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NOTÍCIAS ASTRONÓMICAS - N.º 199
24 de Janeiro de 2006
arrow CIENTISTAS ABREM CÁPSULA DA STARDUST thingy

Cientistas em Houston, Texas, ficaram "excitados e espantados" depois de abrir a cápsula Stardust que trouxe do espaço amostras de pó cometário.

O líder científico da agência espacial americana disse que existem "mais de um milhão" de partículas de material no reservatório da cápsula.


O primeiro olhar ao reservatório de aerogel da Stardust.
Crédito: NASA

A sonda Stardust libertou a cápsula enquanto passava pela Terra depois de uma viagem de 4.6 mil milhões de quilómetros.

A nave em forma de disco aterrou no deserto do Utah no Domingo passado.

As partículas cometárias e a poeira interestelar que alberga são as primeiras enviadas à Terra; os cientistas dizem que com isso aprofundar-se-á as origens do Sistema Solar.

O reservatório, selado dentro da uma concha protectora, foi aberto depois de ter sido movido para o Centro Espacial Johnson da NASA.

A Stardust regressou à Terra depois de uma missão de sete anos com o objectivo de recolher partículas do Cometa Wild-2 e amostras de poeira interestelar que viajam até ao Sistema Solar vindas de outras partes da Galáxia.

O cometa data da formação do Sistema Solar há aproximadamente 4.6 mil milhões de anos.

"Excedeu todas as nossas expectativas," disse Donald Brownlee, professor de Astronomia da Universidade de Washington, líder principal do projecto Stardust.

"É um enorme sucesso. Conseguimos ver imensos impactos. Existem grandes, e existem pequenos."

O professor Brownlee calcula que possam haver mais de um milhão de partículas microscópicas de poeira embebidas no aerogel da Stardust.

"O aerogel é um material espantoso que é praticamente composto por 99.9% de espaço vazio, reduzindo drasticamente o stress do impacto nas partículas", disse.

As marcas em forma de cenoura de partículas bem maiores são visíveis no aerogel a alguns centímetros de distância, acrescenta, e em alguns dos registos, a poeira escura do cometa é visível no limite.


Dois grandes impactos das partículas no aerogel são aqui bem vísveis.
Crédito: NASA

Um desses, diz, "é grande o suficiente para tocar com o dedo mínimo."

O professor Brownlee disse que a missão já tem os seus primeiros resultados científicos: a primeira partícula cometária que a equipa estudou veio-se a revelar um grão de mineral.

"Tem havido muita discussão sobre se os cometas contêm minerais ou vidro ou água," disse aos jornalistas numa conferência de imprensa no Centro Espacial Johnson.

O co-investigador da Stardust, Mike Zolensky, afirma que alguns dos impactos podem ter sido de grãos contendo gelo, e que alguma dessa água gelada pode ainda estar no aerogel.

"Já detectámos locais onde as partículas entraram e explodiram. Podemos ver pequenos grãos curvando-se em todas as direcções a partir da cavidade. Isso pode ser uma partícula gelada e de poeira onde a água evaporou," disse o Dr. Zolensky.

"O aerogel combina-se com a água e se nos livrarmos dele e a secarmos, nem toda a água desaparece. Alguma fica para trás, colada ao aerogel. É possível que alguma água cometária esteja alojada nos interiores das cavidades em torno desses grandes impactos."


Partícula cometária embutida no aerogel da Stardust.
Crédito: NASA

Cerca de 150 cientistas de todo o mundo irão ter uma hipótese de levar a cabo análises preliminares do conteúdo.

"Uma parte muito importante do estudo dos grãos cometários é o estudo da sua orgânica. Sabemos que os cometas contêm compostos orgânicos abundantes e água abundante. Não temos é certeza sobre quais os tipos lá presentes," disse Mike Zolensky.

"Mas pensamos que a maioria da orgânica e água da Terra - a maioria das moléculas nos nossos corpos - veio dos cometas."

