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BOLETIM ASTRONÓMICO - EDIÇÃO N.º 288
09 de Dezembro de 2006
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A EVOLUÇÃO DAS GALÁXIAS

Usando o instrumento VIMOS do Very Large Telescope (VLT) do ESO, uma equipa de astrónomos franceses e italianos mostrou a forte influência que o meio exerce sobre a forma como as galáxias evoluem. Os cientistas mapearam pela primeira vez partes remotas do Universo, mostrando que a distribuição das galáxias evoluíu consideravelmente ao longo do tempo, dependendo sobretudo das interacções com as vizinhanças. Esta descoberta coloca novos desafios às teorias de formação e evolução de galáxias.

Há uma questão fundamental na Astronomia galáctica: serão as galáxias simplesmente o produto das condições primordiais em que são criadas ou serão as ocorrências no seu passado a causa da sua evolução actual?

Ao longo de três anos, esta equipa de investigadores estudou mais de 6500 galáxias distribuídas até mais de 9 mil milhões de anos-luz para construir um atlas tridimensional do Universo.

Este novo censo mostra que a relação das propriedades das galáxias com as suas vizinhanças era muito diferente há 7 mil milhões de anos. Descobriram por isso que a luminosidade das galáxias, as suas propriedades iniciais e as suas vizinhanças determinam fortemente a sua evolução.

Os resultados obtidos não sugerem no entanto uma solução simples para a pergunta-chave, pois embora as galáxias parecem ser condicionadas pelas suas condições de formação, parece também haver forte condicionamento na evolução determinado pelas interacções com as vizinhanças.


Distribuição das galáxias no espaço.
Crédito: Observatório Europeu do Sul (ESO)
(clique na imagem para ver maior)

Ao observar galáxias de várias idades, os astrónomos esperavam obter uma ideia de como a correlação entre as condições iniciais e as alterações por interacção com as vizinhanças terá evoluído ao longo do tempo.

“Usando o VIMOS, conseguimos obter a maior amostra de galáxias disponível até hoje e estudar muitos objectos simultaneamente obtendo mais medidas que anteriormente,” disse Angela Iovino, do Observatório Astronómico de Brera.

A descoberta desta equipa, de uma clara diferença na relação "cor-densidade" dependendo do facto de a galáxia ser encontrada num enxame ou sozinha, e dependendo ainda da sua luminosidade, tem grandes implicações. A descoberta sugere, por exemplo, que o encontrar-se num enxame elimina a capacidade da galáxia de produzir estrelas mais rapidamente que nas galáxias isoladas. As galáxias mais luminosas também deixam de produzir novas estrelas mais rapidamente que as menos luminosas.

Os cientistas concluem que a relação entre a cor, luminosidade e ambiente local das galáxias não é o resultado das condições primordiais, mas que, tal como nos seres humanos, as relações com as galáxias vizinhas pode ter implicações profundas sobre a sua evolução.

Links:
ESO (Nota de Imprensa)

Notícias relacionadas:
Universe Today

 
  ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS
       
 

Foto

 
ARP81: 100 milhões de anos mais tarde - Crédito:W. Keel (Univ. Alabama), K. Borne (George Mason Univ.), NASA
Observado da Terra, este par de galáxias, catalogado como Arp 81, está já a afastar-se após 100 milhões de anos desde a sua aproximação máxima. Os destroços criados pela gravidade durante essa aproximação estão visíveis nesta imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble, que apresenta rastos de gás e poeiras e um caos de formação estelar maciça para além de uma cauda de maré que se espraia ao longo de cerca de 200 mil anos-luz. Também conhecidas por NGC 6622 (à esquerda) e NGC 6621 (à direita), estas galáxias de dimensão aproximadamente igual estão condenadas a fundirem-se numa única galáxia num futuro distante, fazendo aproximações sucessivas até à coalescência final. Localizadas na constelação de Draco (Dragão) , estas galáxias estão a 280 milhões de anos-luz de nós.
Ver imagem em alta-resolução
 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 09/12: 343º dia do  calendário gregoriano.
Observações: Mercúrio, Marte e Júpiter estarão a menos de 1°30' uns dos outros antes do nascer do Sol. Clique aqui para ver filme em que poderá ver a evolução entre os dias 06 e 12 de Dezembro.

Dia 10/12: 344º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1901 foram atribuídos pela primeira vez os prémios Nobel. Röntgen receberia o da Física pela descoberta dos raios-X.
Observações: Mercúrio e Júpiter estarão a apenas 0°10' um do outro, enquanto Marte estará a apenas 1° do par antes do nascer do Sol. Saturno, que iniciou o seu movimento de retrogradação no dia 5, vai estar esta noite em conjunção com uma Lua gibosa.

Dia 11/12: 345º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1863, nascimento de Annie Jump Cannon, pioneira americana na classificação do espectro estelar.
Em 1901, Marconi envia o primeiro sinal transatlântico, percursor da telecomunicações que hoje se utilizam no espaço.
Em 1972, a Apollo 17 faz a sua alunagem.
Observações: Vénus já começa a ser visível como "estrela da tarde".

Dia 12/12: 346º dia do  calendário gregoriano.
Observações: A Lua atinge o Quarto Minguante às 15h (hora local)

 
 
  CURIOSIDADES:  
 
A maior evolução da matemática ocidental, foi em grande parte devida ao erro ocorrido nas primeiras determinações da dimensão do ano na Mesopotâmia. O facto de terem pensado que o ano teria 360 dias levou à divisão do círculo em 360 partes com a simplicidade que é sobejamente conhecida de todos. Pensa-se que a matemática chinesa terá tido grandes limitações no seu desenvolvimento pelo facto dos chineses terem feito logo uma determinação mais aproximada de 365 dias.
 
 
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