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NOTÍCIAS ASTRONÓMICAS - N.º 184
2 de Dezembro de 2005
arrow SOHO COMPLETA 10 ANOS thingy


Parabéns, SOHO!!!
Crédito: NASA/ESA
(clique na imagem para ver versão maior)

O maior observador do Sol de todos os tempos, a sonda SOHO, completa 10 anos hoje, depois de ter sobrevivido um trio de experiências quase-morte e de ter ultrapassado o seu tempo de missão original por oito anos.

Além disso, enviou imagens sem precedentes do Sol, permitindo a descoberta de mais de 1,000 cometas, e serviu como fundação para um sistema de previsão meteorológica espacial que não existia há uma década atrás.

O Observatório Solar e Heliosférico é uma colaboração entre a NASA e a ESA. Os seus dados e imagens têm ajudado os cientistas a fazer avanços significativos na melhor compreensão de como o Sol funciona.

"É impossível exagerar a importância da SOHO para a comunidade científica solar mundial," diz Joe Gurman, cientista do projecto SOHO do Centro Aeroespacial Goddard da NASA. "Nos últimos dez anos, a SOHO revolucionou as nossas ideias acerca do interior e atmosfera do Sol, e da aceleração do vento solar."

É também difícil explicar como a sonda tem sobrevivido durante todo este tempo. Em 1998 perdeu-se o controlo. Três meses mais tarde os seus giroscópios falharam. E em 2003 a sua antena de alto-ganho ficou presa e a missão parecia condenada ao fracasso mais uma vez.

"Tiro o meu chapéu às equipas de operações e engenharia da SOHO, cuja perícia e dedicação ultrapassaram desafios técnicos múltiplos ao longo da última década," disse Bernhard Fleck, cientista do projecto SOHO da ESA.


Impressão de artista da sonda SOHO.
Crédito: ESA
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Entre os grandes feitos da SOHO destacam-se:

  • O fornecimento das medições mais detalhadas e precisas do interior do Sol.

  • O envio das primeiras imagens da turbulenta concha exterior de uma estrela (a zona de convecção) e da estrutura das manchas solares por baixo da superfície solar.

  • Tornar o Sol transparente ao criar imagens do outro lado da estrela, incluindo regiões tempestuosas aí presentes que girariam com o Sol e acabariam por ameaçar a Terra.

  • A descoberta de um mecanismo que liberta mais energia que a suficiente para aquecer a atmosfera do Sol (coroa) a 100 vezes a sua temperatura à superfície.

  • O estudo da libertação energética do Sol (a "irradiância solar total" ou "constante solar") bem como variações na radiação ultravioleta extrema, ambas das quais importantes para o estudo do impacto da variabilidade solar no clima da Terra.

  • A identificação das regiões fonte e mecanismos de aceleração do vento solar, uma fina corrente de gás ionizado que corre constantemente a partir do Sol e atinge a magnetosfera do Terra.

Um dos maiores contributos da SOHO são os dados que levaram à descoberta de uma série de erupções de gás ionizado (ejecções de massa coronal) que o Sol liberta numa "auto-estrada" pelo espaço onde as partículas energéticas solares fluem. Estas partículas perturbam os satélites e são perigosas para os astronautas para lá da protecção do campo magnético da Terra.

Os dados da SOHO estão disponíveis gratuitamente na Internet, e pessoas de todo o mundo têm usado as suas imagens para descobrir mais de 1,000 cometas.

O observatório foi originalmente desenhado para uma missão de dois anos, mas as suas descobertas científicas tornaram-se tão valiosas que a NASA tem consistentemente atribuido extensões de prazo, a última das quais para estudar o ciclo solar completo de 11 anos.

O Sol encontra-se agora perto do ponto mais fraco do seu ciclo de actividade.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA
Universe Today
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SOHO:
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arrow DESCOBERTAS MAIS RECENTES DA MARS EXPRESS thingy

Novas observações do interior de Marte revelaram uma cratera escondida por baixo da superfície e novas informações acerca do gelo abaixo da calote polar.

Pesquisas anunciadas na Quarta-feira, dia 30/11, também encontram assinaturas de água em Marte, a adicionar a mais outras sugerindo um passado molhado.

Os cientistas há muito que acreditam que os canais profundos e sinais de uma extensa erosão aquática apontam para que Marte tenha sido um mundo recheado de água. Mas estas assinaturas geológicas não são suficientes para confirmar que a água líquida foi estável na superfície do planeta durante longos períodos de tempo.

