A missão DART alterou a órbita do asteroide Didymos em torno do Sol
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Novos resultados mostram que a missão DART da NASA, que em 2022 colidiu deliberadamente com o asteroide Dimorphos, não só alterou a sua órbita em torno do asteroide Didymos, como também modificou ligeiramente a órbita de todo o sistema à volta do Sol. O período orbital mudou apenas uma fração de segundo, marcando a primeira vez que uma ação humana altera a trajetória de um corpo celeste.
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🗓️ Almanaque do espaço e do tempo
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Dia 10/03: 69.º dia do calendário gregoriano
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• Sirius está a sul, no meridiano, pelas 20 horas. Sirius é a estrela inferior do grande e equilátero Triângulo de Inverno.
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• As outras duas estrelas do triângulo são a alaranjada Betelgeuse, para cima e para a direita de Sirius (no ombro de Oríon), e Procyon para cima e para a esquerda de Sirius.
• Esta é a altura do ano em que o Triângulo de Inverno se equilibra em Sirius logo após o anoitecer. Procyon atravessa o meridiano sempre 55 minutos depois de Sirius.
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Dia 11/03: 70.º dia do calendário gregoriano
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• Lua em Quarto Minguante, pelas 09:39.
• Esta é a altura do ano em que Oríon começa a inclinar-se a sudoeste à hora de jantar, ficando a sua Cintura mais ou menos horizontal.
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• Mas quando é que a Cintura de Oríon fica mesmo horizontal? Isso depende de quão para este-oeste o observador está no seu fuso horário, e da latitude.
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Dia 12/03: 71.º dia do calendário gregoriano
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• À medida que a noite avança, Sirius brilha intensamente a sul-sudoeste. Para baixo e para a sua esquerda, a cerca de um punho à distância do braço esticado, está o triângulo formado por Aludra, Wezen e Adhara (da esquerda para a direita). Ou, alternativamente, o cabo e a extremidade inferior do asterismo do Cutelo.
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• Para a esquerda e um pouco para cima do triângulo de Aludra, Wezen e Adhara, formando um arco de 3.ª e 4.ª magnitudes, um pouco mais largo do que o triângulo, estão as três estrelas mais altas da constelação da Popa (Puppis). É a popa da antiga e gigantesca constelação de Argo Navis, o navio de Jasão e dos Argonautas. Estas três estrelas são as únicas estrelas do Navio dos Argonautas que são facilmente visíveis a partir de latitutes médias norte.
• Apenas 1,5º para cima e para a direita do meio das três, binóculos numa noite escura mostrarão o pequeno enxame aberto M93, de sexta magnitude. Tem uma forma um tanto ou quanto alongada. M93 fica a aproximadamente 3600 anos-luz da Terra.
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Descartada a hipótese do asteroide 2024 YR4 colidir com a Lua
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O asteroide 2024 YR4, com cerca de 60 m de diâmetro, chegou a ter uma probabilidade de ~4% de colidir com a Lua no dia 22 de dezembro de 2032. Novas observações feitas com o Telescópio Espacial James Webb permitiram calcular melhor a sua órbita e eliminar completamente esse risco. O objeto passará em segurança a mais de 20.000 km da Lua.
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Qual é a idade do Universo? As estrelas mais antigas dão-nos uma pista
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Astrónomos do Instituto Leibniz de Astrofísica de Potsdam e da Universidade de Bolonha estimaram a idade do Universo analisando algumas das estrelas mais antigas da Via Láctea com dados da missão Gaia. A partir de cerca de 100 estrelas muito antigas, calcularam uma idade provável de 13,6 mil milhões de anos, fornecendo um novo método para estudar a chamada "tensão de Hubble" no que toca ao ritmo de expansão do Universo.
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Novos dados da missão DART revelam que os asteroides lançam "bolas de neve cósmicas" uns aos outros (via Universidade de Maryland)
Cerca de 15% dos asteroides próximos da Terra têm pequenas luas em seu redor, tornando os sistemas binários de asteroides comuns na nossa vizinhança cósmica. Agora, uma equipa de astrónomos descobriu que esses sistemas binários de asteroides são muito mais dinâmicos do que se imaginava - trocando ativamente rochas e poeira em colisões gentis e em câmara lenta que os reestruturam ao longo de milhões de anos.
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No coração de uma estrela de neutrões dinâmica (via Universidade de Illinois em Urbana-Champaign)
As estrelas de neutrões albergam alguns dos ambientes mais extremos do Universo: as suas densidades atingem várias vezes as dos núcleos atómicos e possuem alguns dos campos gravitacionais mais fortes de todos os objetos conhecidos, superados apenas pelos buracos negros. Observadas pela primeira vez na década de 1960, grande parte da composição interna das estrelas de neutrões ainda é desconhecida. Os cientistas estão a começar a olhar para as ondas gravitacionais emitidas por espirais de estrelas de neutrões binárias - pares de estrelas de neutrões em órbita mútua - como possíveis fontes de informação acerca do seu interior.
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Estrelas como o Sol podem manter o mesmo padrão de rotação durante toda a sua vida, ao contrário do que 45 anos de previsões teóricas sugeriam (via Universidade de Nagoya)
Investigadores da Universidade de Nagoya, no Japão, realizaram a simulação mais detalhada do interior das estrelas e refutaram uma teoria que os cientistas acreditavam há 45 anos: que as estrelas mudam os seus padrões de rotação à medida que envelhecem, com os polos a girar mais depressa do que o equador nas estrelas mais antigas. Os cientistas descobriram agora que essa mudança pode não ocorrer. As estrelas mantêm a rotação do tipo solar, girando rapidamente no equador e lentamente nos polos ao longo da sua vida. As descobertas foram publicadas na revista Nature Astronomy.
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As Redondezas Poeirentas de Oríon e das Plêiades
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Conhece bem o céu noturno? Consegue identificar objetos celestes famosos numa imagem muito profunda? De qualquer forma, aqui fica um teste: veja se consegue encontrar alguns ícones bem conhecidos do céu noturno nesta imagem profunda repleta de filamentos de poeira e gás, normalmente ténues. Esta imagem contém o enxame estelar das Plêiades, o "Loop" de Barnard, a Nebulosa de Oríon, Aldebarã, Betelgeuse, a Nebulosa Cabeça de Bruxa, o "Loop" de Erídano e a Nebulosa Califórnia. Para encontrar as suas posições, aqui fica uma versão da imagem com anotações. A razão pela qual esta tarefa pode ser difícil é semelhante à razão pela qual é inicialmente difícil identificar constelações familiares num céu muito escuro: a tapeçaria do nosso céu noturno tem uma complexidade oculta extremamente profunda. A composição em destaque revela parte desta complexidade numa exposição de 16 horas do céu escuro a partir de Granada, Espanha.
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"Dedo à distância do braço esticado"?, "Punho à distância do braço esticado"? O que é isso?
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