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NOTÍCIAS ASTRONÓMICAS - N.º 183
29 de Novembro de 2005
arrow MISSÃO HAYABUSA COM SUCESSO thingy


Concepção de artista da sonda japonesa Hayabusa, aterrando no asteróide e começando as operações de recolha de amostras.
Crédito: Space Robotics Lab/Universidade de Tohoku

De acordo com a JAXA (Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa), a sonda espacial Hayabusa conseguiu com sucesso recolher amostras do asteróide Itokawa.

A sonda de seis metros aterrou às 22:07 GMT de Sexta passada e o seu sistema informático disparou uma bola de metal para o asteróide de modo a libertar material para recolha. A operação decorreu "sem falhas," disse Yasunori Matoba, da JAXA, e depois a sonda levantou voo outra vez.

A equipa da Hayabusa só terá a certeza se a recolha de material da superfície decorreu com sucesso quando a sonda regressar à Terra em 2007, depois de uma viagem de dois mil milhões de quilómetros, mas estão confiantes que tenha resultado.

"Os membros da equipa do projecto estavam maravilhados por terem visto todos os passos da recolha acabar aparentemente sem problemas," disse o gerente do projecto, Junichiro Kawaguchi. "Conseguimos ultrapassar o maior desafio do projecto."

Se assim foi, será a primeira vez que amostras foram retiradas de um asteróide, e espera-se o regresso triunfante de uma missão amaldiçoada pelo azar até à data.

A primeira aterragem no Itokawa sempre aconteceu há dois domingos anteriores, culminando em falhanço quando um dos pedaços de metal não conseguiu ser disparado. No entanto, existe uma ligeira hipótese de alguma poeira ter sido deslocada e recolhida durante esta manobra da sonda que saltou pela superfície.


A sonda Hayabusa provoca uma sombra no Itokawa, enquanto paira a 32 metros acima da sua superfície, no dia 20 de Novembro. Dados da telemetria indicam que a sonda aterrou de facto no asteróide e aí permaneceu por mais de 30 minutos - mas a recolha de amostras não decorreu como planeado. Para ajudar à sua descida, a Hayabusa libertou um pequeno marcador reflectivo.
Crédito: JAXA

A 12 de Novembro, a Hayabusa perdeu contacto como um pequeno rover robótico - chamado Minerva - que foi desenhado para saltitar pela superfície do asteróide capturando imagens e fazendo medições da temperatura. Os controladores da missão acreditam que Minerva falhou por completo o asteróide e está agora vagueando pelo espaço.

E a 4 de Novembro, um teste de descida foi abortado quando a sonda enviou um "sinal anómalo" de volta ao controlo da missão. Finalmente, dois dos seus três giroscópios falharam a 31 de Julho e a 3 de Outubro de 2005, respectivamente.

Mas a missão está longe de ser simples. Aterrar numa superfície-alvo plana no Itokawa é difícil devido ao asteróide da forma de uma batata - 540 por 270 metros - ter movimento de rotação. É também pequeno e tem por isso pouca gravidade, o que significa que a sonda não é gentilmente puxada na direcção do objecto.

A Hayabusa foi lançada em Maio de 2003 com um orçamento de 90 milhões de Euros e está planeada regressar à Terra em Junho de 2007. Uma vez perto da Terra, a cápsula contendo as amostras do asteróide irá libertar-se da sonda e aterrar no deserto australiano.

O asteróide foi formado há 4.6 mil milhões de anos atrás, na mesma altura que o Sistema Solar, e representa um "fóssil" geológico dessa época. As amostras podem também providenciar informação acerca da composição e estrutura dos asteróides, que será vital para qualquer futuro plano de desviar um objecto celeste duma trajectória de colisão com a Terra.

Links:

Notícias relacionadas:
SPACE.com
Sky & Telescope
MSNBC
CNN
BBC News
USA Today
ABC News
Aljazeera
Discovery Channel
The Register
Público

Sonda Hayabusa:
Página oficial (JAXA)
Wikipedia

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arrow ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS thingy
     
Foto  
Vista da cratera Gusev em Marte - Crédito: Marco Di Lorenzo et al. cortesia Aviation Week, Mars Exploration Rover Mission, Cornell, JPL, NASA
Qual é a história geológica de Marte? Para ajudar a descobrir, o rover robótico Spirit explorou o terreno na subida até ao topo do Monte Husband e tirou imagens pelo caminho. Os membros da equipa da missão mais tarde combinaram imagens de uma câmara a cores com outra para criar esta vista semi-realista de perto do topo do monte enrugado. Muitas das rochas foram estudadas no caminho. A imagem do lado captura não só o distante Marte dentro da cratera Gusev, mas também o próprio rover. Dentro da tecnologia visível encontram-se painéis solares, um relógio solar, e uma antena circular de alto ganho para comunicações.
Ver imagem em alta-resolução
     
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  ESPAÇO ABERTO  
 

Observação astronómica, dia 3 de Dezembro, na açoteia do CCVAlg, às 21:30. Acesso pelo portão do jardim. Entrada gratuita.
Observação dependente das condições atmosféricas.

 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 29/11: 333º dia do  calendário gregoriano.
História: 
Em 1967, lançamento do primeiro satélite australiano, o Wresat 1.
Observações: Por volta das 22:00, a brilhante constelação de Inverno, Orionte, está agora a subir para um bom local de observação por cima do horizonte a Este-Sudeste. Sobe ainda mais com o passar da noite.

Dia 30/11: 334º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1954, Elizabeth Hodges é atingida por um meteorito de 5 kg no Alabama.
Observações: Espere até que Orionte suba alto (23:30 - 00:00), e procure a brilhante Sirius, brilhando por baixo. A cintura de Orionte, a fila de três estrelas quase na vertical no meio da constelação, aponta para Sirius.

Dia 01/12: 315º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1960, os cães espaciais Pchelka (Pequena Abelha) e Mushka (Pequena Mosca) foram lançados a bordo do Korabl-Sputnik-3, também conhecido como Sputnik 6. A nave passou um dia em órbita mas a re-entrada foi mal configurada e a nave, ao descer num ângulo muito acentuado, foi destruída.
Observações: Lua Nova, exactamente às 15:01.

 
 
  CURIOSIDADES:  
 
Ofiúco não é considerado uma constelação zodiacal pelos astrólogos, embora no seu trajecto aparente ao longo do ano o Sol passe por 13 constelações, sendo uma delas Ofiúco (o Serpentário).
 
 
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