A água líquida é um ingrediente chave na vida tal como a conhecemos. Embora não haja nenhuma prova firme que vida tenha existido em Marte, os cientistas estão procurando locais onde a água possa ter existido, de modo a seleccionar locais lógicos de procura biológica em futuras missões.

Anteontem, cientistas da equipa da sonda Mars Express da ESA anunciaram que tinham detectado minerais na superfície de Marte que poderiam apenas ter sido formados a partir de uma longa exposição a grandes quantidades de água líquida.

Ao longo dos últimos 18 meses, cientistas no OMEGA - Observatoire pour la Mineralogy, l’Eau, les Glaces et l’Activité, na França - usaram o espectómetro a bordo da sonda no vísivel e infravermelho para mapear praticamente toda a superfície do planeta. Durante todo este tempo, o instrumento detectou duas classes diferentes de minerais tipo-barro, hidradatos, ao longe de grandes, mas isoladas, regiões do planeta.


Perspectiva 3D da HRSC da Mars Express, de Candor Chasma (cores falsas) caracterizadas por imagens infravermelhas do OMEGA. Mostra depósitos brilhantes e castanhos (assinalados), ricos em sulfatos de magnésio hidratado.
Crédito: ESA/OMEGA/HRSC
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Filosilicatos, um dos minerais descobertos, forma-se quando rocha derretida é quimicamente alterada devido a um contacto de longo-termo com água. Os filosilicatos foram observados como depósitos escuros nas regiões Arabia Terra, Terra Meridiani, Sytris Major, Nili Fossae e Mawrth Vallis.

O segundo tipo de mineral, sulfatos hidratados, são formados como depósitos a partir de água salgada, geralmente acídica. Estes foram observados em depósitos sedimentares no vasto "canyon" Valles Marineris, na região Terra Meridiani, e dentro de dunas escuras na calote polar norte.

"Um antigo sistema activo hidrológico deverá ter existido em Marte de modo a explicar estas grandes quantidades de barro, ou filosilicatos em geral, que a OMEGA observou," disse o seu investigador principal, Jean-Pierre Bibring.

Depois de analisar as áreas em redor, a equipa OMEGA determinou que os filosilicatos foram criados há mais de 3.8 mil milhões de anos. Os sulfatos hidratados não precisariam de tanto tempo para se formarem, mas a água ácida teria que estar presente.

As regiões ricas em minerais podem ser locais interessantes para explorar em futuras missões, disse Bibring, que apresentou um mapa da região Mawrth Vallis onde os minerais ricos em água foram detectados.



Perspectiva 3D da HRSC da Mars Express, da área Marwth Vallis, onde OMEGA mapeou minerais ricos em água (azul). Não foram detectados quaisquer minerais hidratados ou sedimentos no canal ou na sua abertura.
Crédito:
ESA/OMEGA/HRSC
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"Todos os locais azuis são os que deveríamos visitar no futuro," disse Bibring.

Água gelada em Marte... hoje

Cientistas do radar MARSIS a bordo da sonda também apresentaram as suas observações da calote polar norte e evidências de gelo à subsuperfície, publicadas ontem na versão "on-line" da revista Science.

A partir das intensidades de reflexão e absorção da calote polar com 1.8 km de espessura, determinaram que é composta quase por água pura.


O MARSIS estudou o depósitos gelados da calote polar norte, revelando uma espessura de 1.8 km na região pesquisada. Os depósitos aparecem como uma camada à direita da imagem superior.
Crédito: ASI/NASA/ESA/Univ. de Roma/JPL
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"A componente de poeira deverá ser muito baixa - 2% ou menos com base na absorção, disse o investigador co-principal, Jeffrey Plaut.

O instrumento de radar a baixas frequências também revelou uma cratera enterrada nas terras-baixas na parte Norte de Chryse Planitia. Embora a cratera gigante meça quase 250 km de diâmetro, está enterrada praticamente à superfície e é invisível a partir da mesma. Outros estudos efectuados pelo MARSIS mostram também um depósito de material com 1 km de espessura na bacia que tem as mesmas características que o gelo, sugerindo que água já tenha corrido pela cratera.


