Banner
Fórum de Astronomia
menu Núcleo de Astronomia Observações astronómicas Arquivo das newsletters Fórum de Astronomia CCVAlg.pt
NOTÍCIAS ASTRONÓMICAS - N.º 153
16 de Agosto de 2005
arrow SOL JÁ BRILHAVA ANTES DE SER UMA VERDADEIRA ESTRELA thingy

De acordo com um novo estudo, antes do Sol ser o Sol, já brilhava bastante e começava a "cozinhar" a sopa da vida.

As estrelas como o Sol formam-se quando gigantes nuvens de gás e poeira se condensam numa bola, despertando a fusão termonuclear, que converte principalmente hidrogénio e hélio em elementos mais pesados. A teoria explica que a nuvem deveria iluminar-se à medida que a densidade aumenta durante o seu colapso, o que pode levar centenas de milhões de anos.

Isto é exactamente o que os cientistas descobriram ao estudar assinaturas químicas em rochas antigas que atingiram a Terra sob a forma de meteoritos.


Concepção de artista do proto-Sol no centro da nebulosa solar.
Crédito: NASA

Os teóricos acreditam que uma nebulosa pré-solar começou a colapsar-se há cerca de cinco mil milhões de anos atrás, possivelmente activada por uma onda de choque de uma explosão de supernova vizinha (muitos astrónomos acreditam que o Sol provavelmente se formou num ambiente estelar povoado antes de vaguear para a sua actual e solitária posição).

À medida que a nuvem colapsava sobre o seu próprio peso e começava a rodar mais depressa, algum material foi torcido num disco com a forma de um donut. Amontoados de pó tornaram-se rochas. Alguns vieram a formar planetas. Outros, asteróides, cometas e meteoróides mais pequenos.

Há muito que os astrónomos questionam: Será que o Sol começou a emitir luz antes ou depois de se tornar numa verdadeira estrela? As rochas da Terra não providenciam pistas. "Não há nada nos registos geológicos com mais de 4.55 mil milhões de anos que possa responder a isto," diz Mark Thiemens da Universidade da Califórnia, em San Diego.

Por isso Thiemens e seus colegas examinaram um grupo de rochas espaciais que foram recolhidas cá na Terra e que são consideradas verdadeiras pérolas de informação acerca do Sistema Solar, pois foram formadas antes dos planetas.


As várias etapas da formação do Sistema Solar.
Crédito: Chaisson/McMillan

É aqui que os meteoritos ganham um valor incalculável: todas as rochas que se juntaram para formar a Terra foram aquecidas e reprocessadas desde a formação do planeta. Tal como a formatação de um computador, todos os dados que poderíamos recolher a partir das rochas ficam perdidos. Os meteoritos deste estudo -- podemos pensar neles como os primórdios dos discos rígidos -- passam milhares de milhões de anos nas periferias do Sistema Solar. Apenas há relativamente pouco tempo foram gravitacionalmente impulsionados para o Sistema Solar interior, e aterraram na Terra.

Nestas rochas, os cientistas encontram um excesso de um aroma particular de enxofre, chamado isótopo, que mostra reacções fotoquímicas em funcionamento há mais de 4.5 mil milhões de anos.

"Esta medição diz-nos pela primeira vez que o Sol já brilhava, que já havia luz ultravioleta suficiente para fazer fotoquímica," disse Thiemens. "Saber que este é o caso é uma grande ajuda no conhecimento dos processos que formaram os elementos no início do Sistema Solar."

Thiemens e seus colegas dizem que os seus achados providenciam as primeiras provas conclusivas que o proto-Sol "desempenhou um papel crucial na formação química do Sistema Solar ao emitir luz ultravioleta suficiente para catalizar a formação dos compostos orgânicos, água e outros componentes necessários para a evolução da vida na Terra."

Os resultados estão detalhados na edição de 12 de Agosto da revista Science.

