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NOTÍCIAS ASTRONÓMICAS - N.º 164
23 de Setembro de 2005
arrow DESCOBERTA LINHA DE COSTA EM TITÃ thingy

A ideia de um grande mar em Titã foi completamente posta de lado após a missão Cassini descobrir que não havia qualquer evidência do mesmo numa fase inicial da missão.


Imagem de RADAR da superfície de Titã
Crédito: NASA/JPL
(Clique aqui para ver maior)

Mas uma nova imagem mostra o que os cientistas pensam ser uma linha de costa com baías e canais que poderão servir para enviar líquido para um "mar".

Os cientistas têm desde há longa data especulado que Titã poderá conter metano líquido ou outros hidrocarbonetos. A química assemelha-se à Terra pré-biótica, mas a Titã falta-lhe água. No entanto, ainda há pouco tempo um grupo de cientistas especulou que Titã poderia neste momento albergar vida.

"Estes dados de radar estão entre as maiores evidências de uma linha de costa até ao momento obtidas" disse Steve Wall, chefe da equipa de radar do Jet Propulsion Laboratory da NASA.

A imagem que foi apresentada na sexta-feira mostra uma divisão clara entre uma região aparentemente rugosa e brilhante e uma região escura e lisa.

"Esta é a área onde uma superfície líquida ou húmida terá que provavelmente estar presente ou, pelo menos, ter estado no passado" disse Wall. "Titã provavelmente tem períodos episódicos de chuva ou de fluxos líquidos no solo."

"Também se observa uma rede de canais que correm através do terreno brilhante e rugoso, indicando que os fluidos, provavelmente hidrocarbonetos líquidos, já fluíram ao longo desta região" disse o Dr. Ellen Stofan, Membro Associado da equipa de Radar da Cassini.

Combinando com outras imagens tiradas nas passagens anteriores da Cassini por Titã, os cientistas identificaram dois tipos distintos de estruturas de escoamento. Um tipo é comprido e profundo sugerindo um fluxo a longas distâncias. Outro é uma rede mais densa que sugere a existência de chuva.

"Parece que terão havido líquidos a fluir por estes canais, provocando cortes profundos na crusta gelada de Titã" disse Larry Soderblom do U.S. Geological Survey de Flagstaff, no Arizona. "Alguns dos canais prolongam-se por mais de 100 quilómetros. Alguns deles poderão ter sido alimentados por nascentes, enquanto outros de estrutura em rede mais complexa foram provavelmente abastecidos por chuva."

Estão planeadas mais observações desta lua gelada nas próximas passagens da Cassini.

Links:

Press Release da NASA :
http://saturn.jpl.nasa.gov/news/press-release-details.cfm?newsID=603

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arrow HALO DE ESTRELAS AZUIS EM TORNO DE UM BURACO NEGRO thingy

As estrelas em torno do buraco negro do centro da galáxia de Andrómeda giram de tal modo rápido em torno dela que poderiam ir da Terra à Lua em 6 minutos.


A Galáxia de Andrómeda.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute
(Clique aqui para ver maior)

A descoberta, anunciada ontem, resolve um mistério sobre qual a fonte de luz azul que provém do centro da Galáxia de Andrómeda. No entanto, cria agora um novo problema: as estrelas possuem uma velocidade orbital de tal modo grande que sugere que nunca se deveriam ter formado.

Os astrónomos notaram pela primeira vez a luz azulada do centro de Andrómeda em 1995. Três anos mais tarde, outro grupo de astrónomos mostrou que a radiação vinha de um enxame de estrelas jovens. Ninguém sabia ao certo quantas estrelas estavam envolvidas.

Novos elementos provenientes de imagens recolhidas com o Telescópio Espacial Hubble revelam mais de 400 estrelas azuis que se formaram numa eclosão de actividade há cerca de 200 milhões de anos, dizem os astrónomos.

As estrelas estão empacotadas num disco que tem apenas 1 ano-luz de diâmetro. Isto é extremamente compacto pelos padrões cósmicos. Atente-se que a estrela mais próxima do Sol está a 4.3 anos-luz.

