Banner
Fórum de Astronomia
menu Núcleo de Astronomia Observações astronómicas Arquivo das newsletters Fórum de Astronomia CCVAlg.pt
NOTÍCIAS ASTRONÓMICAS - N.º 198
20 de Janeiro de 2006
arrow NEW HORIZONS PARTIU thingy

A sonda New Horizons da NASA foi lançada com sucesso da Base da Força Aérea Norte-americana de Cabo Canaveral, na Flórida. A sonda foi transportada a bordo de um foguetão Atlas V e dirige-se agora para um encontro longínquo com Plutão: O encontro dar-se-á daqui a cerca de uma década.

À terceira vez foi de vez. Após duas tentativas consecutivas goradas durante a última semana, a primeira devido a ventos fortes e a segunda devido a um corte de electricidade no Laboratório de Física Aplicada da Universidade de Johns Hopkins em Laurel, que actualmente controla a nave, a missão está finalmente em andamento.


Lançamento do foguetão Atlas V que transporta a bordo a sonda New Horizons a caminho de um encontro com Plutão!
Crédito: NASA/KSC

O foguetão levantou oficialmente voo da Base da Cabo Canaveral, às 14h00 (hora local-EST) do dia 19 de Janeiro de 2006.

A nave segue a agora em direcção a Júpiter onde, em Fevereiro de 2007 sofrerá uma aceleração gravitacional provocada por este planeta que o dirigirá em direcção a Plutão. Após oito anos de viagem, a New Horizons chegará então a Plutão em Julho de 2015. Após observações próximas de Plutão e Caronte., a New Horizons dirigir-se-á em direcção a alguns objectos do Cinturão de Kuiper, dos quais recolherá dados entre 2016 e 2020.


Trajectória da New Horizons.
Crédito: NASA

Agora resta-nos esperar que comecem a chegar dados.

LINKS:
New horizons
Space.com
Plutão
Caronte

separator
 
arrow DESCOBERTA FONTE DE RADIAÇÃO DE ALTA-ENERGIA thingy

Os astrónomos localizaram uma fonte misteriosa de raios-X de alta energia e raios gama. A origem destas formas de radiação parece estar ligada a um enxame estelar pouco conhecido da Via Láctea. Este enxame encontra-se a 19,000 anos-luz da Terra e contém cerca de 20,000 estrelas, sendo a maioria delas jovens gigantes azuis.


Imagem de infravermelho da região da constelação do Escudo onde se encontra o enxame agora descoberto
Crédito: Don Figer et al./NASA/JPL-Caltech

Os astrónomos tinham conhecimento do enxame mas apenas recentemente tomaram consciência da quantidade de estrelas envolvidas.

No final da década de 1990 foram detectados raios-X de alta energia e raios gama provindos desta região do espaço, mas os astrónomos não tinham a certeza da fonte. Pensava-se que tivessem sido devidas às emissões de pulsares, emissões essas que surgem muitas vezes associadas às emissões no rádio.

No entanto, uma equipa de investigadores vem agora propôr que as explosões serão o resultado da explosão de supergigantes vermelhas do enxame, eventos a que é comum chamar supernovas.

Como suporte para a teoria utilizam o facto de neste enxame existirem neste momento 14 supergigantes vermelhas que deverão transformar-se em supernovas num futuro breve (à escala cósmica). As supergigantes vermelhas são estrelas extremamente massivas que no final da sua vida atingiram proporções gigantescas, muitas vezes maiores que a sua dimensão enquanto se encontravam na sequência principal.

A fase de supergigante vermelha dura apenas cerca de meio milhão a um milhão de anos, o que é um período muito pequeno em termos astronómicos. As supernovas passadas são difíceis de detectar pois embora quando expludam sejam muito brilhantes esse brilho dura apenas algumas semanas ou meses.

A razão pela qual este enxame tem sido negligenciado prende-se com o facto de se encontrar muita poeira interestelar da Via Láctea entre nós e o enxame.

