e uma secção pouco populada da parte Oeste da Austrália.

 
 
  CURIOSIDADES:  
 
Segundo o geofísico Benjamin Fong Chao, da NASA, as barragens construídas nas zonas temperadas do globo travam a velocidade de rotação da Terra em 0.2 milionésimos de segundo por dia.
 
 
Fórum de Astronomia
 
  PERGUNTE AO ASTRÓNOMO:  
 
Tem alguma dúvida sobre Astronomia no geral que gostaria de ver esclarecida? Pergunte-nos! Tentaremos responder à sua questão da melhor maneira possível.
 
 
Download Firefox! Download Thunderbird! 
Este é um boletim informativo. Por favor, não responda ao e-mail.
Compilado por: Miguel Montes e Alexandre Costa
Consulte o nosso sítio em: http://www.ccvalg.pt/astronomia
Para sair da nossa lista, carregue aqui.
Ccvalg.pt