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13/02 a
16/02/2026

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Astroboletim #2289

 

Titã pode ter sido formada a partir da fusão de duas antigas luas

Uma nova investigação sugere que a maior lua de Saturno, Titã, se formou há centenas de milhões de anos através da fusão de duas luas mais antigas. Simulações mostram que esta colisão explica a órbita excêntrica de Titã, as suas poucas crateras e pode ter libertado detritos que formaram a lua Hiperião e, posteriormente, os anéis de Saturno. A missão Dragonfly poderá testar esta hipótese.

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Noites Astronómicas em Tavira

O Centro Ciência Viva de Tavira irá realizar uma observação astronómica na seguinta data, hora e local:
Dia: 19 de fevereiro de 2026
Hora: 19:30-21:30
Local: Ponte Romana em Tavira
Coordenadas GPS: [37.12535], [-7.646739]

Ação em parceria com o Centro Ciência Viva do Algarve.
A atividade é gratuita e não sujeita a marcação. A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas.

Mais informações:
- 281 326 231 (rede fixa nacional)
- 924 452 528 (rede móvel nacional)
- geral@cvtavira.pt

 

Almanaque do espaço e do tempo

Dia 13/02: 44.º dia do calendário gregoriano 

NESTE DIA ACONTECEU...

• Depois do pôr-do-Sol, observe no crepúsculo brilhante a oeste-sudoeste Mercúrio, de magnitude -1, e Vénus extremamente baixo, de magnitude -3,9.

• Vénus está apenas a começar a sua aparição noturna de 2026, como se vê acima. Hoje, Vénus e Mercúrio estão separados por pouco mais de 7º.

 

Dia 14/02: 45.º dia do calendário gregoriano 

NESTE DIA ACONTECEU...

• Por baixo de Oríon e à direita de Sirius "esconde-se" a constelação da Lebre. Tal como Cão Maior, é uma constelação "liga pontos" que realmente se parece com o que é suposto ser.

• É um coelho agachado, com o nariz a apontar para baixo à direita, as suas ténues orelhas a estenderem-se para Rigel (o pé mais brilhante de Oríon) e o seu corpo curvado para a esquerda.

• As suas duas estrelas mais brilhantes, Arneb (ou alpha Leporis) e Nihal (ou beta Leporis), de terceira magnitude, formam a parte de trás e a parte da frente do seu pescoço.

 

Dia 15/02: 46.º dia do calendário gregoriano 

NESTE DIA ACONTECEU...

• Oríon está no seu ponto mais alto a sul por volta das 20 horas, parecendo mais pequeno do que se recorda no início do inverno, quando estava baixo. Está a ver o efeito da "ilusão da Lua". As constelações, e não apenas a Lua, parecem maiores quando estão baixas.

• Pouco depois da hora de jantar, Sirius, a estrela mais brilhante da constelação de Cão Maior, brilha quase a sul. Olhe para baixo e para a esquerda de Oríon.

• Num céu muito escuro a figura de Cão Maior é fácil de ver - o cão está em perfil, orientado para a direita e apoiado nas suas patas traseiras, com Sirius sendo a sua brilhante medalha da coleira - mas para a maioria de nós apenas as suas cinco estrelas mais brilhantes são visíveis através da poluição luminosa. Estas formam o asterismo do Cutelo.

• Sirius e Mirzam (a três dedos à distância do braço esticado para a sua direita) formam a parte da frente do cutelo, com Sirius brilhando no seu topo. Para baixo e para a esquerda de Sirius está a outra extremidade do cutelo, incluindo a sua pega curta, formada pelo triângulo de Adhara, Wezen e Aludra. Está a "cortar" para baixo e para a direita.

 

Dia 16/02: 47.º dia do calendário gregoriano 

NESTE DIA ACONTECEU...

• Já alguma vez observou uma estrela anã vermelha? Estas são as estrelas mais comuns, mas são tão intrinsecamente ténues que nenhuma delas se encontra entre os 6000 pontos visíveis a olho nu, até mesmo nas noites mais escuras.

• Uma das anãs vermelhas mais próximas e mais brilhantes situa-se a apenas 2,5º de Procyon, muito bem colocada nestas noites de inverno. É a estrela de Luyten, também conhecida como GJ 273, e, com uma magnitude visual de 9,9, está ao alcance de telescópios pequenos e médios.

