Banner
Fórum de Astronomia
menu Núcleo de Astronomia Observações astronómicas Arquivo das newsletters Fórum de Astronomia CCVAlg.pt
NOTÍCIAS ASTRONÓMICAS - N.º 185
6 de Dezembro de 2005
arrow O FIM DE UMA SUPERNOVA thingy

Fonte: SPACE.COM

Os astrónomos têm obtido imagens de supernovas em vários estados de evolução. Mas até agora não possuíam uma ideia clara de quando é que uma supernova passava a ser um resto de supernova.


A imagem imagem na caixa à direita obtida pelo Telescópio Espacial Chandra apresenta a supernova SN 1970G que é vista inserida na galáxia M101 na caixa em baixo.
Crédito: NASA/CXC/GFSC/S.Immler & K.Kuntz; Optical: NOAO/AURA/NSF/G.Jacoby, B.Bohannan & M.Hanna

Observações que foram feitas com o Telescópio Espacial de raios-X Chandra preenchem essa lacuna revelando que a transição é extremamente suave.

A investigação ainda oferece uma perspectiva de como é que o resto de supernova mantém a sua luminosidade.

Quando muitas das estrelas mais massivas do Universo atingem o final da sua vida, explodem de forma dramática. Os astrónomos antigos viam estas supernovas à medida que elas iam aparecendo no céu, o que implicava uma relativa proximidade à estrela que morria. Nos tempos modernos têm sido vistas supernovas noutras galáxias por vários observatórios obtendo imagens nos raios-X e nos raios gama.

O resto de uma explosão é uma bolha que se expande através do espaço. O telescópio Espacial Hubble e outros têm feito imagens fantásticas destes restos.

Mas os cientistas não sabiam quando é que a supernova se transforma num resto que alimenta o invólucro brilhante.

Stefan Immler do Goddard Space Flight Center da NASA dirigiu uma equipa que recentemente examinou uma supernova que explodiu em 1970, chamada SN 1970G. Esta supernova está situada a 22 milhões de anos-luz na galáxia M101 (galáxia Pinwheel) localizada na cauda da Ursa Maior.

Os astrónomos combinaram observações recentes efectuadas pelo Chandra com observações de arquivo obtidas anteriormente pelos telescópios espaciais ROSAT e XMM-Newton.

Em vez de encontrarem gás interestelar brilhante, os astrónomos concluíram que o brilho dos restos é proveniente de um vento de partículas carregadas que foram emitidas há muito tempo pela estrela moribunda. O material terá sido emitido milhares a milhões de anos antes pela estrela moribunda e a onda de choque da explosão atingir as partículas anteriormente emitidas.

É essa colisão entre a onda de choque e as partículas que produz o brilho visível nos raios-X.

Estudos sobre outros restos de supernova, embora não tão detalhados, parecem ser concordantes com este resultado.

"Temos que rever a nossa noção de onda de choque de uma supernova" disse Immler, o investigador principal deste projecto. "Os restos luminosos de supernova que vemos podem ser criados sem a existência de um meio interestelar denso. De facto, as nossas observações têm revelado que todas as supernovas detectadas nos últimos 25 anos vivem em ambientes de baixa densidade do meio interestelar."

Estes resultados foram publicados no Astrophysical Journal .

Links:

SPACE.com:
http://www.space.com/scienceastronomy/051205_supernova_end.html

Abstract do Astrophysical Journal:
http://www.journals.uchicago.edu/ApJ/journal/issues/ApJL/v632n2/19665/brief/19665.abstract.html

separator
 
arrow ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS thingy
     
Foto  
Nebulosa do Véu Crédito - Mikael Svalgaard
Estes fios de gás são os restos visíveis de uma estrela da Via Láctea. Há milhares de anos essa estrela explodiu numa supernova que gerou a Nebulosa do Véu. Nesse tempo, a estrela terá sido tão brilhante na constelação de Cisne como a Lua em Quarto Crescente, tendo sido vista pelas pessoas que viviam no dealbar da História Humana. Este resto de supernova está situado a 1400 anos-luz da Terra e é também conhecido pelo "Loop do Cisne".
Ver imagem em alta-resolução
     
separator
 
  ESPAÇO ABERTO  
 

Observação astronómica, dia 14 de Janeiro de 2006, na açoteia do CCVAlg, às 21:30. Acesso pelo portão do jardim. Entrada gratuita.
Observação dependente das condições atmosféricas.

 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 06/12: 329º dia do  calendário gregoriano.
Observações: Às 03h00 (hora local), Neptuno está a 4º N da Lua.

Dia 07/12: 330º dia do calendário gregoriano.
História:  Em 1905, nascimento de Gerard Kuiper, cientista planetário americano nascido na Holanda que descobriu luas de Urano e Neptuno, a atmosfera de Titã e estudou as origens dos cometas no Sistema Solar.
Em 1972 era lançada a Apollo 17, a última das missões do programa Apollo. Foi também a última vez que o ser humano aterrou na Lua. A missão durou 301 horas, 51 minutos e 59 segundos, e recolheu a maior quantidade de amostras lunares. O comandante da Apollo 17 era Eugene A. Cernan, Ronald E. Evans era o piloto do módulo de controlo e Harrison H. Schmitt era o piloto do módulo lunar. Schmitt foi também o único geólogo profissional a ir à Lua .
Em 1990, a sonda Galileu aproxima-se do planeta Terra no seu caminho de Vénus até Júpiter. Torna-se na primeira sonda interplanetária a visitar a Terra.
Em 1995, a sonda Galileu desce com sucesso pela atmosfera de Júpiter e mede directamente a atmosfera de um planeta gasoso pela primeira vez.
Observações: Hoje é o pôr-do-sol que ocorre mais cedo em todo o ano à latitude 40º N. Às 16h00 (hora local) Urano está a 2º N da Lua.

Dia 08/12: 331º dia do  calendário gregoriano.
História:  Em 1990, primeiro voo rasante da sonda Galileu pela Terra.
Observações: A Lua atinge o Quarto Crescente às 10h00 (hora local).

 
 
  CURIOSIDADES:  
 
Todos os planetas principais até Saturno são conhecidos desde a Antiguidade por serem visíveis à vista desarmada.
 
 
Fórum de Astronomia
 
  PERGUNTE AO ASTRÓNOMO:  
 
Tem alguma dúvida sobre Astronomia no geral que gostaria de ver esclarecida? Pergunte-nos! Tentaremos responder à sua questão da melhor maneira possível.
 
 
Download Firefox! Download Thunderbird! 
Este é um boletim informativo. Por favor, não responda ao e-mail.
Compilado por: Miguel Montes e Alexandre Costa
Consulte o nosso sítio em: http://www.ccvalg.pt/astronomia
Para sair da nossa lista, carregue aqui.
Ccvalg.pt