"Este enxame não se encontra muito distante de nós mas existe uma grande quantidade de poeira entre ele e nós", disse Don Figer, um astrónomo do Space Telescope Science Institute em Baltimore "Nos comprimentos de onda do visível , as estrelas são tão fracas que nenhum telescópio consegue vê-las."

Foi por este motivo que foi utilizado o Telescópio Espacial Spitzer, que capta imagens no infravermelho e que consegue penetrar através da poeira do meio interestelar. As imagens do Spitzer permitiram ver o enxame com nitidez pela primeira vez.

Os resultados foram apresentados na 207.º reunião da American Astronomical Society em Washington.

LINKS:
Telescópio Espacial Spitzer
Space.com

separator
 
arrow ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS thingy
     
Foto  
Nebulosa de Orionte - Crédito: NASA, ESA, M. Robberto (STScI/ESA)
Poucas visões do Cosmos excitam tanto o nosso olhar como a Nebulosa de Orionte. Também conhecida por M42, a nebulosa é uma nuvem molecular situada a 1,500 anos-luz da Terra onde brilham estrelas muito jovens, que emergem agora deste berçário estelar. Esta imagem, construída usando imagens do Telescópio Espacial Hubble e do Telescópio de 2.2 m de La Silla, é a melhor imagem alguma vez feita desta nebulosa. Em dimensão aparente a imagem é da dimensão da Lua Cheia. Considerando esta distância, a Nebulosa de Orionte terá 13 anos-luz de diâmetro.
Ver imagem em alta-resolução
     
separator
 
  ESPAÇO ABERTO  
 

Observação astronómica, dia 18 de Fevereiro de 2006, na açoteia do CCVAlg, às 21:30. Acesso pelo portão do jardim. Entrada gratuita.
Observação dependente das condições atmosféricas e das obras no Centro Ciência Viva.

 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 20/01: 20º dia do  calendário gregoriano.
História: Simon Mayr nasceu em 1573. Observou as luas de Júpiter quase ao mesmo tempo que Galileu e deu-lhes os nomes gregos que usamos hoje em dia.
Em 1930 nascia Buzz Aldrin. O seu primeiro voo espacial foi a Novembro de 1966 como co-piloto da missão Gemini 12, quando atingiu um recorde de 5 horas e meia num passeio espacial. A Julho de 1969, como parte da missão lunar Apollo 11, torna-se no segundo homem a pisar a Lua. Os seus companheiros na missão eram Michael Collins e Neil Armstrong.
Observações: Aproveite a noite para observar a Nebulosa de Orionte.

Dia 21/01: 21º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2004, a sonda MER-A da NASA (como o rover Spirit) perdia o contacto com a Terra. O problema viria a ser resolvido à distância a 6 de Fevereiro.
Observações: Às 22h (hora local), Espiga está 0,6º S da Lua.

Dia 22/01: 22º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 2003 ocorria o último contacto com a sonda Pioneer 10.
Observações: Às 15h (hora local) a Lua atinge o Quarto Minguante.

Dia 23/01: 23º dia do  calendário gregoriano.
Observações: Às 20h (hora local), Júpiter 5º N da Lua.

 
 
  CURIOSIDADES:  
 
A temperatura na Lua varia entre os 123º C e os -233º C.
 
 
Fórum de Astronomia
 
  PERGUNTE AO ASTRÓNOMO:  
 
Tem alguma dúvida sobre Astronomia no geral que gostaria de ver esclarecida? Pergunte-nos! Tentaremos responder à sua questão da melhor maneira possível.
 
 
Download Firefox! Download Thunderbird! 
Este é um boletim informativo. Por favor, não responda ao e-mail.
Compilado por: Miguel Montes e Alexandre Costa
Consulte o nosso sítio em: http://www.ccvalg.pt/astronomia
Para sair da nossa lista, carregue aqui.
Ccvalg.pt