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NOTÍCIAS ASTRONÓMICAS - N.º 156
26 de Agosto de 2005
arrow GIGANTE METEORO DEIXA PARA TRÁS PISTAS DE POEIRA thingy

Um meteoro com mil toneladas explodiu na atmosfera há um ano atrás, libertando o poder de uma bomba nuclear e deixando para trás uma rara cauda de poeira que levantou questões acerca dos processos que levam os materiais extraterrestres a alcançar a superfície da Terra e seus registos geológicos.

O meteoro explodiu por cima da Antárctica a 3 de Setembro de 2004, com uma energia entre 13,000 e 28,000 toneladas de TNT, aproximadamente o equivalente à bomba atómica que destruíu Hiroshima em 1945.

No entanto não foi observado por ninguém e não alcançou a superfície da Terra. O seu rasto foi detectado em medições de rotina por estudiosos de fenómenos atmosféricos na Antárctica que usam lasers para estudar a atmosfera polar em busca de partículas, chamadas aerosóis.


O laser do instrumento LIDAR em Davis, Antárctica, estuda a atmosfera. O brilho de fundo é uma aurora austral, frequentemente observada durante a noite polar.
Crédito: Andrew Dowdy/Australian Antarctic Division I

"Fomos provavelmente os únicos a saber (do meteoróide)," disse Andrew Klekociuk da Divisão Antárctica Australiana em Kingston, Tasmânia, Austrália.

O que os levou a este achado foi a descoberta de uma nuvem de poeira mais alta que quaisquer nuvens de outras partículas.

"Foi inesperado," disse Klekociuk acerca das observações iniciais.

Imediatamente suspeitou dos restos de um meteoróide. E depois de analisar o seu equipamento para ter a certeza de não ser um erro instrumental, falou com outros cientistas de outros países que tinham acesso a dados de satélites e de estações de infrasons para se certificar que outros instrumentos também haviam registado o meteoróide.

Pelos vistos, o bocado de rocha com o tamanho de uma casa tinha sido detectado noutro lado por outros instrumentos, mas não tinha sido identificado como meteoróide até que Klekociuk começou a perguntar sobre ele. Um artigo sobre o meteoróide registado por Klekociuk e seus colegas aparece na edição de ontem (25 de Agosto) da revista Nature.

Vários satélites detectaram o meteoróide a passar pela atmosfera entre 56 e 18 km de altitude.

Estações de infrasons também detectaram um "boom" de baixíssima frequência da explosão desde a estação McMurdo na Antárctica, até à Alemanha, disse Klekociuk.

"É incrível ter sido detectado até 13,000 km," disse, acerca da detecção alemã.

Todos os dados foram usados em cálculos que ajudaram os cientistas a descobrir o tamanho do impressionante meteoróide.


Este mapa mostra a localização do centro de estudos Davis, relativamente à região de entrada do meteoróide na atmosfera.
Crédito: Australian Antarctic Data Centre/Andrew Klekociuk, Australian Antarctic Division

Mas mais importante que o próprio evento é o rasto de poeira que deixou para trás, disse Klekociuk.

A cauda do meteoróide adiciona mais uma acha para a fogueira do debate actual acerca do tipo de meteoróides que deixam a maior quantidade de material extraterrestre nos registos geológicos e nos registos dos núcleos de gelo: serão os grandes e ocasionais corpos ou uma contínua chuva de ziliões de pequenas partículas de poeira interplanetária (PPI's)?

Muitos cientistas pensavam que os grandes meteoróides como o do ano passado deixariam pequenas partículas de poeiras, de apenas alguns nanómetros e bem mais pequenas que as PPI's.

Mas a poeira do meteoróide medida pelos instrumentos na Antárctica variava entre 400 e 1,000 nanómetros de comprimento: maiores do que se pensava e comparáveis em tamanho com as PPI's, explica Klekocuik.

Serão então as PPI's observadas nos núcleos de gelo e sedimentos realmente PPI's, ou os restos de corpos maiores destruídos na atmosfera da Terra? A resposta não é ainda clara, diz Kevin Zahnle, da NASA.

