Análise de raro sistema planetário adolescente aprofunda compreensão da evolução cósmica
|
Astrónomos analisaram o sistema planetário TOI-2076, com cerca de 210 milhões de anos, considerado um raro exemplo de sistema em "adolescência". Observações do TESS e telescópios terrestres mostram quatro planetas que antes estavam compactos e agora se afastam gradualmente, enquanto a radiação da estrela remove parte das suas atmosferas. O estudo ajuda a compreender como sistemas planetários evoluem da juventude para a maturidade.
|
|
|
🗓️ Almanaque do espaço e do tempo
|
|
|
Dia 06/03: 65.º dia do calendário gregoriano
|
|
|
|
• Pollux e Castor, em Gémeos, passam quase por cima das nossas cabeças logo após o anoitecer esta semana, caso viva a latitudes médias norte. No céu, estes "gémeos" são, na melhor das hipóteses, gémeos fraternos. Pollux é visivelmente mais brilhante do que Castor e tem um pálido tom amarelo-alaranjado em comparação com o branco de Castor. Quanto à sua natureza física, nem pertencem ao mesmo tipo.
• Pollux é uma única gigante laranja. Já Castor é um par binário de duas estrelas muito mais pequenas, mais quentes e brancas de sequência principal, um belo duplo através de telescópios amadores. Um modelo à escala: Castor A e B seriam uma bola de ténis e uma bola de golfe, respetivamente, separadas por 800 metros.
|
• Além disso, Castor A e Castor B são orbitadas intimamente por outras duas estrelas (uma cada), detetáveis apenas espetroscopicamente. No nosso modelo, a poucas dezenas de centímetros da "bola de ténis" e da "bola de golfe".
• E um par muito distante de anãs vermelhas, Castor C, é visível através de telescópios amadores como um único pontinho de luz de magnitude 10, 70 segundos de arco para sudeste do par principal. Continuando com o nosso modelo, seriam um par de berlindes separados por quase 8 centímetros a, pelo menos, 16 quilómetros de Castor A e B. O espaço, mesmo dentro de um sistema estelar múltiplo, é grande!
|
|
|
Dia 07/03: 66.º dia do calendário gregoriano
|
|
|
|
• Muitos observadores binoculares avistam o enxame aberto M41, de magnitude 5, apenas 4º para sul da estrela Sirius. Mas agora o céu está livre da incómoda luz da Lua. Quantos observadores olham então para o outro lado de Sirius, para o enxame M50?
• Está 10º para nordeste de Sirius e é mais ténue, mais pequeno e mais subtil do que M41. Encontre o enxame passando de Sirius para Theta Canis Majoris, o nariz pontiagudo de quarta magnitude da figura de Cão Maior, e depois novamente quase na mesma direção e um pouco para a esquerda.
|
• M50 não é fácil de avistar, mas está lá. Através de moderada poluição luminosa, é identificável usando binóculos. A visão periférica também ajuda.
• M41 fica a cerca de 2300 anos-luz de distância. Já M50 está a cerca de 2900 anos-luz.
|
|
|
Dia 08/03: 67.º dia do calendário gregoriano
|
|
|
|
• Na tradicional divisão entre o céu de inverno e o céu de primavera, encontra-se a ténue constelação de Caranguejo (Cancer). Está agora alta a sul-sudeste ao início da noite. Situa-se entre Gémeos (com Júpiter) para oeste e Leão para este.
• Caranguejo alberga algo único no seu meio: o enxame estelar do Presépio, ou M44. O enxame do Presépio é visível a olho nu a partir de um local com pouca ou nenhuma poluição luminosa. Onde procurar? M44 fica um pouco menos de metade do caminho entre Pollux, em Gémeos, e Régulo, em Leão. Com binóculos, é fácil de encontrar, mesmo com polução luminosa. É um aglomerado disperso de pequenas estrelas ténues, com magnitudes 6,5 ou ainda mais fracas.
|
• Use um telescópio para procurar o enxame aberto M67, muito mais pequeno e mais fraco, cerca de 9º para baixo do enxame M44. Encontre M67 1,8º para oeste da estrela Acubens (Alpha Cancri), de quarta magnitude.
