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BOLETIM ASTRONÓMICO - EDIÇÃO N.º 363
De 07/11 a 09/11/2007
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  COMETA HOLMES CONTINUA A DESLUMBRAR
   

O cometa que subitamente se tornou um milhão de vezes mais brilhante há duas semanas continua a "brilhar" com uma luminosidade fora do comum, deixando os observadores intrigados com o que causou o aumento repentino de brilho e se o cometa repetirá esta façanha nos meses seguintes.

O Cometa 17P/Holmes é normalmente um dos inúmeros cometas invisíveis, com cerca de 3,3 quilómetros de comprimento e cerca de 25.000 vezes demasiado ténue para ser observado à vista desarmada. Mas a seguir ao repentino aumento de brilho de 23 de Outubro, a cabeleira do cometa, uma concha de gás e poeira, tem crescido a um ritmo de 0.5 quilómetros por segundo, fazendo com que o cometa pareça uma "estrela" enevoada, observável a olho nu na constelação de Perseu.

Foto do Cometa Holmes, tirada a 2 de Novembro, na França. A estrela mais próxima do núcleo através da cabeleira é HD 23104.
Crédito: Gil-Estel
(clique na imagem para ver versão maior)

O cometa foi na realidade descoberto durante um semelhante, mas menos espectacular, aumento de brilho durante o mês de Novembro de 1892. Voltou ao normal nas semanas seguintes, para posteriormente aumentar dramaticamente outra vez em Janeiro de 1893.

O cometa orbita o Sol a cada sete anos num percurso que o leva desde a distância da órbita de Júpiter até aproximadamente duas vezes a da Terra. Curiosamente, em ambos os eventos, o de 1892 e este mais recente, o cometa inicalmente aumentou de brilho aproximadamente cinco meses depois de alcançar o periélio - a sua maior aproximação do Sol.

"É algo curioso que o aumento de brilho tenha ocorrido no mesmo período da órbita," diz Brian Marsden, antigo director do Centro de Planetas Menores no Centro para Astrofísica Harvard-Smithsonian em Massachusetts, EUA. "Será interessante ver se se comporta da mesma maneira [como antes]."

O "timing" comum dos dois mega-aumentos a seguir ao periélio, sugere que a intensidade da radiação do Sol é um factor-chave neste aumento de brilho. Mas só isso não é suficiente, pois o cometa alcança o periélio a cada sete anos e não produz tal aumento há 115 anos. Existem muitos outros cometas que fazem maiores aproximações ao Sol que o Cometa 17P/Holmes sem aumentar tanto de brilho.

"O facto de ter aumentado de brilho por um factor de um milhão é realmente incrível," diz David Jewitt da Universidade do Hawaii em Honolulu, EUA. "O que há de tão especial neste? Não sabemos."

Michael Mumma, director do Centro para Astrobiologia Goddard em Greenbelt, Maryland, EUA, e colegas, estão observando o cometa com o telescópio de 10 metros, Keck II, no infravermelho. Descobriram que o cometa está ainda activamente a libertar gás. Na sua maioria é vapor de água, mas foram observados traços de etano, acetileno e cianido de hidrogénio. "Esperamos aprender muito mais sobre o material dentro do interior do núcleo do cometa," disse Mumma.

A explicação padrão para os aumentos de brilho dos cometas diz que um evento súbito expõe os gelos frescos do núcleo à radiação solar. Isto faz com que vaporizem, arrastando com eles poeira. A luz solar reflectida dessa poeira amplia o brilho do cometa.

Num telegrama electrónico distribuido pela União Astronómica Internacional, Zdenek Sekanina do JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA, sugere que uma camada lisa que fazia parte do núcleo pode ter sido quebrada e completamente desintegrada para produzir o aumento de brilho. A ideia, que não foi comentada até agora por homólogos da especialidade, é parcialmente baseada na estimativa da massa das partículas na cabeleira. Outra hipótese sugere que bolsas de gás volátil ficaram de alguma maneira capturadas no núcleo. Eventualmente, a pressão interna faz com que a superfície quebre, produzindo violentas libertações e consequentemente o aumento de brilho.

