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Edição n.º 1455
16/02 a 19/02/2018
 
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23/02/18 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS + PALESTRA
19:30 - Este evento inclui uma apresentação sobre um tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio no nosso maravilhoso terraço (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Preço: 2€
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 920
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 16/02: 47.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1948 é descoberta a lua de ÚranoMiranda, por Gerard Kuiper.

Em 1961, é lançado o Explorer 9 (S-56a).
Observações: Cerca de 15 a 20 minutos depois do pôr-do-Sol, use binóculos para ver, logo acima do horizonte a oeste-sudoeste, Vénus e uma finíssima Lua Crescente. É uma observação difícil devido à claridade, à espessura da Lua e à pequena altura acima do horizonte.

Dia 17/02: 48.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1600, o astrónomo Giordano Bruno é queimado vivo no Campo de' Fiori, Roma, por heresia.

Em 1723, nascia Tobias Mayer, astrónomo alemão, famoso pelos seus estudos da Lua.
Em 1740, nascia Horace-Bénédict de Saussure, astrónomo suiço, considerado o primeiro construtor bem-sucedido do forno solar
Em 1959, é lançado o Vanguard 2 - o primeiro satélite meteorológico a medir a distribuição das nuvens.
Em 1965, a sonda Ranger 8 é lançada com a missão de fotografar o Mar da Tranquilidade na Lua, em preparação para as missões tripuladas Apollo. Mare Tranquilitatis tornar-se-ia no local escolhido para a aterragem da Apollo 11
Em 1996, começa o Programa Discovery da NASA, à medida que a sonda NEAR Shoemaker é lançada na sua primeira missão de orbitar e aterrar num asteroide, 433 Eros.
Em 2004, Michael Brown, Chad Trujillo e David Rabinowitz descobrem 90482 Orcus, um objeto da Cintura de Kuiper, provavelmente um planeta anão.
Observações: Mercúrio em conjunção superior, pelas 12:17.
A Lua Crescente é mais fácil de ver a oeste-sudoeste depois do pôr-do-Sol. O seu lado curvo aponta para Vénus, muito mais perto do horizonte.

Dia 18/02: 49.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1930, enquanto estudava fotografias tiradas em janeiro, Clyde Tombaugh descobre Plutão.

Na altura foi designado como o nono planeta do Sistema Solar e o mais afastado. Desde aí, descobrimos também quão "não parecido com um planeta" realmente é. Finalmente, em 2006 deixa de ser planeta principal para passar a ser classificado como planeta anão.
Em 1977, fazia-se o voo inaugural do vaivém espacial Enterprise a partir do topo de um Boeing 747.
Em 2003, o cometa C/2002 V1 (NEAT) atinge o periélio, visto pela SOHO.
Observações: Nota que a Lua já está mais espessa com o passar dos dias? Está também mais fácil de observar, pois encontra-se mais alta ao início da noite. Para a sua direita está o Grande Quadrado de Pégaso.

Dia 19/02: 50.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1473, nascia Nicolau Copérnico, conhecido como o fundador da Astronomia Moderna.

No ano de 1530, completa e anuncia ao mundo o seu grande trabalho "De Revolutionibus", que explica que a Terra roda sobre o seu próprio eixo uma vez por dia e viaja à volta do Sol anualmente.
Em 1924, Edwin Hubble escreve a Harlow Shapley: "Estará interessado em saber que encontrei uma variável Cefeida na Nebulosa de Andrómeda" (a atualmente conhecida "Galáxia de Andrómeda"). 
Em 2002, a sonda Mars Odyssey começava a mapear a superfície de Marte.
Observações: Por volta das 21 horas, a Ursa Maior apoia-se na sua "pega" a nordeste. A noroeste, a constelação de Cassiopeia também se apoia à mesma altura. À medida que a primavera se aproxima, a Ursa sobe mais e Cassiopeia desce.

 
CURIOSIDADES

A Lua vista da Terra tem o mesmo diâmetro aparente que o Sol. A Terra vista da Lua tem quatro vezes o diâmetro aparente do Sol.
 
ALMA OBSERVA UM DONUT GIRATÓRIO DE GÁS E POEIRA EM REDOR DE UM BURACO NEGRO SUPERMASSIVO

Observações de alta resolução com o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) captaram um toro de gás rotativo e empoeirado em torno de um buraco negro supermassivo ativo. A existência de tais estruturas giratórias em forma de donut foi sugerida pela primeira vez há algumas décadas, mas esta é a primeira vez que uma foi confirmada tão claramente. Este é um passo importante na compreensão da coevolução de buracos negros supermassivos e das suas galáxias hospedeiras.

Quase todas as galáxias contêm buracos negros monstruosos escondidos nos seus centros. Os investigadores sabem há muito tempo que quanto mais massiva é a galáxia, mais massivo é o buraco negro central. Isto parece lógico ao início, mas as galáxias hospedeiras são dez mil milhões de vezes maiores que os buracos negros centrais; deveria ser difícil para dois objetos de escalas tão diferentes se afetarem diretamente. Então, como é que se pode desenvolver uma tal relação?