|
|
|
Dia 09/03: 68.º dia do calendário gregoriano
|
|
|
|
• Alta no céu do hemisfério norte por estas noites, no "deserto" aparentemente vazio entre Capella e Polaris, encontra-se a grande e ténue constelação da Girafa - talvez a maior constelação frequentemente visível que geralmente não observamos.
|
• A não ser que tenha um bom céu escuro, vai precisar de binóculos para descobrir o seu padrão grande e pouco definido.
|
|
|
Estudo revela "braço de ferro" cósmico por trás das listras do Pulsar do Caranguejo
|
Um estudo liderado por um físico da Universidade do Kansas pode explicar o misterioso padrão de "riscas zebra" nas ondas de rádio do Pulsar do Caranguejo, observado há quase duas décadas. O fenómeno resulta de um "braço de ferro" entre gravidade e plasma: a gravidade foca as ondas enquanto o plasma as dispersa, criando padrões de interferência que produzem as bandas brilhantes e escuras observadas.
|
|
|
|
|
Orbitadores da ESA em Marte observam uma supertempestade solar a atingir o Planeta Vermelho (via ESA)
Em maio de 2024, a Terra foi atingida pela maior tempestade solar registada em mais de 20 anos. Esta colocou a atmosfera do nosso planeta em sobrecarga, provocando auroras brilhantes que foram vistas até no sul do México. Esta tempestade também atingiu Marte. Felizmente, as duas sondas da ESA – a Mars Express e a ExoMars TGO (Trace Gas Orbiter) – estavam no lugar certo na hora certa, com um monitor de radiação a bordo da TGO captando uma dose equivalente a 200 dias "normais" em apenas 64 horas. Um novo estudo publicado na revista Nature Communications revela agora com mais profundidade como essa atividade intensa e tempestuosa afetou o Planeta Vermelho.
|
|
|
|
|
Segredos surpreendentes nas auroras de Júpiter (via Universidade de Northumbria)
Uma equipa internacional de cientistas fez descobertas revolucionárias sobre uma característica espetacular das auroras boreais de Júpiter, revelando uma estrutura de temperatura nunca antes vista e mudanças dramáticas de densidade na parte superior da atmosfera do planeta gigante.
|
|
|
|
|
Cientistas conseguem prever com sucesso quando e onde as perigosas tempestades solares são suscetíveis de ocorrer (via CERES)
Uma equipa de cientistas criou o primeiro sistema capaz de prever quando e onde é mais provável que ocorram tempestades solares extremamente poderosas, as chamadas supererupções. Estas tempestades podem perturbar redes elétricas, comunicações e satélites, e até mesmo representar perigo para os astronautas no espaço. Em vez de tentar prever o momento exato em que uma tempestade solar irá ocorrer (o que é quase impossível), esta nova abordagem identifica janelas de tempo prolongadas - que variam de vários meses a um ano - em que é mais provável que o Sol produza estes eventos extremos. O método também identifica quais as regiões do Sol que estão em maior risco.
|
|
|
Shapley 1: Uma Nebulosa Planetária Anular
|
|
|
Centro Ciência Viva do Algarve Rua Comandante Francisco Manuel 8000-250, Faro Portugal Telefone: 289 890 922 Telemóvel: 962 422 093 E-mail: info@ccvalg.pt
|
|
Centro Ciência Viva de Tavira Convento do Carmo 8800-311, Tavira Portugal Telefone: 281 326 231 Telemóvel: 924 452 528 E-mail: geral@cvtavira.pt
|
|
|
"Dedo à distância do braço esticado"?, "Punho à distância do braço esticado"? O que é isso?
Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um caráter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML e classes CSS - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente de webmail suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook ou outras apps para leitura de mensagens eletrónicas.
Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve e do Centro Ciência Viva de Tavira. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando o webmaster.
Esta mensagem destina-se unicamente a informar e está de acordo com as normas europeias de proteção de dados (ver RGDP), conforme Declaração de Privacidade e Tratamento de dados pessoais.
2026 - Centro Ciência Viva do Algarve | Centro Ciência Viva de Tavira
|
|
|
|