Estes 'radargramas' do MARSIS mostram ecos obtidos de uma estrutura circular com 250 km de diâmetro na subsuperfície de Marte, que se pensa ser uma bacia de impacto enterrada. O MARSIS detectou uma série de reflectores em forma de arco que aparentemente não têm nenhuma fonte na topografia ou geologia da superfície. Na imagem de baixo, um reflector linear quase paralelo à superfície parecer estar embebido nos arcos. Esta reflexão pode estar vindo do chão da bacia. O atraso no tempo até ao reflector linear sugere uma profundidade de 1.5-2.5 km.
Crédito: ASI/NASA/ESA/Univ. de Roma/JPL
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"Não temos nenhumas provas definitivas de qualquer água líquida à subsuperfície," disse Plaut, acrescentando que é bastante claro desde o início da nossa pesquisa. "No entanto, podemos certamente dizer que vimos já grandes quantidades de água à subsuperfície sobre a forma de gelo. A pesquisa por água líquida começará no próximo ano."

Links:

Notícias relacionadas:
Grandes aquíferos no passado de Marte - ESA
Crateras enterradas e gelo subterrâneo - ESA
BBC News
New Scientist
Mars Today
Discovery Channel
PhysOrg.com

MARSIS:
Página oficial

Mars Express:
Página oficial da ESA
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

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arrow RESULTADOS MAIS RECENTES DA SONDA HUYGENS thingy

De acordo com os cientistas, quando a sonda Huygens aterrou em Titã, aterrou num local relativamente macio de material semelhante a neve ligeiramente condensada.

Mas para alcançar esse local macio, a Huygens teve que descer por uma traiçoeira atmosfera onde os ventos atingiam os 430 km/h, as temperaturas baixavam até aos -200º C, e onde os relâmpagos eram algo de normal.

Quase um ano depois da sonda ter aterrado na maior lua de Saturno, os cientistas estão ainda a estudar as enormes quantidades de dados enviados. Na passada Quarta-feira, os cientistas anunciaram as suas mais recentes descobertas numa série de sete relatórios publicados "on-line" pela revista Nature.


Impressão de artista da sequência da descida e aterragem da sonda Huygens em Titã.
Crédito: C. Carreau/ESA
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Os achados providenciam uma melhor compreensão de algumas das características básicas de Titã, um mundo envolto em "smog" que há muito que escapava o escrutínio humano, até que a Huygens e sua nave-mãe, a Cassini, se juntaram para uma série de observações.

O local de aterragem

A superfície de Titã foi revelada à medida que Huygens descia pelas nuvens e ligava o seu Radiómetro Espectral e de Imagem de Descida (DISR). Ao passo que estas imagens não mostravam lagos de hidrocarbonetos líquidos que muitos cientistas esperavam, mostravam, sim, sinais de líquidos fluentes sobre a forma de variações de brilho em torno dos limites dos "lagos" e uma "linha costeira", bem como o que parecem ser encostas esculpidas por escoamentos líquidos.


Vista, do instrumento DISR, de Titã a 8 km de altitude.
Crédito: ESA/NASA/Univ. do Arizona
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Vista, do instrumento DISR, de Titã a 1.2 km de altitude.
Crédito: ESA/NASA/Univ. do Arizona
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Imagens tiradas depois da aterragem revelavam pequenas pedras e calhaus, e que a topografia geral da região era razoavelmente plana, variando apenas mais ou menos um metro em altura. As imagens e outros instrumentos puseram de parte a presença de extensos nevoeiros de metano ao nível da superfície, no local de aterragem.


Vista da superfície de Titã.
Crédito: ESA/NASA/Univ. do Arizona
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Esta não era dura nem macia como algodão. Ao invés, tinha características semelhantes a argila molhada, neve ligeiramente condensada, ou areia seca ou molhada, na qual a sonda se afundou um pouco antes de aterrar. A composição dos vapores à superfície perto da sonda mostraram que esta estava molhada por metano, que evaporou à medida que a quente sonda aterrava no frio solo. A superfície era também rica em compostos orgânicos - tais como cianogénio ou etano - não detectados na atmosfera.


O instrumento HASI registou a assinatura do impacto da sonda.
Crédito: ESA/AS/UPD/OU (ESA/NASA/UofA)

Alguns cientistas especularam que uma maré tinha mesmo na altura acabado e que a sonda tinha aterrado numa ainda molhada praia.


Impressão de artista que coloca a Huygens aterrar numa praia de Titã.
Crédito: ESA/C. Carreau
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Super-ventoso

Os cientistas há muito que suspeitavam que a atmosfera de Titã se movia em torno do planeta mais depressa que a própria rotação do mesmo - uma característica física conhecida como superrotação e previamente observada em Vénus. Agora, dados do instrumento DISR da Huygens e da Experiência de Vento Doppler confirmaram que as nuvens recheadas de metano em Titã têm de facto uma superrotação.

