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NOTÍCIAS ASTRONÓMICAS - N.º 187
13 de Dezembro de 2005
arrow MISSÃO HAYABUSA PROVAVELMENTE FALHOU thingy


Impressão de artista da sonda Hayabusa.
Crédito: JAXA
(clique na imagem para ver versão maior)

A sonda japonesa Hayabusa provavelmente falhou o seu objectivo principal de recolher pela primeira vez amostras de um asteróide, disseram os cientistas da missão na passada Quarta-feira. Também está com problemas em regressar à Terra.

A Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa (JAXA) tinha dito que a sonda Hayabusa "muito provavelmente" tinha conseguido recolher o material do asteróide Itokawa, a 290 milhões de quilómetros da Terra, no dia 26 de Novembro. Na altura pensava-se que a sonda tinha aterrado no asteróide por apenas um segundo, disparando dois pedaços metálicos de modo a libertar material para recolha numa espécie de chifre em forma de cone.

"Mas agora descobrimos que a possibilidade destas 'balas' não terem sido disparados é muito alta," disse um cientista da JAXA. "E por isso a possibilidade da Hayabusa ter falhado a recolha de material é também muito alta." Este cientista também acrescenta que a agência continua com uma pequena esperança que a sonda possa ter recolhido alguma poeira.

A razão para esta confusão parece vir do facto de, mesmo após a aterragem, a sonda automaticamente ter passado para o seu modo de segurança - onde todos os sistemas desnecessários foram desligados. Isto ocorreu depois de ter sofrido uma perda de combustível que a fez deslocar-se inesperadamente.

Por isso os controladores na Terra tiveram que trabalhar durante vários dias para retomar o controlo da sonda antes que pudessem fazer o "download" dos dados da aterragem. Esses mesmos dados sugerem agora que os chumbos não foram disparados.

Mesmo que algum material tenha conseguido ser recolhido durante a aterragem de dia 26 de Novembro - ou até mesmo antes, numa aterragem problemática a 20 de Novembro - um problema no motor da sonda poderá fazer com que não consiga deixar o asteróide até por volta do meio de Dezembro.

Se falhar essa janela, terá que esperar outros três anos até que a distância entre a Terra e o asteróide seja ideal para a viagem de regresso. Mas a bateria da sonda poderá não durar até lá.

Mesmo assim, os cientistas da missão continuam com a esperança de salvar a missão. "A Hayabusa está agora mantendo temporariamente a sua posição ideal para um disparo do motor de emergência," disse o funcionário da JAXA. "Não iremos perder esperança enquanto houver uma possibilidade."

A Hayabusa sofreu já outros problemas, incluindo a falha dos seus giroscópios que controlavam a estabilidade e a perda de um robot que se destinava a explorar o asteróide.

Foi lançada em Maio de 2003 com um orçamento de 90 milhões de Euros e está planeada regressar à Terra em Junho de 2007. Uma vez perto da Terra, a cápsula que contém as amostras do asteróide será libertada pela sonda e aterrará no deserto Australiano.

O asteróide foi formado há 4.6 mil milhões de anos atrás, na mesma altura que o Sistema Solar. Por isso, representa um "fóssil" geológio da época. As amostras também poderiam providencar informações acerca da composição e estrutura dos asteróides, o que poderia ser vital para quaisquer planos futuros de desviar um objecto celeste em rota de colisão com a Terra.

Links:

Notícias relacionadas:
Press release da JAXA
MSNBC
Geek.com
The Japan Times
ABC Science Online
Space Ref

Sonda Hayabusa:
JAXA
NASA
Universidade de Tohoku
Wikipedia

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arrow ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS thingy
     
Foto  
30 Dourado: A Zona da Tarântula - Crédito: S. Points et al., NOAO, AURA, NSF
A Nebulosa da Tarântula mede mais de 1,000 anos-luz de diâmetro - é uma gigante nebulosa de emissão na nossa galáxia vizinha, a Grande Nuvem de Magalhães. Dentro deste cósmico aracnídeo situa-se um jovem enxame central de massivas estrelas, catalogado como R136, cuja intensa radiação e fortes ventos têm ajudado a energizar o brilho nebular e a formar os filamentos. Neste espectacular mosaico a cores de imagens recolhidas pelo telescópio Curtis Schmidt no Observatório Inter-Americano de Cerro Tololo (CTIO) no Chile, outros jovens enxames estelares podem ser observados na nebulosa. Também de notar por entre a zona da Tarântula, várias nebulosas escuras, filamentos de gás, nebulosas de emissão compactas, alguns restos de supernovas quase esféricos, e áreas rodeando estrelas quentes conhecidas como superbolhas. O rico campo deste mosaico cobre uma área do céu com aproximadamente o tamanho da Lua Cheia na constelação do Hemisfério Sul, Dourado.
Ver imagem em alta-resolução
     
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  ESPAÇO ABERTO  
 

Observação astronómica, dia 14 de Janeiro de 2006, na açoteia do CCVAlg, às 21:30. Acesso pelo portão do jardim. Entrada gratuita.
Observação dependente das condições atmosféricas.

 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 13/12: 347º dia do  calendário gregoriano.
História: 
Em 1920, era medido o primeiro diâmetro estelar (Betelgeuse), por Francis Pease com um interferómetro no Mt. Wilson.
Observações: A chuva de meteoros Geminídeas deverá encontrar-se no seu máximo esta noite, embora a Lua quase Cheia interfira com o espectáculo.
Por falar em Lua, esta passa hoje muito perto do enxame aberto M45 (Plêiades), menos de meio grau por volta das 20:00.

Dia 14/12: 348º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1546 nasce Tycho Brahe. Nascido em Knudstrup, o astrónomo dinamarquês estabeleceu o primeiro observatório moderno e alterou muitas teorias Copernianas. Deu a Kepler o seu primeiro trabalho no campo.
Em 1962, a sonda americana Mariner 2 encontra Vénus e torna-se na primeira sonda interplanetária com êxito.

Dia 15/12: 349º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1911, Roald Amundsen escreve no seu diário o estranho comportamento do Sol no céu ao chegar ao Pólo Sul (possivelmente o primeiro grupo a alcançar qualquer um dos pólos).
Em 1965 as Gemini 6 e 7 realizam o seu primeiro encontro entre duas naves em órbita da Terra. Os astronautas da Gemini 6 eram Walter Schirra e Thomas Stafford, e os da Gemini 7 Frank Borman e James A. Lovell Jr.
Em 1970, a sonda soviética Venera 7 aterra em Vénus e torna-se na primeira sonda a transmitir dados de outro planeta. Embora esta transmissão tivesse durado apenas 23 minutos, possivelmente devido à sonda ter aterrado de lado por causa de uma avaria no seu pára-quedas, os sensores de temperatura e pressão confirmaram que a pressão à superfície do planeta era noventa vezes maior que na Terra e a temperatura era de mais de 475 graus centígrados.
Em 1984 era lançada a Vega 1 (missão para o planeta Vénus e Cometa Halley).
Observações: Lua Cheia (exactamente às 16:15).

 
 
  CURIOSIDADES:  
 
A primeira pessoa a descobrir um cometa com um telescópio foi Gottfried Kirch a 14 de Novembro de 1680.
 
 
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