Fonte: SPACE.COM
Os astrónomos têm obtido imagens de supernovas em vários estados de evolução. Mas até agora não possuíam uma ideia clara de quando é que uma supernova passava a ser um resto de supernova.

A imagem imagem na caixa à direita obtida pelo Telescópio Espacial Chandra apresenta a supernova
SN 1970G
que é
vista inserida na galáxia M101 na caixa em baixo.
Crédito:
NASA/CXC/GFSC/S.Immler & K.Kuntz; Optical: NOAO/AURA/NSF/G.Jacoby, B.Bohannan & M.Hanna
Observações que foram feitas com o Telescópio Espacial de raios-X Chandra preenchem essa lacuna revelando que a transição é extremamente suave.
A investigação ainda oferece uma perspectiva de como é que o resto de supernova mantém a sua luminosidade.
Quando muitas das estrelas mais massivas do Universo atingem o final da sua vida, explodem de forma dramática. Os astrónomos antigos viam estas supernovas à medida que elas iam aparecendo no céu, o que implicava uma relativa proximidade à estrela que morria. Nos tempos modernos têm sido vistas supernovas noutras galáxias por vários observatórios obtendo imagens nos raios-X e nos raios gama.
O resto de uma explosão é uma bolha que se expande através do espaço. O telescópio Espacial Hubble e outros têm feito imagens fantásticas destes restos.
Mas os cientistas não sabiam quando é que a supernova se transforma num resto que alimenta o invólucro brilhante.
Stefan Immler do Goddard Space Flight Center da NASA dirigiu uma equipa que recentemente examinou uma supernova que explodiu em 1970, chamada SN 1970G. Esta supernova está situada a 22 milhões de anos-luz na galáxia M101 (galáxia Pinwheel) localizada na cauda da Ursa Maior.
Os astrónomos combinaram observações recentes efectuadas pelo Chandra com observações de arquivo obtidas anteriormente pelos telescópios espaciais ROSAT e XMM-Newton.
Em vez de encontrarem gás interestelar brilhante, os astrónomos concluíram que o brilho dos restos é proveniente de um vento de partículas carregadas que foram emitidas há muito tempo pela estrela moribunda. O material terá sido emitido milhares a milhões de anos antes pela estrela moribunda e a onda de choque da explosão atingir as partículas anteriormente emitidas.
É essa colisão entre a onda de choque e as partículas que produz o brilho visível nos raios-X.
Estudos sobre outros restos de supernova, embora não tão detalhados, parecem ser concordantes com este resultado.
"Temos que rever a nossa noção de onda de choque de uma supernova" disse Immler, o investigador principal deste projecto. "Os restos luminosos de supernova que vemos podem ser criados sem a existência de um meio interestelar denso. De facto, as nossas observações têm revelado que todas as supernovas detectadas nos últimos 25 anos vivem em ambientes de baixa densidade do meio interestelar."
Estes resultados foram publicados no Astrophysical Journal .
Links:
SPACE.com:
http://www.space.com/scienceastronomy/051205_supernova_end.html
Abstract do Astrophysical Journal:
http://www.journals.uchicago.edu/ApJ/journal/issues/ApJL/v632n2/19665/brief/19665.abstract.html |