"As estrelas azuis do disco têm uma idade tão pequena que não é provável que nos 12 mil milhões de anos da Galáxia de Andrómeda este fenómeno apenas tivesse ocorrido agora.," disse Tod Lauer do National Optical Astronomy Observatory. "Pensamos que o mecanismo que terá formado este disco de estrelas provavelmente terá formado outros no passado e formará outros no futuro. Ainda não compreendemos é como é que um disco desta natureza se poderá ter formado. Isso permanece um enigma."

Para determinar a velocidade das estrelas, foi utilizado o Hubble, e calculou-se a compressão e distensão das ondas luminosas provenientes das estrelas. Esta técnica Doppler pressupõe que quando um objecto se afasta, o comprimento de onda da radiação emitida aumenta (tornando-se mais vermelho) e que quando se aproxima diminui (tornando-se mais azul). Embora o fenómeno não tenha a mesma natureza é análogo ao que acontece ao som da sirene de uma ambulância quando se aproxima e quando se afasta.

As estrelas estão a translacionar a 1000 km/s, o que significa que poderiam orbitar a Terra em 40s. A velocidade estelar é controlada pelo buraco negro no centro da galáxia de Andrómeda. Esta actividade frenética pensava-se que impediria qualquer formação estelar, pois as estrelas formam-se quando um nódulo denso de gás e poeiras colapsa devido à sua própria gravidade.

"O gás que pode formar estrelas tem que rodar a uma velocidade tão grande em torno do buraco negro que os movimentos de rotação necessário durante a formação estelar parecem impossíveis. No entanto as estrelas estão lá," disse Ralf Bender do Instituto Max Planck para a Física Extraterrestre em Garching, na Alemanha.

As observações podem fornecer pistas para as actividades nos núcleos de galáxias ainda mais afastadas e que não podem ser observadas de forma tão nítida.

Links:

Release Original :
http://hubblesite.org/newscenter/newsdesk/archive/releases/2005/26/image/a

Universe Today:
http://www.universetoday.com/am/publish/blue_halo_stars_blackhole.html

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arrow ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS thingy
     
Foto  
RY TAURI -Crédito: Gemini Observatory, Club d'astronomie de Dorval, S. Cote (HIA), T. Rector (U. Alaska)
Uma estrela emerge da sua nuvem de gás e poeiras original neste retrato fascinante de RY Tauri, uma maternidade estelar na nuvem molecular de Touro a apenas 450 anos-luz de distância.
Ver imagem em alta-resolução
     
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Programa "Astronomia no Verão"
 

Observações na açoteia do Centro Ciência Viva do Algarve, de 1 a 24 de Setembro, todos os dias a partir das 21h 30m, excepto à 2ª feira.
Entrada pelo portão do jardim. Acesso gratuito.
Observações dependentes das condições atmosféricas.

 
 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 23/09: 266º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1846, Johann Galle do Observatório de Berlim observa e identifica o planeta Neptuno pela primeira vez.
Em 1999, a NASA anunciava ter perdido o contacto com a Mars Climate Orbiter.
Observações: As estrelas variáveis vermelhas de período longo T Aquarii, R Draconis, e S Herculis devem atingir o seu máximo (7ª ou 8ª magnitude) por volta desta data.

Dia 24/09: 267º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1970, a primeira sonda não-tripulada, a soviética Luna 16, regressa da Lua com mais de um quilograma de material lunar.
Observações: Às 8h00 (hora local) a Lua atinge a fase de quarto minguante. Última noite para vir à Astronomia no Verão. Em breve informaremos das datas de observação ao longo do ano.

Dia 25/09: 268º dia do  calendário gregoriano.
Observações:
Algol deve atingir um mínimo por volta das 00h30 (hora local).

Dia 26/09: 269º dia do  calendário gregoriano.
Observações: Aproveite a noite para tentar observar a Nebulosa da Hélice em Aquário.

 
 
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