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16/01 a
19/01/2026

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Astroboletim #2281

 

O Webb oferece um olhar sem precedentes sobre o coração da Galáxia do Compasso

A Galáxia do Compasso, uma galáxia a cerca de 13 milhões de anos-luz de distância, contém um buraco negro supermassivo ativo que continua a influenciar a sua evolução. Pensava-se que a maior fonte de luz infravermelha da região mais próxima do buraco negro eram os fluxos de matéria superaquecida que eram projetados para fora. Agora, novas observações do Telescópio Espacial James Webb da NASA, vistas aqui com uma nova imagem do Telescópio Espacial Hubble da NASA, fornecem evidências que invertem esta ideia, sugerindo que a maior parte do material quente e poeirento está, de facto, a alimentar o buraco negro central.

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Noites Astronómicas em Faro

O Centro Ciência Viva do Algarve irá realizar, em conjunto com o Centro Ciência Viva de Tavira, uma sessão de observação da Lua na seguinte data e local:
Dia: 27 de janeiro de 2026
Hora: 19:00
Local: Parque de Lazer das Figuras, frente ao Fórum Algarve

A atividade é gratuita e não sujeita a marcação. A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas. Participe!

Informações: +351 289 890 920 | info@ccvalg.pt

 

Almanaque do espaço e do tempo

Dia 16/01: 16.º dia do calendário gregoriano 

NESTE DIA ACONTECEU...

• A estrela de magnitude zero, Capella, bem alta no céu, e a igualmente brilhante estrela Rigel no pé de Orionte, têm quase a mesma ascensão reta.

• Isto significa que atravessam o meridiano do céu do observador quase exatamente à mesma hora: por volta das 22 horas, dependendo de quão para este ou oeste o observador vive.

• Assim sendo, sempre que Capella passa na sua posição mais alta, Rigel assinala sempre o sul verdadeiro, e vice-versa.

 

Dia 17/01: 17.º dia do calendário gregoriano 

NESTE DIA ACONTECEU...

• Se o seu céu for razoavelmente escuro, rastreie o arco da Via Láctea pelo céu.

• Ao início da noite, a partir do horizonte a oeste-noroeste, sobe através da constelação de Cisne, mais para cima e para a direita passando pela ténue constelação de Cefeu, depois por Cassiopeia, a norte, seguidamente para a direita e para baixo, passando por Perseu e por Cocheiro, descendo entre os pés de Gémeos e a "moca" de Oríon, até ao horizonte a este-sudeste entre Procyon e Sirius.

 

Dia 18/01: 18.º dia do calendário gregoriano 

NESTE DIA ACONTECEU...

• Lua Nova, pelas 19:53.

• Júpiter passa muito perto da estrela Delta Geminorum (Wasat), de magnitude 3,5 (esta ilustração mostra o céu a este, pouco depois do cair da noite).

• Os dois astros vão estar o mais perto entre si nas noites de 18 e 19 de janeiro, separados por menos de 0,5º.

 

Dia 19/01: 19.º dia do calendário gregoriano 

NESTE DIA ACONTECEU...

• Sirius brilha intensamente, após a hora de jantar, para baixo de Oríon a sudeste. Por volta das 21 horas, dependendo da localização do observador, Sirius está situada precisamente para baixo da incandescente estrela Betelgeuse, que está situada no ombro do Caçador. Quão precisamente consegue determinar a hora deste evento, talvez julgando contra o lado vertical de um edifício?

• Das duas, Sirius "lidera" ao início da noite. Betelgeuse "lidera" mais tarde.

 

Nascido na luz, em rumo à escuridão

O que sabemos sobre o nascimento de um buraco negro tem-se alinhado tradicionalmente com a nossa perceção dos próprios buracos negros: escuros, misteriosos e assustadoramente silenciosos, apesar da sua massa e influência. Nascem do colapso gravitacional final de estrelas massivas com várias dezenas de vezes a massa do nosso Sol que, ao contrário das estrelas menos massivas, não produzem brilhantes explosões de supernova. Ou, pelo menos, era o que os astrónomos pensavam anteriormente, porque ninguém tinha observado em tempo real o colapso de uma estrela massiva que conduzisse a uma supernova e formasse um buraco negro.