Impressão de artista d otoro gasoso e empoeirado em torno de um buraco negro supermassivo ativo. O ALMA revelou a rotação do toro muito claramente pela primeira vez.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Com o objetivo de resolver este problema sombrio, uma equipa de astrónomos utilizou a alta resolução do ALMA para observar o centro da galáxia espiral M77. A região central de M77 é um "núcleo galáctico ativo", ou NGA, o que significa que a matéria está a cair vigorosamente em direção ao buraco negro supermassivo central e a emitir luz intensa. Os NGAs podem afetar fortemente o ambiente circundante, portanto, são objetos importantes para resolver o mistério da coevolução das galáxias e dos buracos negros.

A equipa fotografou a área em redor do buraco negro supermassivo de M77 e discerniu uma estrutura gasosa e compacta com um raio de 20 anos-luz. E os astrónomos descobriram que a estrutura compacta gira em torno do buraco negro, conforme esperado.

"Para interpretar várias características observacionais dos NGAs, os astrónomos assumiram estruturas giratórias e gasosas em forma de donut e em redor dos buracos negros supermassivos ativos. Isto é o que se chama de 'modelo unificado' do NGA," explicou Masatoshi Imanishi, do NAOJ (National Astronomical Observatory of Japan), o autor principal do artigo publicado na revista The Astrophysical Journal Letters. "No entanto, o donut gasoso e empoeirado é muito pequeno em aparência. Com a alta resolução do ALMA, podemos agora ver diretamente a estrutura."

A região central da galáxia espiral M77. O Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA fotografou a distribuição das estrelas. O ALMA revelou a distribuição do gás no centro da galáxia. O ALMA fotografou uma estrutura em forma de ferradura com um raio de 700 anos-luz e um componente central compacto com um raio de 20 anos-luz. Este último é o toro gasoso em redor do NGA. O vermelho indica a emissão dos iões formílicos (HCO+) e o verde indica a emissão do cianeto de hidrogénio.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), Imanishi et al., Telescópio Espcial Hubble da NASA/ESA e A. van der Hoeven
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Muitos astrónomos já tinham observado antes o centro de M77, mas nunca tinha a rotação do donut gasoso sido vista tão nitidamente em torno do buraco negro. Além da resolução superior do ALMA, a seleção das linhas de emissão molecular a observar foi fundamental para revelar a estrutura. A equipa observou a emissão específica de micro-ondas das moléculas de cianeto de hidrogénio (HCN) e iões formílicos (HCO+). Estas moléculas emitem micro-ondas apenas em gás denso, enquanto o mais frequentemente observado monóxido de carbono (CO) emite micro-ondas sob várias condições. Assume-se que o toro em torno do NGA é muito denso, e a estratégia da equipa foi muito bem acertada.

"As observações anteriores revelaram o alongamento este-oeste do toro gasoso empoeirado. A dinâmica revelada a partir dos nossos dados ALMA concorda exatamente com a orientação rotacional esperada do toro," afirma Imanishi.

O movimento do gás em torno do buraco negro supermassivo no centro de M77. O gás que se move na nossa direção é mostrado em azul e o que se move na direção oposta em vermelho. A rotação do gás está centrada em torno do buraco negro.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), Imanishi et al.
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Curiosamente, a distribuição do gás em torno do buraco negro supermassivo é muito mais complicada do que um modelo unificado simples sugere. O toro parece ter uma assimetria e a rotação não está apenas a seguir a gravidade do buraco negro, mas também contém um movimento altamente aleatório. Estes factos podem indicar que o NGA teve uma história violenta, possivelmente incluindo uma fusão com uma pequena galáxia. No entanto, a identificação do toro giratório é um passo importante.

A Via Láctea, onde vivemos, também tem um buraco negro supermassivo no seu centro. Este buraco negro encontra-se, no entanto, num estado muito calmo. Apenas está a acretar uma pequena quantidade de gás. Portanto, para investigar em detalhe um NGA, os astrónomos precisam de observar os centros de galáxias distantes. M77 tem um dos NGAs mais próximos e é um objeto adequado para examinar o centro em detalhe.

Links:

Notícias relacionadas:
Observatório ALMA (comunicado de imprensa)
The Astrophysical Journal Letters
Artigo científico (arXiv.org)
Science Daily
PHYSORG

M77:
Wikipedia

Buraco negro supermassivo:
Wikipedia

Núcleo galáctico ativo:
Wikipedia

ALMA:
Página principal
ALMA (NRAO)
ALMA (NAOJ)
ALMA (ESO)
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

 
NOVOS MODELOS FORNECEM INFORMAÇÕES DO CORAÇÃO DA NEBULOSA ROSETA
A Nebulosa Roseta, com base em dados obtidos como parte do Levantamento Fotométrico H-alpha INT do Plano Galáctico Norte.
Crédito: Nick Wright, Universidade Keele (Colaboração IPHAS)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Uma nova investigação, liderada pela Universidade de Leeds, fornece uma explicação para a discrepância entre o tamanho e idade da cavidade central da Nebulosa Roseta e o tamanho e idade das suas estrelas centrais.