• Este humilde objeto está muito perto no que toca a estrelas, a apenas 12,3 anos-luz de distância, pelo que é também uma estrela com um elevado movimento próprio; viaja pelo céu cerca de 3,7 segundos de arco por ano. Isto significa que um cuidadoso observador telescópico pode detetar o seu movimento em apenas cerca de três anos, se comparar com a posição das outras estrelas no campo de visão. Poderá fazer uma observação inicial, anotar a posição num esboço, mapa ou até fotografia, e depois regressar alguns anos mais tarde.

 

Evidências de um tubo de lava subterrâneo em Vénus

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Cientistas, liderados pela Universidade de Trento, encontraram a primeira evidência direta de um tubo de lava subterrâneo em Vénus usando dados radar da missão Magellan. A estrutura, perto da região Nyx Mons, tem cerca de 1 km de diâmetro e um vasto vazio interior, sugerindo sistemas vulcânicos complexos sob a superfície venusiana e abrindo novas perspetivas para futuras missões.

Investigadores anunciam a descoberta de um possível pulsar no centro da Via Láctea

O levantamento BLGC (Breakthrough Listen Galactic Center) realizou uma das pesquisas mais sensíveis em busca de pulsares na região central da Via Láctea com o GBT (Green Bank Telescope). Após mais de 20 horas de observações, foi identificado um candidato a pulsar de 8,19 milissegundos. Confirmar-se-á através de observações adicionais, oferecendo uma nova forma de testar a Relatividade Geral e estudar o ambiente do Centro Galáctico.

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Também em destaque

Novo método pode revelar buracos negros supermassivos binários e escondidos (via Sociedade Max Planck)
Investigadores da Universidade de Oxford e do Instituto Max Planck de Física Gravitacional (Instituto Albert Einstein) propõem uma nova forma de detetar buracos negros supermassivos binários utilizando lentes gravitacionais. Os buracos negros atuam como telescópios naturais, dobrando a luz com a sua gravidade. Esta ampliação cria imagens brilhantes de estrelas da mesma galáxia que se encontram por detrás do binário. À medida que o binário orbita, produz flashes repetidos de luz estelar que sofre o efeito de lente. Os atuais e futuros levantamentos de campo largo podem detetar estes surtos no futuro. Estes surtos podem fornecer informações sobre as propriedades dos buracos negros e permitir estudos inteiramente novos.

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Uma estrela bem conhecida tornou-se um farol cósmico em forma de coração (via Universidade Técnica Chalmers)
Mesmo a tempo do Dia dos Namorados, o espaço oferece uma saudação em forma de coração. A estrela Mira A, a cerca de 300 anos-luz da Terra, libertou material numa nuvem de gás e poeira em expansão que se assemelha a um coração. Tanto a quantidade de material como a velocidade a que a estrela o ejetou foram inesperadas.

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Álbum de fotografias

Regresso a Miranda

(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASA, JPL, Voyager 2; processamento e licença - Flickr: zelario12; texto - Keighley Rockcliffe (GSFC da NASA, CSST da UMBC, CRESST II)

Como é realmente Miranda? Visualmente, imagens antigas da Voyager 2 da NASA foram recentemente combinadas e remasterizadas para resultar na imagem aqui apresentada da lua de Úrano, com 500 quilómetros de largura. No final da década de 1980, a Voyager 2 passou por Úrano, aproximando-se da lua cheia de crateras, fraturas e ranhuras invulgares - cujo nome deriva de uma personagem da peça "A Tempestade" de Shakespeare. Cientificamente, os cientistas planetários estão a usar dados antigos e imagens nítidas para teorizar novamente acerca do que moldou as características severas da superfície de Miranda. Uma das principais hipóteses é que Miranda, sob a sua superfície gelada, poderá ter albergado em tempos um extenso oceano de água líquida que poderá estar a congelar lentamente. Graças ao legado da Voyager 2, Miranda juntou-se a Europa, Titã e a outras luas geladas na procura de água e, possivelmente, de vida microbiana, no nosso Sistema Solar.

 
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