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NOTÍCIAS ASTRONÓMICAS - N.º 216
28 de Março de 2006
arrow PRIMEIRAS IMAGENS DA MRO thingy


Este mosaico foi registado a uma altitude de 2,489 km. Cobre uma área de 49.8 km de comprimento e 23.6 de largura.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona

A mais poderosa câmara alguma vez enviada para o espaço transmitiu a sua primeira fornada de detalhadas imagens de teste do Planeta Vermelho.

A câmara HiRISE (High Resolution Imaging Science Experiment) a bordo da Mars Reconnaissance Orbiter da NASA, enviou quatro fotos na Sexta-feira passada. Esta pode tirar imagens de 40,000 por 20,000 pixeis (cerca de 800 megapixeis) através do seu telescópio de 0.5 metros (20 polegadas).

"Estamos a ver detalhes sem precedentes - coisas que nunca vimos antes," diz o membro da equipa Chris Okubo num blog mantido por Loretta McKibben, pertencente à equipa da HiRISE.

"Estou muito feliz!" diz o principal investigador Alfred McEwen no blog. Ele descreve as imagens como "detalhadas, nítidas e espantosas".

A NASA anunciou a primeira imagem, um mosaico de 10 imagens, tirada de uma altitude de 2500 km acima das terras altas a meia latitude do hemisfério sul. É visível uma cratera antiga perto do centro, com canais de ambos os lados bem como crateras mais pequenas e com limites mais delineados e dunas. Em certos locais, a paisagem é coberta por uma camada mais jovem de detritos, enquanto que noutros parece que algum do manto escapou como gás.

A NASA diz que a imagem "ilustra processos que poderão ter envolvido água, tanto no passado de Marte (canais e crateras desgastadas) como muito mais recentemente (o jovem manto de detritos)."

A agência espacial também anunciou uma imagem de alta-resolução de uma das imagens do mosaico, mostrando o nível de detalhe capturado pela câmara. Esta resolução irá aumentar à medida que a sonda se aproxima da superfície marciana.


Imagem de alta-resolução da área marcada pela caixa branca na imagem de cima.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona

Na sua "órbita científica" final, a sonda irá circular o planeta a uma distância de 255 a 320 km de altitude. A partir daí, a equipa espera que a HiRISE capture detalhes da superfície com menos de um metro.

A sonda MRO entrou em órbita de Marte a 10 de Março depois de completar uma viagem de quase sete meses e 500 milhões de quilómetros. Com a capacidade de enviar dados 10 vezes mais depressa que qualquer prévia missão a Marte, a MRO está desenhada para transmitir mais dados científicos do Planeta Vermelho que todas as outras missões combinadas.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Sky & Telescope
SPACE.com
Universe Today
The Register
Aljazeera
BBC News
Reuters
Discovery Channel
Space Ref

MRO:
Página oficial da NASA
Página oficial do JPL
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
Google Mars

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arrow ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS thingy
     
Foto  
Sismos lunares - Crédito: Neil Armstrong, Apollo 11 Crew, GRIN, NASA
Porque existem tantos sismos lunares? Uma reanálise recente de sismómetros deixados na Lua pelas missões Apollo revelaram um surpreendente número de sismos ocorrendo a menos de 30 km da superfície. De facto, 28 sismos foram detectados em dados registados entre 1972 e 1977. Estes sismos lunares não eram fortes o suficiente para mover móveis, mas as duras rochas lunares continuaram a vibrar durante muitos minutos, significativamente mais tempo que os terramotos de rochas macias da Terra. A causa para estes sismos permanece desconhecida, com uma hipótese explicando que derrocadas em crateras provoquem as vibrações. Mesmo sem se conhecer a fonte, os futuros edifícios lunares deverão ser construídos de modo a aguentarem vibrações frequentes. Na imagem do lado, o astronauta da Apollo 11, Buzz Aldrin, situa-se ao lado de um sismómetro lunar, olhando para o módulo de aterragem.
Ver imagem em alta-resolução
     
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  ESPAÇO ABERTO  
 

Observação astronómica, dia 22 de Abril de 2006, na açoteia do CCVAlg, às 21:30. Acesso pelo portão do jardim. Entrada gratuita.
Observação dependente das condições atmosféricas e das obras no Centro Ciência Viva.

 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 28/03: 87º dia do  calendário gregoriano.
História: 
Em 1749 nascia Pierre Laplace, matemático que inventou o sistema métrico e hipótese nebular para a origem do Sistema Solar.
Em 1993 foi descoberto um resto de supernova na galáxia M81 (Ursa Maior), pelo astrónomo amador espanhol Francisco Garcia Diaz.
Observações: Espere pelas 22:00 esta semana e poderá já observar Vega, a "estrela de Verão", já subindo a Nordeste.

Dia 29/03: 88º dia do  calendário gregoriano.
História: 
Em 1807, Vesta, o asteróide mais brilhante, e o único que por vezes pode ser visto a olho nu, é descoberto por Olbers.
Em 1974, primeiro voo rasante da sonda Mariner 10 por Mercúrio.
Observações: Lua Nova (exactamente às 10:15). Eclipse total do Sol, parcial em Portugal (entre as 10:10 e as 12:00).

Dia 30/03: 89º dia do  calendário gregoriano.
Observações: Aproveite a noite para observar o Senhor dos Anéis, Saturno.

 
 
  CURIOSIDADES:  
 
Alguns pássaros utilizam as estrelas para se orientarem durante a sua migração.
 
 
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