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30/01 a
02/02/2026

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Astroboletim #2285

 

Webb olha mais para trás no tempo

O Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA superou-se mais uma vez, cumprindo a sua promessa de empurrar os limites do Universo observável para mais perto da aurora cósmica com a confirmação de uma galáxia brilhante que existiu 280 milhões de anos após o Big Bang.

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Almanaque do espaço e do tempo

Dia 30/01: 30.º dia do calendário gregoriano 

NESTE DIA ACONTECEU...

• A Lua brilha por entre Júpiter, Pollux e Castor esta noite. É essa a ordem do seu brilho, do mais brilhante para o mais fraco.

• Caso tenha acesso a equipamento fotográfico, consegue tirar uma foto que mostre todo estes astros, apesar da sua grande diferença de brilho? A dificuldade em fazer isto demonstrará a vasta gama dinâmica que a retina humana tem, sem que nos apercebamos disso.

• Apesar do luar, é possível observar o Grande Quadrado de Pégaso a descer a oeste, apoiado num canto, com o mais brilhante planeta Saturno para baixo e para a sua esquerda. Entretanto, a Ursa Maior sobe a norte-nordeste, apoiada, no seu caso, na extremidade da "pega" da sua "frigideira".

 

Dia 31/01: 31.º dia do calendário gregoriano 

NESTE DIA ACONTECEU...

• Ao cair da noite, a Lua brilha para baixo e para a esquerda de Júpiter, e para baixo e para a direita das estrelas Pollux e Castor.

• Com o avançar da noite, o nosso satélite natural fica diretamente para a esquerda dos outros três astros.

 

Dia 01/02: 32.º dia do calendário gregoriano 

NESTE DIA ACONTECEU...

• Lua Cheia. Exatamente Cheia às 22:10, pelo que nasce alguns minutos antes do pôr-do-Sol. E, também, quase na direção precisamente oposta da posição do Sol no horizonte.

• A escuridão da noite revelará que a Lua se encontra para cima e para a direita (oeste) da "foice" de Leão. À meia-noite, a cena terá girado de modo que a Lua esteja diretamente para a direita da "foice".

 

Dia 02/02: 33.º dia do calendário gregoriano 

NESTE DIA ACONTECEU...

• Esta noite, a Lua está situada logo para cima da estrela Régulo, de Leão.

• Com o avançar da noite, note que o nosso satélite natural se vai aproximando de Régulo.

• A maior aproximação entre os dois astros ocorre às 02:48 (já de dia 3), separados por apenas 0,2º (distância angular entre a estrela e o início do disco da Lua).

 

Uma Terra gelada?

Uma equipa internacional identificou o candidato a exoplaneta HD 137010 b, um mundo rochoso um pouco maior que a Terra à volta de uma estrela parecida com o Sol, a ~146 anos-luz. Pode ter um período orbital semelhante ao da Terra e estar na orla exterior da zona habitável. Contudo, recebe pouca luz e calor, podendo ter temperaturas muito baixas, exigindo observações futuras para confirmar a sua natureza. 

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1400 objetos peculiares encontrados no arquivo do Hubble

Astrónomos usaram inteligência artificial para analisar quase 100 milhões de imagens do arquivo do Telescópio Espacial Hubble, encontrando cerca de 1400 objetos anómalos, mais de 800 nunca antes documentados. As descobertas incluem galáxias em fusão, lentes gravitacionais e formas invulgares, e várias dúzias de objetos que não se encaixam nas classificações atuais, demonstrando o potencial da IA na exploração de dados astronómicos. 

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Também em destaque

Telescópios da NASA detetam um enxame surpreendentemente madura no Universo primitivo (via Chandra/Harvard)
Uma nova descoberta capta o momento cósmico em que um enxame de galáxias - entre as maiores estruturas do Universo - começou a reunir-se apenas cerca de mil milhões de anos após o Big Bang, um ou dois mil milhões de anos antes do que se pensava ser possível. Este resultado, obtido com o Observatório de raios X Chandra da NASA e com o Telescópio Espacial James Webb, levará os astrónomos a repensar quando e como se formaram as maiores estruturas do Universo. Os resultados foram descritos num artigo científico publicado na revista Nature.

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Juno mede a espessura da camada de gelo de Europa (via NASA)
Dados da missão Juno da NASA forneceram novos conhecimentos sobre a espessura e a estrutura subsuperficial da concha gelada que envolve a lua Europa de Júpiter. Utilizando o MWR (Microwave Radiometer) da nave espacial, os cientistas da missão determinaram que a espessura média da camada é de cerca de 29 quilómetros na região observada durante o "flyby" por Europa pela Juno em 2022. A medição da Juno é a primeira a discriminar entre modelos de camada fina e grossa que sugeriram que esta concha de gelo tem uma espessura de menos de um quilómetro a dezenas de quilómetros.

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A estrela massiva WOH G64 ainda é uma supergigante vermelha (via Universidade de Keele)
Uma equipa internacional de astrónomos resolveu um mistério cósmico de longa data em torno de uma das estrelas mais extremas alguma vez observadas. A estrela, conhecida como WOH G64, está localizada na Grande Nuvem de Magalhães - uma galáxia satélite da Via Láctea - e há muito que é considerada como a supergigante vermelha mais luminosa, mais fria e mais poeirenta dessa galáxia. Espera-se que estas estrelas massivas terminem as suas vidas em explosões dramáticas de supernova de colapso do núcleo.

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Álbum de fotografias

NGC 55: Uma Galáxia de Nebulosas

(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Wolfgang Promper, texto - Oretay Kayali (MTU)

Será que é possível ver nebulosas noutras galáxias? Sim, algumas nebulosas brilham o suficiente - se soubermos como olhar. As nuvens de hidrogénio e oxigénio emitem luz com cores muito específicas e, ao isolá-las, os astrónomos e os astrofotógrafos podem revelar estruturas que, de outra forma, seriam demasiado ténues para serem visíveis. Esta exposição profunda de 50 horas destaca o hidrogénio brilhante (vermelho) e o oxigénio (azul) na galáxia NGC 55, vista quase de lado. Também conhecida como a Galáxia do Colar de Pérolas, NGC 55 é frequentemente comparada com a galáxia satélite da nossa Via Láctea, a Grande Nuvem de Magalhães, embora NGC 55 esteja muito mais distante, a cerca de 6,5 milhões de anos-luz. A imagem resultante revela um conjunto de nebulosas de emissão dentro e por vezes acima do disco poeirento da galáxia, oferecendo uma visão detalhada de distantes regiões de formação estelar.

 
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