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BOLETIM ASTRONÓMICO - EDIÇÃO N.º 305
17 de Fevereiro de 2007
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NEBULOSA DA ÁGUIA - OLHANDO PARA OS PILARES DA CRIAÇÃO


A imagem clássica dos Pilares da Criação vendo-se as fontes de raios X sobrepostas.
Crédito: Nos raios X: NASA/CXC/U.Colorado/Linsky et al.;
Óptico: NASA/ESA/STScI/ASU/J.Hester & P.Scowen.

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Um novo olhar aos famosos "Pilares da Criação" feita com o Observatório Espacial de Raios-X "Chandra" permitiu aos astrónomos olhar para dentro das nuvens de gás e poeiras. Esta visão profunda da região central dos famosos pilares da criação na região central da Nebulosa da Águia revela quanta formação estelar está a ocorrer no interior destas colunas de gás e poeiras.

Os dados do Chandra mostram fontes de raios-X brilhantes nesta região do céu, a maior parte das quais são estrelas jovens. Nesta imagem, o vermelho, o verde e o azul representam os raios-X de baixa, média e alta energia respectivamente. Os dados do Chandra foram sobrepostos para contextualizar estes dados de raios-X (ver animação).

Há muito poucas fontes de raios-X no interior das colunas gasosas. Isto sugere que a Nebulosa da Águia terá passado já a sua fase de maior formação estelar, uma vez que as estrelas jovens são normalmente fontes de raios-X brilhantes. No entanto, existem dois objectos de raios-X próximos das extremidades dos pilares. Uma é uma estrela jovem com 4 a 5 massas solares visível como fonte azul junto à extremidade do pilar da esquerda. A outra é uma estrela de massa menor próxima da extremidade do outro pilar, mas é tão ténue que não é visível na imagem composta.


Imagem obtida pelo Chandra
Crédito: NASA/CXC/U.Colorado/Linsky et al.

(Clique na imagem para ver maior)

As observações com o Chandra não detectaram raios-X de quaisquer dos restantes glóbulos gasosos em evaporação (EGG). Esses glóbulos são regiões que se crêem de formação estelar. A ausência de emissão de raios-X significa que a maior parte não contém estrelas. No entanto, as observações na infravermelho mostraram que 11 dos 73 EGG contêm objectos estelares muito jovens e que 4 destes objectos seriam suficientemente massivos para formar uma estrela. No entanto, as estrelas embebidas nestes EGG poderão ser tão jovens que ainda não emitam nos raios-X. Uma dessas quatro estrelas (E42) terá aproximadamente a massa do Sol e pode representar um dos estádios mais precoces da evolução da nossa estrela mais próxima. O Sol terá provavelmente nascido numa região como os pilares da criação.

Os Pilares da Criação e as poucas estrelas em formação no seu interior são os últimos vestígios da formação estelar no interior da Nebulosa da Águia, também conhecida como M16, que teve o seu máximo há alguns milhões de anos. Esta região contrasta com regiões de densa formação estelar como os enxames NGC 2024 onde o Chandra vê um enxame denso de estrelas jovens.

Estes resultados foram publicados no The Astrophysical Journal de 1 de Janeiro pela equipa de investigação conduzida por Jeffrey Linsky da Universidade do Colorado, que inclui Marc Gagne e Anna Mytyk (Universidade de West Chester), Mark McCaughrean (Universidade de Exeter) e Morten Andersen (Universidade do Arizona).

Links:
CHANDRA (notícia original)
Universe Today

 
  ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS
       
 

Foto

 
Nebulosa Planetária NGC 2440 - Crédito:NASA, ESA, and K. Noll (STScI)
Esta bonita fotografia foi tirada pela Wide Field Planetary Camera 2 do Telescópio Espacial Hubble e apresenta a nebulosa planetária NGC 2440. Uma vez mais estamos a observar uma visão que será semelhante ao futuro que aguarda o nosso Sol. A estrela anichada no centro liberta-se das suas camadas mais externas de gás, criando o casulo que agora observamos. A radiação ultravioleta que a estrela radia para o exterior ilumina o gás da nebulosa o que permite que o vejamos, após absorção e reemisão, usando o Hubble. A anã branca central é uma das mais quentes já descobertas com uma temperatura superficial de cerca de 200.000 ºC.
Ver imagem em alta-resolução
 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 17/02: 48º dia do calendário gregoriano.
Observações: Lua Nova às 16h (Hora Local). É possível observar uma nova (Nova Scorpii 2007) que neste momento ganhou atingiu magnitude 3.7, visível à vista desarmada (ver mapa de localização).

Dia 18/02: 49º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1977, fazia-se o voo inaugural do Space Shuttle Enterprise a partir do topo de um Boeing 747.
Observações: Aproveite para tentar fotografar a Nebulosa de Orionte.

Dia 19/02: 50º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 2002, a sonda Mars Odyssey começava a mapear a superfície de Marte.
Observações: Lua no perigeu às 10h (hora local). Vénus a 2ºS da Lua às 17h (hora local).

Dia 20/02: 51º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1962, o astronauta John Glenn, a bordo da nave Friendship 7, orbita a Terra 3 vezes no âmbito do programa Mercúrio.
Em 1965, A sonda Ranger 8 despenha-se sobre a Lua após uma missão bem sucedida a fotografar locais para a alunagem das missões Apollo.
Observações: Faça observações e fotos de Saturno.

 
 
  CURIOSIDADES:  
 

O termo "planeta" em grego significa "errante" e é uma reminiscência da antiguidade em que se pensava que a natureza dos corpos celestes era igual, mas em que havia sete corpos que pareciam mover-se relativamente aos outros corpos que eram fixos (as estrelas). Os errantes eram sete, a saber: o Sol (que não é um planeta), a Lua, Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno.

 
 
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