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NOTÍCIAS ASTRONÓMICAS - N.º 191
27 de Dezembro de 2005
arrow MAIS LUAS E ANÉIS PARA URANO thingy

Astrónomos descobriram novos anéis e pequenas luas em torno de Urano, também notando surpreendentes mudanças nas órbitas dos satélites em torno do planeta gigante.


Posição dos novos satélites e anéis em torno de Urano.
Crédito: NASA

O Telescópio Espacial Hubble fotografou um par de anéis até à data desconhecidos. O maior tem duas vezes o diâmetro dos anéis já conhecidos. Os novos anéis estão tão distantes de Urano que estão até a ser chamados de "o segundo sistema anular" de Urano.

O Hubble também avistou dois pequenos satélites. Um partilha a sua órbita com um dos recém-descobertos anéis. Mais espectacular, de acordo com novos dados, as órbitas da família interior dos satélites de Urano mudaram significativamente na última década.

Colectivamente, as descobertas significam que Urano possui um sistema de corpos orbitais rápido, denso, dinâmico, e possivelmente instável.

"As novas descobertas demonstram dramaticamente que Urano tem um sistema de anéis e luas jovial e dinâmico," diz Mark Showalter do Instituto SETI. "Até agora, ninguém sabia que os anéis lá estavam, não estávamos à sua espera."

Dado que a poeira em tal órbita espera-se que se gaste ao espiralar, os anéis devem estar a ser refornecidos continuamente com material fresco. Showalter e seu colaborador Jack Lissauer do Centro de Pesquisa Ames da NASA, propõem que o anel exterior está a ser reabastecido por um satélite companheiro com 19 km, de nome Mab, observado pela primeira vez em 2003 usando o Hubble. Os impactos de meteoróides continuamente libertam material da superfície de Mab, e esta poeira espalha-se em forma de anel à volta de Urano.

Outras pequenas luas estão ligadas a anéis, incluindo Amalteia em Júpiter, Pan em Saturno, e Galateia em Neptuno.

O anel de Mab recebe uma transfusão fresca de material com cada impacto. Desta maneira, a natureza "balança as contas" ao manter o anel abastecido com novo material enquanto o mais antigo espirala para fora ou volta à lua (de acordo com a teoria).


Esta imagem é uma composição a cores a partir de curtas exposições, mostrando o disco de Urano com algumas características da sua atmosfera. Para a esquerda e direita da imagem do disco encontra-se uma combinação de imagens pancromáticas que mostram os anéis interiores de Urano; o mais brilhante é o anel Epsilon. O satélite Mab é visível como os oitos pontos adjacente para a direita do anel exterior no lado direito.
Crédito: NASA

Showalter e Lissauer mediram numerosas mudanças nas órbitas das luas interiores de Urano desde 1994.

"Isto parece ou ser um processo ao acaso ou um processo caótico, onde existe uma mudança contínua de energia e momento angular entre as luas," disse Lissauer. "As mudanças observadas ao longo dos últimos 10 anos são pequenas, mas o que se passa com o caos é que pequenas mudanças crescem exponencialmente com o tempo. Como resultado, isto sugere que o sistema é orbitalmente instável."

As luas poderão começar a colidir daqui a uns quantos milhões de anos, teoriza Lissauer.

Talvez a mais instável lua de todas seja o pequeno Cupido, cuja órbita o aproxima a 800 km da lua Belinda.

Showalter e Lissauer propõem que a sua descoberta de um segundo anel, que orbita mais próximo do planeta que o novo mais exterior, providencia mais provas da evolução cataclísmica do sistema. O anel orbita entre as luas mas não tem nenhum corpo visível que o reabastece de material.

"Este anel pode ser um sinal de uma cintura de corpos ainda por descobrir com alguns centímetros até alguns quilómetros de tamanho," disse Showalter. Ele propõe que os distúrbios de colisões de uma lua no passado de Urano possa ter produzido o anel de detritos que agora observam.

Links:

Notícias relacionadas:
Press release da NASA
New Scientist
Universe Today

Urano:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

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arrow ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS thingy
     
Foto  
O nascer da Terra - Crédito: Apollo 8, NASA
Em Dezembro de 1968, a tripulação da Apollo 8 foi da Terra à Lua e voltou. Frank Borman, James Lovell, e William Anders foram lançados no topo de um foguetão Saturno V a 21 de Dezembro, orbitaram a Lua dez vezes no seu módulo de comando, e regressaram à Terra a 27 de Dezembro. A impressionante lista de "primeiros" da Apollo 8 inclui: os primeiros humanos a viajar até à Lua, o primeiro voo tripulado do Saturno V, e a primeira fotografia da Terra a partir do espaço profundo. À medida que o módulo de comando da Apollo 8 orbitava o lado escuro da Lua, a tripulação observava o horizonte lunar e via a Terra nascer, devido ao movimento orbital da sonda. A famosa imagem que daqui resultou, da distante e azul Terra por cima do limbo lunar, foi um maravilhoso presente oferecido ao mundo.
Ver imagem em alta-resolução
     
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  ESPAÇO ABERTO  
 

Observação astronómica, dia 14 de Janeiro de 2006, na açoteia do CCVAlg, às 21:30. Acesso pelo portão do jardim. Entrada gratuita.
Observação dependente das condições atmosféricas.

 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 27/12: 361º dia do  calendário gregoriano.
História: 
Em 1571, nascia Johannes Kepler.
Observações: Com o Inverno no Hemisfério Norte já a caminho, Orionte encontra-se baixo a Este-Sudeste ao início da noite. Se estiver oculto por árvores ou prédios, para onde poderá vê-lo a emergir? Desenhe uma linha a partir das Plêiades até Aldebarã e continue para baixo; a linha aponta para a parte de Norte de Orionte.

Dia 28/12: 362º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1882, nascia Arthur Eddington, astrofísico que confirmaria a previsão de Einstein de encurvamento do espaço-tempo no célebre eclipse de 1919 observado na ilha de Príncipe (portuguesa nessa época). Foi quem desenvolveu o modelo da pulsação das cefeidas e trabalhou a par de Einstein na tentativa de unificação da forças fundamentais.
Observações: Se observar Saturno com telescópio esta noite, encontrará Titã, a sua maior e mais extraordinária lua, a quatro diâmetros anulares Oeste do planeta.

Dia 29/12: 363º dia do  calendário gregoriano.
Observações: A variável de longo período, T Columbae, deverá encontrar-se próximo do seu brilho máximo (7ª ou 8ª magnitudes) por volta desta data.

 
 
  CURIOSIDADES:  
 
A Lua tem sempre a mesma face virada para a Terra, o que faz com que muitas pessoas digam que a Lua não roda. O que de facto acontece é que o período de rotação da Lua é síncrono com o de translação, o que faz com que o observador da Terra veja sempre a mesma face da Lua; Se estivéssemos no exterior da órbita da Lua vê-la-íamos rodar dando exactamente uma volta em torno do seu eixo no mesmo tempo que dá uma volta em redor da Terra.
 
 
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