Enquanto que as nuvens mais altas - cerca de 120 km acima da superfície - giram em torno do planeta a velocidades de aproximadamente 430 km/h, as velocidades de vento gradualmente descem à medida que nos aproximamos da superfície. Aqui temos ventos geralmente fracos, pouco mais que uma dezena de metros por segundo, observados nos últimos 5 km da descida.


Velocidade do vento e direcção, retirado a partir do DWE e do DISR.
Crédito: ESA/NASA/Univ. do Arizona
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A sonda passou por uma outra região de velocidades de vento quase nulas, entre as altitudes 100 e 60. Os cientistas não conseguem ainda explicar este facto.

Atmosfera

Durante a sua descida, a Huygens estudou pela primeira vez, em primeira mão, quais os compostos existentes na atmosfera de Titã. A atmosfera é constituída principalmente por nitrogénio e metano, mas os cientistas não sabiam donde estes originavam - chegaram na sua forma presente ou eram originalmente parte de outras moléculas, quimicamente alterados para os estados observados hoje em dia.

O gás argon 36 foi detectado pelo Espectómetro de Massa Cromatógrafo Gasoso em muito pequenas quantidades, e os cientistas dizem que isto indica que o nitrogénio estava originalmente presente como parte do amoníaco. Também, a antiga atmosfera do planeta era pelo menos cinco vezes mais densa em nitrogénio do que é agora, sugerindo que algum deste gás foi perdido para o espaço.


A sonda Huygens descendo pela atmosfera de Titã.
Crédito: ESA

As relações entre os isótopos de carbono também indicam que a atmosfera está a perder metano, e que deve existir algum método periódico de reabastecimento, embora nenhum tenha sido observado. Alguns pesquisadores previram que deveria existir um grande reservatório de metano à superfície (ou à subsuperfície) que reabasteceria a atmosfera, embora também isso não tenha sido observado. Também ausente das observações estão os sinais das chuva de metano, que os cientistas acreditavam cobrir a superfície do planeta.

Poderá ser que os cyrovulcões - semelhantes aos vulcões terrestres, excepto que expelem água líquida e amónia a partir de reservatórios à subsuperfície - estejam a providenciar, tanto a atmosfera como a superfície com nitrogénio e metano.

"As teorias actuais explicam que existe uma região de mistura entre água-amónia no estado líquido a uma certa profundidade por baixo da superfície de Titã - o equivalente ao magma na Terra," diz o co-autor do estudo, Andrew Ball. "Esta é uma possível fonte para a renovação do metano em Titã."

Amontoados de aerosóis, temperaturas baixíssimas, e talvez alguns relâmpagos

O instrumento ACP (Aerosol Collector and Pyrolyser) analisou as partículas à medida que atravessava as nuvens e registou a presença de compostos orgânicos contendo nitrogénio, que podem incluir os grupos amino, imino e nitrilo - componentes-chave na formação de proteínas aqui na Terra.

Estas partículas também se agrupam, talvez providenciando uma base para a formação de nuvens, e afectando as temperaturas e velocidades do vento pela atmosfera. Também caem como uma espécie de calma chuva orgânica na superfície de Titã, escrevem os cientistas, e podem produzir um manto global com uma espessura potencial de mais ou menos um quilómetro.

Os cientistas também usaram o Instrumento de Estrutura Atmosférica da Huygens (HASI) durante a descida para medir a temperatura da atmosfera desde as camadas superiores até à superfície. A temperatura à superfície ronda os -180 graus Celsius, quente o suficiente para a existência de lagos e rios de gás natural líquido. As temperaturas atmosféricas variam entre os -200 graus Celsius nas maiores elevações - 1400 km acima da superfície - até aos -100 graus Celsius na estratosfera, cerca de 40 km acima da superfície.

O instrumento HASI também detectou actividade eléctrica semelhante à assinatura dos relâmpagos. Esta foi observada por volta dos 60 km de altitude, que é também a região onde a velocidade do vento baixa até quase zero.

Links:

Notícias relacionadas:
Pontos altos da missão Huygens - ESA
Turbulência de Titã surpreende cientistas - ESA
Chuva, ventos e neblina durante a descida até Titã - ESA
Maré baixa em Titã? Uma superfície sólida para a Huygens - ESA
Primeiras medições "in situ" feitas na atmosfera de Titã - ESA
USA Today
Reuters
Time
ABC News
Discovery Channel
PhysOrg.com
CNN
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Titã:
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Cassini-Huygens:
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Site da ESA
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arrow VULCÕES DE GELO EM ENCELADO thingy


Plumas em Encelado.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute
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Finalmente os astrónomos têm a prova fotográfica que estavam à procura: vulcões de gelo activamente em erupção na lua de Saturno, Encelado. No passado dia 27 de Novembro, a sonda Cassini olhou para trás, para o satélite gelado, e registou esta imagem. Nela vêm-se algumas plumas que se estendem por cima do satélite com 500 km de diâmetro. Este "spray" popula o anel-E de Saturno com partículas geladas de água que cobrem muitos outros satélites do planeta.