Tom Van Flanderna da Meta Research em Sequim, Washington, EUA, sugere uma possibilidade mais estranha. Argumenta que os cometas são orbitados por satélites e que ocasionalmente um satélite colide com o seu cometa, produzindo um aumento de brilho. Uma ideia semelhante foi levantada há mais de 20 anos pelo astrónomo Fred Whipple, que sugeriu que o aumento de 1892 do Cometa Holmes foi provocado por um satélite que raspou a superfície do núcleo e que o segundo aumento em 1893 foi o resultado da colisão do satélite com a superfície do cometa.

Jewitt diz que a recorrência recente do aumento de brilho de cometa vai contra o modelo de satélite. "O facto que este aconteceu ao fim de 115 anos - com nada nos anos intermédios - torna este modelo mais «ad hoc»", disse. Marsden concorda, e acredita que o que quer que tenha causado o repentino aumento de brilho do cometa tem que ser intrínseco ao cometa. "Precisamos de continuar a observar e ver o que acontece," acrescenta.

Mumma diz que o cometa pode diminuir de brilho a qualquer altura. No caso do evento de há 115 anos, o cometa rapidamente atenuou de brilho depois do segundo aumento. "Isto é parte do desafio - tentar aprender o máximo possível antes que desapareça," diz.

Felizmente, a própria diminuição de brilho também poderá ajudar a descobrir o que causou este aumento. O cometa está actualmente na cintura de asteróides, a uma distância do Sol de cerca de duas vezes e meia a distância da Terra (ou 2.5 unidades astronómicas). Já não é possível sublimar água gelada para lá das 3 UA, por isso se o cometa ainda estiver activo para lá desse ponto, algo mais volátil que a água gelada deverá estar a conduzir a sua actividade.

Links:

Cometa Holmes:
Wikipedia
Sky & Telescope
Aplicação Java que simula em 3D a órbita do cometa

 
  A PERSISTÊNCIA CIENTÍFICA DOS ROVERS MARCIANOS
   

Ao fim de mais de três e meio de operação, os rovers gémeos da NASA continuam a prosperar, e não mostram sinais de o fazer muito cedo, à medida que enviam quantidades ricas em dados para a Terra sobre o passado, presente e futuro do Planeta Vermelho.

A NASA anunciou no passado dia 15 de Outubro que extendia, pela quinta vez, as actividades destes dois robots - Spirit e Opportunity - talvez até 2009.

Os veículos, do tamanho de um carro de golfe e com seis rodas, que constituem o projecto MER (Mars Exploration Rover), têm estado imparáveis, literamente, no que toca aos aspectos mecânicos e científicos, desde que aterraram em lados opostos de Marte em Janeiro de 2004. Continuam a funcionar bem, dizem os controladores da NASA, embora cada um tivesse uma garantia de 90 dias para levar a cabo as suas respectivas missões.

Os rovers, movidos a energia solar, conseguem alcançar uma velocidade máxima de 5 centímetros por segundo, em solo liso e duro. "Quando utilizamos estes veículos no dia-a-dia, parecem excruciantemente lentos," disse Steve Squyres, cientista do projecto MER na Universidade de Cornell em Ithaca, Nova Iorque, EUA, acrescentando: "É esta maravilhosa aventura que se desenrola a uma velocidade incrivelmente lenta."

A longevidade dos rovers traduziu-se num saldo científico inesperado, particularmente no caso da Spirit, disse Squyres. "A Spirit só fez a sua maior descoberta ao fim de 1200 dias marcianos da sua missão." Quando a Spirit analisou um pedaço de solo marciano que era muito rico em sílica, providenciou algumas das mais fortes provas até à altura que o passado de Marte tinha sido muito mais molhado do que é agora. Os processos que produziram tal depósito concentrado de sílica necessitam da presença de água.

