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NOTÍCIAS ASTRONÓMICAS - N.º 204
14 de Fevereiro de 2006
arrow SPITZER DESCOBRE PISTAS DE MEGA-SISTEMAS ESTELARES thingy


Planetas podem estar a formar-se em estrelas até 70 vezes a massa do Sol.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/R. Hyrt/SSC

(clique na imagem para ver versão maior)

De acordo com observações do Telescópio Espacial Spitzer da NASA, discos de poeira parecem rodear duas estrelas de massa extrema que cobrem as suas vizinhanças por uma poderosíssima radiação. Esta descoberta oferece provas que sugerem que os planetas se possam formar nestes ambientes violentos.

Pensa-se que os planetas se formem gradualmente a partir de colisões de aglomerados de poeira em discos de gás e poeira em torno das estrelas. A maioria dos discos de acreção descobertos até agora situam-se em torno de estrelas de tamanho semelhante ao do Sol. Mas agora, cientistas liderados por Joel Kastner do Instituto de Tecnologia Rochester em Nova Iorque, EUA, descobriram discos de poeira que parecem rodear duas estrelas hipergigantes, dúzias de vezes mais massivas que o Sol.

Isto é surpreendente porque a intensa radiação de tais massivas estrelas pensava-se que afastaria qualquer poeira antes de se conseguirem unir para formar planetas, diz a equipa. "Os nossos dados sugerem que o processo de formação planetária pode ser mais forte do que pensávamos," diz Kastner. Isto coincide com cálculos prévios que mostram que a radiação de estrelas massivas pode até ajudar no processo de formação planetária em torno de estrelas pequenas vizinhas.

Os discos em torno de duas estrelas massivas, de nome R66 e R126, têm uma massa 30 e 70 vezes a do Sol, respectivamente. Ambas as estrelas estão situadas na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite da Via Láctea.

Ambos os discos contêm partículas tipo-areia, mas o Spitzer não foi capaz de determinar se os discos também possuem corpos maiores, tais como cometas ou planetas. As estrelas são tão massivas, no entanto, que se espera que gastem o seu combustível nuclear e expludam em supernovas daqui a poucos milhões de anos, provavelmente destruíndo quaisquer planetas que lá possam existir.

"Não sabemos se planetas como os do Sistema Solar são capazes de se formar em ambientes altamente energéticos e dinâmicos como os destas estrelas, mas se puderem, a sua existência será curta e bastante excitante," diz o membro da equipa Charles Beichman, do JPL da NASA e do Instituto de Tecnologia da Califórnia, ambos em Pasadena, EUA.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (press release)
Spitzer (press release)
SPACE.com
Universe Today
PhysOrg.com
EurekAlert!
Artigo do Astrophysical Journal (requer subscrição)
Artigo PDF sobre o Espectro da hipergigante R126

Telescópio Espacial Spitzer:
Página oficial
Wikipedia

Hipergigantes:
Wikipedia
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arrow ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS thingy
     
Foto  
O coração de NGC 346 - Crédito: Y.Nazé (Université de Liège) et al., CXC, NASA
Sim, é dia dos Namorados (!) e ao olhar para o enxame estelar NGC 346 na nossa galáxia vizinha, a Pequena Nuvem de Magalhães, os astrónomos notaram esta nuvem de gás quente em forma de coração, emitindo raios-X na região central do enxame. Esta imagem de cores-falsas do Observatório Chandra também mostra uma poderosa fonte de raios-X mesmo por cima da nuvem em forma de coração que corresponde a HD 5980, um espantoso sistema binário que se situa dentro do enxame. Sabe-se que HD 5980 por vezes atravessa dramáticas variações no seu brilho, quando em 1994 brevemente superou o brilho de todas as outras estrelas na Pequena Nuvem de Magalhães, e é parecida com a estrela luminosa, eruptiva e variável Eta Carinae da nossa própria Via Láctea. Medindo aproximadamente 100 anos-luz, a nuvem em forma de coração de NGC 346 é provavelmente o resultado de uma antiga explosão de supernova. Alternativamente, poderá também ter sido produzida durante erupções passadas do sistema HD 5980, análogo à nebulosa associada com Eta Carinae.
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  ESPAÇO ABERTO  
 

A próxima observação da iniciativa "Espaço Aberto 2005/2006" estava planeada para o dia 18 de Fevereiro. Infelizmente, devido às obras de renovação do espaço do Centro Ciência Viva do Algarve, esta observação não se poderá realizar, ficando a data sem efeito. A próxima observação planeada será então no dia 11 de Março  de 2006 (por confirmar).

 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 14/01: 45º dia do  calendário gregoriano.
História: 
Em 1898, nascia Fritz Zwick, o primeiro a identificar as supernovas como uma classe separada de objectos e a sugerir a possibilidade das estrelas de neutrões; Zwicky também catalogou galáxias em enxames e desenhou motores a jacto.
Em 1990, as câmaras da Voyager 1 apontaram para o Sol e tiraram uma série de imagens da estrela e dos planetas, fazendo o primeiro "retrato" do nosso Sistema Solar visto de fora.
Em 2000, a sonda NEAR torna-se na primeira a orbitar um asteróide, 433 Eros.
Observações: Como é dia de S. Valentim, aproveite a noite para estar com a(o) sua(eu) namorada(o) e observar os céus. É um ambiente bem romântico.

Dia 15/01: 46º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1564 nascia Galileu Galilei, um dos astrónomos mais famosos de sempre. Foi o primeiro a utilizar o telescópio para observar os céus, observando as manchas solares e também os satélites de Júpiter.
Em 1828 nascia Júlio Verne. Durante a sua vida escreveu 54 obras relacionadas com a ficção científica.
Em 1999, lançamento do IKONOS 2 Athena 2.
Observações: Um sinal que a Primavera vem a caminho: ao princípio da Noite a Ursa Maior está bem para Nordeste, estando em pé pela sua "pega".

Dia 16/01: 47º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1786 nascia François Arago, cientista pioneiro na natureza da onda da luz e o inventor do polarómetro e outros instrumentos ópticos. A sua teoria da luz previa que a velocidade da luz decresceria ao passar por um meio mais denso.
Em 1948 é descoberta a lua de Urano Miranda, por Gerard Kuiper.
Observações: As Plêiades (M45) e Marte fazem um bom conjunto binocular (2.24º de separação).

 
 
  CURIOSIDADES:  
 
As nebulosas planetárias são bolhas de gás em expansão emitidas por uma estrela de massa solar no final da sua vida e nada têm a ver com sistemas planetários de estrelas.
 
 
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