Já esperado a partir de outras observações da Cassini, as erupções são originárias da região "lista de tigre" da lua, uma zona no seu hemisfério Sul que é significantemente mais quente e geologicamente fresca que as escarpas geladas a Norte. Encelado também tem uma ténue atmosfera na sua metade mais a Sul.

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Notícias relacionadas:
USA Today
The Planetary Society
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Encelado:
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Sonda Cassini:
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arrow ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS thingy
     
Foto  
Nebulosa do Caranguejo - Crédito: NASA/ESA e Jeff Hester (Universidade do Arizona)
O Telescópio Espacial Hubble capturou a visão mais detalhada da Nebulosa do Caranguejo, revelando o complexo epitáfio de uma estrela há muito morta. Os astrónomos no Japão e China observaram o nascimento de M1 em 1054, quando uma estrela a 6,500 anos-luz de distância explodiu numa brilhante supernova. A nebulosa cobre uma área do espaço com 6 anos-luz de diâmetro e é um alvo bastante atractivo para os astrónomos, tanto profissionais como amadores. Os seus filamentos, feitos principalmente de hidrogénio, entrelaçam-se para formar M1, no centro da qual se encontra uma estrela de neutrões que roda 30 vezes por segundo. O únicos resto fixo da explosão de supernova - o resto da estrela foi expelido - o pulsar age como um farol, libertando raios gémeos de radiação a partir dos seus pólos à medida que gira. Esta imagem é uma das maiores já produzidas pelo Hubble - e a imagem de mais alta resolução de M1 - ultrapassando observações do VLT da ESA. Os astrónomos usaram a câmara WFPC2 para a construir.
Ver imagem em alta-resolução
     
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  ESPAÇO ABERTO  
 

A próxima observação da iniciativa "Espaço Aberto 2005/2006" estava planeada para o dia 3 de Dezembro. Infelizmente, devido às obras de renovação do espaço do Centro Ciência Viva do Algarve, esta observação não se poderá realizar, ficando a data sem efeito. A próxima observação será então no dia 14 de Janeiro de 2006.

 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 02/12: 336º dia do  calendário gregoriano.
História: 
Em 1993, lançamento da missão STS-61 do vaivém Endeavour, a primeira missão de manutenção do Hubble.

Dia 03/12: 337º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1958, o JPL era transferido do controlo do exército americano para o controlo da NASA.
Em 1971, a sonda soviética Mars 3 torna-se na primeira a aterrar com sucesso em Marte.
Em 1973, a Pioneer 10 enviava para a Terra as primeiras imagens de Júpiter.
Em 1974, voo rasante da sonda Pioneer 11 por Júpiter.
Em 1999, a NASA perdia o contacto com a Mars Polar Lander, minutos antes da entrada na atmosfera de Marte.
Observações: Com uma magnitude de -1.5, Marte ainda é um bom objecto para observação nestas frias noites, alto a Sul.

Dia 04/12: 338º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1965, lançamento da missão Gemini 7. Frank Borman e James A. Lovell Jr. completam um voo de 14 dias, ao todo 220 órbitas. A missão tinha dois objectivos: estudar os efeitos a longo-prazo do voo espacial e fazer o "rendezvous" com a Gemini 6.
Em 1978, a sonda americana Pioneer/Venus torna-se na primeira a orbitar Vénus.
Em 1996, é lançada a Mars Pathfinder.
Observações: Durante o lusco-fusco, olhe para Sudoeste. Verá uma fina Lua Crescente, e mesmo por cima o brilhante Vénus.

Dia 05/12: 339º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1990, a primeira fotografia (galáxia NGC 1232 em Erídano) tirada com o telescópio Keck é publicada no Los Angeles Times.
Em 2001, é lançada a missão Expedition 4, rumo à ISS.
Observações: Aproveite a noite para observar de binóculos a Galáxia de Andrómeda (M31).

 
 
  CURIOSIDADES:  
 
Apenas dias depois do objectivo principal da missão Hayabusa ter sido completado, sabe-se agora que existem hipóteses da sonda nunca conseguir regressar à Terra. Saiba aqui porquê.
 
 
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Compilado por: Miguel Montes e Alexandre Costa
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