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Astrónomos surpreendidos por onda de choque misteriosa em torno de estrela morta

O gás e a poeira ejetados pelas estrelas podem, nas condições certas, colidir com o meio circundante e criar uma onda de choque. Com o auxílio do VLT do ESO, os astrónomos capturaram imagens de uma onda de choque em torno de uma estrela morta - uma descoberta que os deixou intrigados. Segundo todos os mecanismos conhecidos, a pequena estrela morta RXJ0528+2838 não deveria ter este tipo de estrutura em seu redor. A descoberta, tão enigmática quanto impressionante, desafia a nossa compreensão de como as estrelas já mortas interagem com o meio que as rodeia.

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Também em destaque

Avistado um buraco negro "renascido" em erupção como um "vulcão cósmico" (via Real Sociedade Astronómica)
Um dos retratos mais vívidos da atividade de um buraco negro "renascido" - comparado à erupção de um "vulcão cósmico" que se estende por quase um milhão de anos-luz através do espaço - foi captado numa gigantesca galáxia no rádio. A cena dramática foi revelada quando os astrónomos viram o buraco negro supermassivo no coração de J1007+3540 reiniciar a sua emissão de jatos após quase 100 milhões de anos de silêncio. As imagens de rádio revelaram a galáxia presa numa luta caótica entre os novos jatos do buraco negro e a pressão esmagadora do enorme enxame de galáxias em que reside.

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Webb deteta inesperado talento para produzir poeira em análogos do Universo primordial (via NASA)
Utilizando o Telescópio Espacial James Webb da NASA, os astrónomos detetaram dois tipos raros de poeira na galáxia anã Sextans A, uma das galáxias quimicamente mais primitivas perto da Via Láctea. A descoberta de poeira metálica de ferro e de carboneto de silício (SiC) produzida por estrelas envelhecidas, juntamente com pequenos aglomerados de moléculas à base de carbono, mostra que, mesmo quando o Universo tinha apenas uma fração dos elementos pesados atuais, as estrelas e o meio interestelar podiam forjar grãos de poeira sólidos. Esta investigação com o Webb está a reformular as ideias sobre como as primeiras galáxias evoluíram e desenvolveram os blocos de construção dos planetas.

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Álbum de fotografias

A Nebulosa do Retângulo Vermelho, pelo Hubble

(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASA, ESA, Hubble; processamento - Judy Schmidt

Como foi criada a invulgar nebulosa do Retângulo Vermelho? No centro da nebulosa está um sistema binário envelhecido que certamente alimenta a nebulosa, mas que mesmo assim não explica as suas cores. A forma invulgar do Retângulo Vermelho deve-se provavelmente a um espesso toro de poeira que "aperta" o fluxo (que de outra forma seria esférico) em formas de cone que se tocam nas pontas. Como vemos o toro de lado, os limites das formas cónicas parecem formar um X. Os "degraus" distintos sugerem que o fluxo ocorre ao pára-arranca. No entanto, as cores invulgares da nebulosa não são tão bem compreendidas, e especula-se que são parcialmente fornecidas por moléculas de hidrocarbonetos, moléculas estas que podem ser blocos de construção para vida orgânica. A nebulosa do Retângulo Vermelho situa-se a cerca de 2300 anos-luz de distância, na direção da constelação do Unicórnio. A nebulosa é vista aqui em grande pormenor como uma imagem reprocessada do Telescópio Espacial Hubble. Dentro de alguns milhões de anos, à medida que uma das estrelas centrais for ficando sem combustível nuclear, a nebulosa do Retângulo Vermelho irá provavelmente transformar-se numa nebulosa planetária.

 
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