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05/03/2026

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Astroboletim #2294

 

Uma nova super-Terra num sistema planetário próximo

Uma equipa internacional liderada pelo IAC (Instituto de Astrofísica de Canarias) descobriu uma nova super-Terra no sistema da estrela HD 176986, a ~91 anos-luz de distância. Este planeta, designado HD 176986 d, tem uma massa mínima de cerca de 7 vezes a da Terra e orbita a estrela a cada 61,4 dias, aumentando o número total de planetas conhecidos neste sistema.

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🗓️ Almanaque do espaço e do tempo

Dia 03/03: 62.º dia do calendário gregoriano 

NESTE DIA ACONTECEU...

• Lua Cheia, pelas 11:38.

• A primavera chega daqui a duas semanas e meia (o equinócio tem lugar, este ano, no dia 20 de março). Mas Arcturo, a Estrela da Primavera, parece ansiosa por dar nas vistas.

• Para ver o local, no horizonte, onde vai nascer, encontre a Ursa Maior pouco depois do cair da noite. Esta está alta a nordeste. Siga a curva da "pega da frigideira" para baixo e para a direita, pouco mais que o comprimento da "frigideira". Esse é o ponto no horizonte para onde tem que olhar.

• Arcturo domina o céu a este antes da meia-noite.

 

Dia 04/03: 63.º dia do calendário gregoriano 

NESTE DIA ACONTECEU...

• Aqui fica um verdadeiro desafio! Quer tentar observar Sirius B, a famosa anã branca? Sirius A e Sirius B ainda estão separadas por 11 segundos de arco, quase à separação máxima da sua órbita de 50 anos.

• Precisa de pelo menos um telescópio de 10 polegadas e condições excelentes de observação. Tente noite após noite; as condições fazem realmente toda a diferença. Use uma ocular de grande ampliação e tente observar quando Sirius está o mais alto a sul.

• Sirius B é 10 magnitudes mais ténue do que a componente principal: 1/10.000 do brilho. Tente tapar a metade do campo de visão da ocular ocupado por Sirius A, por exemplo, com uma pequena secção de folha de alumínio.

 

Dia 05/03: 64.º dia do calendário gregoriano 

NESTE DIA ACONTECEU...

• Olhe para este após o lusco-fusco para ver que a constelação de Leão já está a subir no céu.

• A sua estrela mais brilhante é Régulo. A "foice" de Leão (com punho e meio, à distância do braço esticado, de altura) estende-se para cima e para a sua esquerda.

 

Um trilião para um: estrelas gigantes, poeira minúscula

Astrónomos, usando o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array e o JWST (James Webb Space Telescope), descobriram que algumas das estrelas mais massivas da Via Láctea produzem partículas de poeira de carbono extremamente pequenas - apenas alguns nanómetros de tamanho - no sistema binário WR 112. A diferença entre o tamanho da estrela e o da poeira é cerca de um trilião para um, oferecendo novas pistas sobre o ciclo da poeira cósmica.

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📰 Também em destaque

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Observatório Vera C. Rubin lança "máquina de descoberta" em tempo real para monitorização do céu noturno (via NOIRLab)
O Observatório Vera C. Rubin divulgou os seus primeiros alertas documentando eventos astronómicos avistados pelo observatório. O Rubin emitiu 800.000 alertas na noite de 24 de fevereiro. Esses alertas chamaram a atenção dos cientistas para novos asteroides, explosões estelares e outras mudanças no céu noturno. Este marco assinala o lançamento de um sistema que deverá produzir até sete milhões de alertas por noite.

 

Álbum de fotografias

Sharpless 249 e a Nebulosa da Medusa

(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Katelyn Beecroft

Normalmente ténue e elusiva, a Nebulosa da Medusa é capturada neste sedutor campo telescópico. Flutuando no mar interestelar, a nebulosa está ancorada à direita e à esquerda por duas estrelas brilhantes, Mu e Eta Geminorum, aos pés dos Gémeos celestes. A Nebulosa da Medusa propriamente dita está à direita do centro, vista como uma brilhante crista de emissão com tentáculos pendentes. Na verdade, esta medusa cósmica faz parte do remanescente de supernova em forma de bolha IC 443, a nuvem de detritos em expansão de uma estrela massiva que explodiu. A luz da explosão chegou pela primeira vez ao planeta Terra há mais de 30.000 anos. Tal como a sua prima nas águas astrofísicas, o remanescente de supernova da Nebulosa do Caranguejo, a Nebulosa da Medusa é conhecida por abrigar uma estrela de neutrões, o remanescente ultradenso de um núcleo estelar colapsado. Uma nebulosa de emissão catalogada como Sharpless 249 preenche o campo no canto superior esquerdo. A Nebulosa da Medusa está a cerca de 5000 anos-luz de distância. A essa distância, a imagem abrange cerca de 300 anos-luz de diâmetro.

 
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