Está a ser pedido a membros do público em geral o estudo dos milhões de imagens do gel para melhor localizar as posições precisas das pequeníssimas partículas de poeira interestelar.

O projecto, conhecido como Stadust@home, foi elaborado por cientistas na Universidade da Califórnia em Berkeley. Os voluntários irão ser capazes de aceder às imagens a partir de um "microscópio virtual" on-line.

Links:

Notícias relacionadas:
LA Times
Xinhua
National Geographic
Reuters
MSNBC
Spaceflight Now
ABC News
Universe Today

Stardust:
Página da NASA
Wikipedia
Stardust@Home

Cometa Wild 2:
NASA
Wikipedia

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arrow ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS thingy
     
Foto  
Bactéria D. rad: Candidatos a astronautas - Crédito: Michael Daly (Uniformed Services University of the Health Sciences), DOE
Estas bactérias poderiam sobreviver noutro planeta. Num laboratório aqui na Terra, a Deinococcus radiodurans (D. rad) pode sobreviver a níveis extremos de radiação, temperaturas extremas, desidratação, e exposição a químicos genotóxicos. Surpreendentemente, até têm a capacidade de reparar o seu próprio DNA, normalmente em 48 horas. Conhecidas como extremófilas, bactérias como a D. rad são de interesse para a NASA em parte porque poderão ser utilizadas para ajudar os astronautas a sobreviver noutros mundos. Um recente mapa do DNA da D. rad poderá permitir aos biólogos aumentar as suas capacidades de sobrevivência com a habilidade de produzir medicina, água limpa e oxigénio. Já foram alteradas geneticamente para ajudar a limpar derrames de mercúrio tóxico. Provavelmente uma das formas de vida mais antigas, a D. rad foi descoberta por acidente nos anos 50 quando cientistas investigando técnicas de preservação alimentar não a conseguiam matar facilmente.
Ver imagem em alta-resolução
     
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  ESPAÇO ABERTO  
 

Observação astronómica, dia 18 de Fevereiro de 2006, na açoteia do CCVAlg, às 21:30. Acesso pelo portão do jardim. Entrada gratuita.
Observação dependente das condições atmosféricas e das obras no Centro Ciência Viva.

 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 24/01: 24º dia do  calendário gregoriano.
História: 
Em 1882, nascia o astrónomo solar americano Harold Babcock. Propôs que o ciclo das manchas solares era resultado da rotação e do campo magnético do Sol.
Em 1986, voo rasante da Voyager 2 por Urano. Obteve imagens nítidas de cada uma das cinco grandes luas de Urano: Miranda, Ariel, Umbriel, Titânia e Oberon (conhecidas antes do encontro, depois descobre dez novas). O metano, que absorve a luz vermelha, foi descoberto na atmosfera superior do planeta, o que explica a cor azul-esverdeada de Urano.
Observações: Procure Antares perto da Lua, antes do amanhecer de Quarta.

Dia 25/01: 25º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1736 nascia Joseph Louis Lagrange, famoso matemático francês que fez importantes contribuições para o campo da mecânica celeste.
Em 2000, lançamento da sonda Clementine, com destino à Lua.
Observações: Vénus é bem visível antes do nascer-do-Sol, embora baixo. Procure-o para a esquerda da fina Lua nas manhãs de Quinta e Sexta.

Dia 26/01: 26º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1978 o satélite "International Ultraviolet Explorer" (IUE) é lançado para uma órbita geosíncrona. Durante os anos de operação, enviou 104,470 imagens de alta e baixa resoluções de 9600 fontes astronómicas de todas as classes de objectos celestes na banda ultravioleta entre 1150-3350 Å. O satélite foi desligado a 30 de Setembro de 1996.

 
 
  CURIOSIDADES:  
 
Se morássemos em Neptuno, nunca tínhamos um aniversário, pois um ano é o tempo que um planeta leva para dar a volta ao Sol, e Neptuno leva 165 anos terrestres para fazer essa trajectória.
 
 
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