A Nebulosa Roseta encontra-se na nossa Via Láctea, a aproximadamente 5000 anos-luz da Terra, e é conhecida pela sua forma de rosa e pelo seu distintivo orifício no centro. A nebulosa é uma nuvem interestelar de poeira, hidrogénio, hélio e outros gases ionizados com várias estrelas gigantes agrupadas num enxame dentro do seu coração.

Os ventos estelares e a radiação ionizante destas estrelas massivas afetam a forma da nuvem molecular gigante. Mas o tamanho e a idade da cavidade observada no centro da Nebulosa Roseta são demasiado pequenas quando comparadas com a idade das suas estrelas centrais - algo que intriga os astrónomos há décadas.

Através de simulações computacionais, os astrónomos de Leeds e da Universidade Keele descobriram que a formação da Nebulosa envolve, provavelmente, uma nuvem molecular fina (como uma folha) em vez de uma forma esférica ou com a forma de um disco espesso, como algumas fotografias podem sugerir. Uma fina estrutura em forma de disco, focada nos ventos estelares longe do centro da nuvem, pode explicar o tamanho comparativamente pequeno da cavidade central.

O autor principal do estudo, o Dr. Christopher Wareing, da Escola de Física e Astronomia, afirma: "As estrelas massivas que compõem o enxame central da Nebulosa Roseta têm alguns milhões de anos e encontram-se a meio do seu ciclo de vida. Durante o período de tempo que os seus ventos estelares têm fluído, esperaríamos uma cavidade central até dez vezes maior.

Projeção da nuvem molecular e nebulosa simulada ao longo de uma linha específica de visão e um "corte" através da simulação da Nebulosa Roseta.
Crédito: C. J. Wareing et al.
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Nós simulámos o feedback do vento estelar e a formação da nebulosa em vários modelos de nuvens moleculares, incluindo uma esfera grumosa, um disco filamentar e grosso e um disco fino, todos produzidos a partir da mesma nuvem atómica inicial de baixa densidade.

"Foi o disco fino que reproduziu a aparência física - tamanho da cavidade, forma e alinhamento do campo magnético - da Nebulosa, numa idade compatível com as estrelas centrais e as forças dos seus ventos."

O Dr. Wareing acrescentou: "Ter um modelo que reproduz com tanta precisão a aparência física de acordo com os dados observacionais, sem que para isso tenha sido estabelecido, é bastante extraordinário.

"Tivemos também a sorte de poder aplicar dados do levantamento Gaia aos nossos modelos, uma vez que uma série de estrelas brilhantes na Nebulosa Roseta fazem parte desse estudo. A aplicação destes dados aos nossos modelos deu-nos uma nova compreensão dos papéis que as estrelas individuais desempenham na Nebulosa Roseta. Vamos agora estudar os muitos outros objetos semelhantes da nossa Galáxia para ver se também conseguimos determinar a sua forma."

As simulações, publicadas na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, foram realizadas com o Centro de Investigação Avançada de Computação em Leeds. As nove simulações exigiram cerca de meio milhão de horas de CPU - o equivalente a 57 anos num computador normal.

Martin Callaghan, membro da equipa de Investigação Avançada de Computação, realça: "O facto de que as simulações da Nebulosa Roseta teriam levado mais de cinco décadas para serem concluídas num computador normal é uma das principais razões pelas quais fornecemos poderosas ferramentas de investigação de supercomputação. Estas ferramentas permitiram com que as simulações da Nebulosa Roseta fossem feitas em algumas semanas."

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade de Leeds (comunicado de imprensa)
Monthly Notices of the Royal Astronomical Society
Artigo científico (PDF)
SPACE.com
Science Daily
PHYSORG

Nebulosa Roseta:
SEDS
Wikipedia

Gaia:
ESA
ESA - 2
Arquivo de dados do Gaia
SPACEFLIGHT101
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
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Um pedaço de meteorito chamado Sayh al Uhaymir 008 (SaU008) vai ser transportado a bordo do rover Mars 2020 da NASA, agora em construção no JPL. Este pedaço de meteorito vai servir como alvo de prática para um laser de alta precisão no braço robótico do veículo. Ler fonte
     
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Encélado em Silhueta
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Equipa de Imagem da CassiniSSIJPLESANASA
 
Um dos mundos mais interessantes do nosso Sistema Solar, Encélado é iluminado pelo Sol nesta imagem obtida pela sonda Cassini no dia 1 de novembro de 2009. A iluminação dramática revela as plumas continuamente expelidas para o espaço no polo sul da lua de Saturno com 500 km de diâmetro. Descobertas pela Cassini em 2005, as plumas geladas estão provavelmente ligadas a um oceano por baixo da concha de gelo de Encélado. Elas fornecem material diretamente ao anel E externo e ténue de Saturno e tornam a superfície de Encélado tão refletiva como a neve. Em toda a cena, os anéis gelados de Saturno espalham luz solar na direção das câmaras da Cassini. Para lá dos anéis, o lado noturno da lua Pandora, com 80 km, é levemente iluminado pela luz refletida por Saturno.
 

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