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NOTÍCIAS ASTRONÓMICAS - N.º 178
11 de Novembro de 2005
arrow NOVO BRILHO DESCOBERTO NAS NUVENS ESCURAS thingy

Algumas das imagens mais belas do espaço provêm das superfícies coloridas de gigantescas nuvens de gás chamadas nebulosas. Mas o que as torma belas constitui o maior óbice à sua compreensão: as imagens do visível apenas mostram a superfície da nebulosa, não permitindo a observação do interior.


Imagem no infravermelho próximo de L1448 que mostra o recentemente descoberto "brilho da nuvem".
Os rastos vermelhos são jactos das estrelas jovens recentemente formadas.
Crédito: OBservatório de Calar Alto/J. Foster & A. Goodman (CfA)
(clique na imagem para ver versão maior)

Os astrónomos utilizam telescópios no infravermelho para ver através da poeira para encontrar pistas de embriões de estrelas no interior das estrelas.

Uma nova técnica veio agora contribuir com uma nova visão, revelando aspectos das nuvens escuras que até agora pareciam não emitir qualquer brilho.O processo utiliza detectores de infravermelho que detectam a radiação oriunda de outras estrelas que é reflectida pela superfície de nuvens que de outro modo parecem escuras.

Os astrónomos chamaram à luz que estão a receber "cloudshine" (em português, brilho da nuvem) relacionando-a com o brilho das nuvens na Lua Nova que é devida à iluminação das cidades. Afirmam que este método lhes permitirá conhecer melhor a estrutura das nuvens.

"Outros astrónomos têm pistas do "brilho da nuvem", mas as nossas imagens são as que têm a evidência mais espectacular da existência desse brlho até hoje", disse Alyssa Goodman do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics.

"Podemos agora ver a estrutura de regiões gigantes de formação estelar com um amplo varrimento com uma resolução 50 vezes melhor que anteriormente," disse Goodman. "Esta técnica vai revolucionar a forma de mapear os locais de formação estelar."


A imagem de L1448e a nuvem escura a que está associada

Crédito: Calar Alto Observatory/J. Foster & A. Goodman (CfA)

"Imagens como esta dão aos astrónomos uma nova visão para o interior dos gigantescos complexos gasosos, permitindo ver como a distribuição de gás e poeiras realmente ocorre," disse Jonathan Foster, um estudante da Universidade de Harvard que é o primeiro autor do artigo com os resultados que foi anunciado na semana passada.

As imagens foram tiradas com a câmara OMEGA 2000 do Observatório de Calar Alto em Espanha, fazendo parte do varrimento COMPLETE das regiões de formação estelar.

Links:

Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics (Press Release):
http://cfa-www.harvard.edu/press/pr0534.html

Astrophysical Journal Letters (Abstract da descoberta):
http://arxiv.org/abs/astro-ph/0510624

Abstract de proposta sobre a teoria do "brilho da nuvem":
http://arxiv.org/abs/astro-ph/0510600

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arrow ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS thingy
     
Foto  
Pilares da Criação - NASA/JPL-Caltech/Harvard-Smithsonian CfA/DSS
Esta imagem mostra uma imagem feita no infravermelho dos pilares da criação, com a foto inserida em baixo à esquerda a ser uma imagem feita no visível. Os "pilares da criação", ou "montanhas da criação", são uma região de nuvens escuras chamada W5, que se tornou imagem de marca do telescópio espacial Hubble quando este desde 1995 estudou a Nebulosa da Águia e outros berços estelares semelhantes. A região W5 encontra-se na constelação de Cassiopeia a 7000 anos-luz de distância e são visíveis na imagem algumas estrelas jovens que "acabaram" de se formar. A imagem foi obtida pelo telescópio espacial Spitzer.
Ver imagem em alta-resolução
     
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  ESPAÇO ABERTO  
 

Observação astronómica, dia 12 de Novembro, na açoteia do CCVAlg, às 21:30. Acesso pelo portão do jardim. Entrada gratuita.
Observação dependente das condições atmosféricas.

 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 11/11: 315º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1572 Tycho Brahe observa uma nova no céu. Isto é uma prova contra a teoria de Aristóteles que os céus são imutáveis.
Observações: Olhe para Este-Sudoeste por volta das 21h30 para ver a Nebulosa de Orionte a subir a partir do horizonte.

Dia 12/11: 316º dia do calendário gregoriano.
História:  Em  1965, é lançada a sonda Venera 2 (USSR), com objectivo Vénus .
Em 1980, a sonda Voyager 1 faz a sua maior aproximação de Saturno.
Em 1981, lançamento STS-2 do vaivém Columbia.
Observações: O máximo das Tauridas ocorre cerca das 09h00 (hora local).
À noite, venha observar connosco ao Centro Ciência Viva do Algarve enquanto o Grande Quadrado de Pégaso flutua sobre a Lua.

Dia 13/11: 317º dia do  calendário gregoriano.
História:  Em 1833, deu-se a Grande Chuva de Meteoros Leónidas. Durante as quatro horas que precederam o nascer-do-dia, os detritos do cometa Tempel-Tuttle iluminaram o céu nocturno, causando pânico a quem os observava.
Em 1971, a sonda americana Mariner 9 torna-se na primeira a orbitar Marte.
Em 1999, a falha de um quarto giroscópio deixa em maus lençóis o Telescópio Espacial Hubble até que o encontro SM3A (missão STS-103 do vaivém espacial) o repara a 20 de Dezembro de 1999.
Observações: Às 09h00, Mercúrio está estacionário.

Dia 14/11: 318º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1969, lançamento da Apollo 12 às 11:22 EST do Centro Espacial Kennedy. A segunda aterragem lunar aterrou no Oceano das Tempestades, perto do local de aterragem da Surveyor 3.
Em 1999, primeira confirmação de um planeta extrasolar .
Observações: Às 06h00 (hora local) Marte encontra-se 3º a Sul da Lua.

 
 
  CURIOSIDADES:  
 
As atmosferas são o que impede as grandes variações térmicas à superfície dos planetas. Mercúrio, que não tem atmosfera, tem uma variação térmica à superfície de cerca de 250ºC.
 
 
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