Links:

Notícias relacionadas:
USCD press release
Universe Today
SPACE.com
All Headline News

Sol:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

separator
 
arrow ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS thingy
     
Foto  
Aquecendo os "loops" coronais - Crédito: M. Aschwanden et al. (LMSAL), TRACE, NASA
Porque é a coroa do Sol tão quente? Extendendo-se para lá da fotosfera ou da superfície visível do Sol, a ténue coroa solar não pode ser observada facilmente da Terra, mas sabe-se que é centenas de vezes mais quente que a própria fotosfera. Os astrónomos há muito que procuram a fonte do calor da coroa nos campos magnéticos que libertam gigantescos "loops" de plasma solar acima da fotosfera. Observações detalhadas da sonda TRACE estão a ajudar a explicar estes eventos. Registada em luz ultravioleta, esta e outras imagens da TRACE indicam que um aquecimento significante ocorre numa parte baixa da coroa, perto das bases dos "loops" à medida que emergem a partir e regressam à superfície solar. Esta espectacular imagem da TRACE dos majestosos e quentes "loops" coronais cobre mais de 30 vezes o diâmetro do planeta Terra.
Ver imagem em alta-resolução
     
separator
 
Programa "Astronomia no Verão"
 

Observações na açoteia do Centro Ciência Viva do Algarve, de 2 a 30 de Agosto e de 1 a 24 de Setembro, todos os dias a partir das 21h 30m, excepto à 2ª feira.
Entrada pelo portão do jardim. Acesso gratuito.
Dia 22 de Agosto, a partir das 22:00, na Fortaleza de Portimão.
Observações dependentes das condições atmosféricas.

 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 16/08: 228º dia do  calendário gregoriano.
História: 
Em 2000, depois de 18 meses de observações pelo Satélite Astronómico de Ondas Sub-milimétricas da NASA, ou SWAS, é anunciada a detecção de vapor de água no espaço interestelar. "Podemos ver estes berçários estelares como gigantes fábricas químicas que produzem vapor de água a um ritmo tremendo. As grandes quantidades presentes nas regiões de formação estelar irão ajudar o gás interestelar a arrefecer, talvez eventualmente a despertar o nascimento de uma futura geração de estrelas." David Neufeld, professor de Física e Astronomia da Universidade John Hopkins.
Observações: Hoje começa o Verão no Hemisfério Sul de Marte.

Dia 17/08: 229º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1877 a lua de Marte Phobos é observada pela primeira vez por Asaph Hall no Observatório Naval dos EUA.
Em 1966 era lançada a sonda Pioneer 7.
Em 1970 a sonda soviética Venera 7 é lançada a partir do cosmódromo Baikonur. Chega a Vénus em 15 de Dezembro de 1970. É a primeira nave a enviar dados para a Terra. A Venera 7 teve também uma sonda gémea, lançada a 22 de Agosto, mas que permaneceu em órbita da Terra.
Em 1980, depois de 1400 órbitas em torno de Marte, a sonda Viking 1 foi desligada. Lançada a 25 de Agosto de 1975, a missão Viking revelou, na altura, as melhores imagens do planeta. Uma das suas fotografias mais famosas é a "Cara em Marte".
Em 1999 passava pela Terra (1,166 km) a sonda Cassini sobre o lado Este do Pacífico Sul. Este é um de 4 voos rasantes planetários (Vénus, Vénus, Terra e Júpiter), para uma assistência gravitacional em ordem à sonda chegar a Saturno em 2004. Este voo rasante deu à Cassini um aumento de velocidade de 20,000 quilómetros por hora. As vozes contra a Cassini e o seu plutónio respiraram de alívio.
Observações: Acima de Júpiter, no pôr-do-Sol, brilha Arcturo, uma estrela amarela-alaranjada. Para a sua direita, na direcção de Noroeste, situa-se a constelação da Ursa Maior.

Dia 18/08: 230º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1985 era lançado o Suisei, a segunda missão japonesa a estudar o cometa Halley. Detectou água cometária, monóxido de carbono e iões de dióxido de carbono.
Em 1868 Norman Lockyer observa pela primeira vez hélio no espectro do Sol.
Observações: Com o Verão a tomar os seus últimos fôlegos, a Cassiopeia sobe agora a Nordeste, à medida que a Ursa Maior desce, a Noroeste.

 
 
  CURIOSIDADES:  
 
O nosso Sol está movendo-se a 320 m/s na direcção da constelação de Hércules.
 
 
Fórum de Astronomia
 
  PERGUNTE AO ASTRÓNOMO:  
 
Tem alguma dúvida sobre Astronomia no geral que gostaria de ver esclarecida? Pergunte-nos! Tentaremos responder à sua questão da melhor maneira possível.
 
 
Download Firefox! Download Thunderbird! 
Este é um boletim informativo. Por favor, não responda ao e-mail.
Compilado por: Miguel Montes e Alexandre Costa
Consulte o nosso sítio em: http://www.ccvalg.pt/astronomia
Para sair da nossa lista, carregue aqui.
Ccvalg.pt