"As pessoas que estudam os asteróides e meteoros há muito que pensam que os grandes corpos eram sempre os mais importantes," disse Zahnle. "Quem estuda as PPI's pensa que estas são mais importantes."

"É na realidade muito difícil saber com certeza em escalas de tempo normais, embora se pensarmos em intervalos de tempo na ordem dos 100 milhões de anos, e em grandes corpos que incluem monstros como o evento K-T," disse Zahnle, referindo-se ao impacto do meteorito que coincidiu com a extinção dos dinossauros, "é inevitável que os grandes corpos ganhem."

Links:

Notícias relacionadas:
ABC News Online
The Courier-Mail
Scotsman.com

Meteoros:
Wikipedia
SEDS

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Foto  
Epimeteu: Uma Pequena Lua De Saturno - Crédito: Cassini Imaging Team, SSI, JPL, ESA, NASA
Como se formou Epimeteu? Ninguém sabe com certeza. Para ajudar a responder a esta questão, esta pequena lua foi recentemente fotografada de novo em grande detalhe pela sonda robótica Cassini, em órbita de Saturno. Epimeteu por vezes orbita Saturno em frente de Jano, outro pequeno satélite, mas outras vezes por trás. A imagem do lado em cores-falsas, tirada em meados de Julho, mostra uma superfície coberta por crateras, indicadoras da sua idade. Epimeteu mede aproximadamente 115 km de diâmetro. Não tem gravidade suficiente para se restruturar numa esfera.
Ver imagem em alta-resolução
     
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Programa "Astronomia no Verão"
 

Observações na açoteia do Centro Ciência Viva do Algarve, de 2 a 30 de Agosto e de 1 a 24 de Setembro, todos os dias a partir das 21h 30m, excepto à 2ª feira.
Entrada pelo portão do jardim. Acesso gratuito.
Observações dependentes das condições atmosféricas.

 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 26/08: 238º dia do  calendário gregoriano.
História: 
Em 1999 são registadas as primeiras imagens de calibração do telescópio de raios-X mais poderoso do mundo, o Observatório Chandra da NASA. Estas incluem os espectaculares restos de uma supernova, Cassiopeia A, que explodiu há 300 anos atrás, uma concha de gás quente com 10 anos-luz de diâmetro e temperaturas de 50 milhões de graus, com um ponto de luz que pode ser uma estrela de neutrões ou um buraco negro no centro de uma explosão estelar. Outra imagem que fascinou os observadores foi o grande jacto energético do quasar PKS 0637-752 a 6 mil milhões de anos-luz. O Chandra continuou com as suas calibrações nas semanas seguintes.
Observações: Lua em Quarto Minguante, às 16:18. Estará visível toda a manhã.

Dia 27/08: 239º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1962 era lançada com êxito a sonda Mariner 2 de Cabo Canaveral com destino a Vénus, 15 semanas depois. A 14 de Dezembro de 1962 tornou-se na primeira sonda a passar com sucesso por Vénus, sendo a sua aproximação máxima 34,833 km. Encontra-se agora numa órbita solar.
Em 1999 é encontrada água extraterrestre num meteorito. Usando várias formas de análise, os cientistas do JSC encontram água nos cristais de halite de um meteorito que caiu na Terra (Texas) a 22 de Março de 1998. A água capturada nos cristais pode ser mais antiga que o Sol e que os planetas.
Observações: Se gosta de acordar cedo, pode observar a Lua bem alta a Este por entre um prenúncio de Inverno: Capela encontra-se para cima e para a esquerda, Aldebarã e as Plêiades para cima e para a direita (Marte está mais para o lado), Gémeos com Castor e Pollux para baixo e para a esquerda, e Orionte para baixo e para a direita.

Dia 28/08: 240º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1789 Herschel descobria a lua de Saturno Encelado.

Dia 29/08: 241º dia do  calendário gregoriano.
Observações: Aproveite o início da noite para observar os planetas Vénus e Júpiter, cada vez mais próximos um do outro.

 
 
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