A Spirit está agora ocupada a explorar um local intrigante com o nome de "Home Plate," disse William Bruce Banerdt, cientista do projecto MER no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA. "Não diria que existe algo parecido a um consenso, mas existe a opinião que esta é uma característica vulcânica," disse. Banerdt disse que as imagens de satélite obtidas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter da NASA mostraram outras características na vizinhança que parecem ser de origem vulcânica. "Se o rover nos permitir mais tempo para mais observações destas outras características, esperamos ser capazes de construir a história desta área e a sua evolução... talvez num ambiente vulcânico muito activo," disse.

Vistas espectaculares a Sul de "Home Plate", vistas aqui em 3D, terão que esperar até à próxima Primavera, isto é, se o rover Spirit sobreviver até lá. O objectivo actual deste rover é descobrir um local ideal para aí ficar "estacionado" durante o Inverno que se aproxima, de modo a ficar inclinado na direcção do Sol e assim receber a maior quantidade possível de energia solar.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Cornell
(clique na imagem para ver versão maior)

"À medida que os rovers continuam a sobreviver, a história tem-se tornado cada vez mais excitante," disse Larry Crumpler, conservador de pesquisa para a vulcanologia e ciências espaciais no Museu de História Natural e Ciência do Novo México, em Albuquerque, e membro da equipa científica do projecto MER. Crumpler sugeriu que a actual zona de exploração da Spirit dentro da cratera Gusev - numa cordilheira de montes situado no distante horizonte do seu local de aterragem - é uma área rica para novas descobertas. "Existe aqui provas abundantes, não apenas para a água, mas água que aí esteve presente durante um tempo considerável, ou água que estava morna, mesmo até quente. Todos estes factores auguram bem para algumas descobertas climáticas," explicou Crumpler. Ele disse que os membros da equipa científica do projecto MER estão felicíssimos. "Alguns de nós ficarão com os rovers até ao fim, quão distante no futuro possa ou não ser. Tenho a certeza que uma grande questão científica estará mesmo do outro lado da encosta," acrescenta.

"Antes da missão MER, era surpreendente a dificuldade que tínhamos em convencer as pessoas do valor da mobilidade na superfície marciana," acrescenta Squyres. "Mas foi preciso um par de rovers extremamente capazes e alguns locais bastante interessantes em Marte para convencer o mundo disso."

Por exemplo, o rover Opportunity encontra-se agora dentro do limite da Cratera Victória, uma característica com cerca de 800 metros de diâmetro e com mais de 70 de profundidade, escavada por um impacto de meteoro há milhões de anos atrás. Para alcançar esse local dentro de Meridiani Planum, o robot teve que viajar 6 km desde o seu local de aterragem.

"A longevidade da missão permitiu-nos examinar a Cratera Victória fora do seu limite e agora aí dentro," disse William Farrand, cientista do Instituto de Ciência Espacial em Boulder, Colorado, EUA, e também membro da equipa dos rovers. "Estamos apenas começando com as nossas observações da estratigrafia de Victória... por isso é ainda demasiado cedo para retirarmos algum resultado dessas investigações. Mas nunca teríamos tido esta oportunidade se os rovers não tivessem durado tanto tempo." Farrand disse que, potencialmente, os cientistas de Marte ganharão uma melhor compreensão de como as rochas sedimentares em Meridiani Planum se formaram. "Nós sabemos que a água desempenhou aqui um papel importante," disse, mas acrescentou que muitos dos detalhes ainda precisam de ser trabalhados, com as investigações na Cratera Victória a providenciar informações adicionais para melhor compreender a história dos sedimentos.

Squyres disse que dentro de pouco será decidido quão mais fundo irá a Opportunity se aventurar na Cratera Victória. A decisão terá em conta considerações científicas e de segurança, disse. "Se perdermos uma roda dentro da cratera, não garanto que consigamos de lá saír," disse Squyres. "Há muita motivação em arrumar os nossos estudos aqui e voltar para as planícies," disse. "O rover Spirit está com alguns problemas devido a uma avaria na sua roda direita da frente," aponta Squyres.

O promontório de nome "Cabo Verde" pode ser observado nas paredes da Cratera Victória, nesta imagem de cores verdadeiras aproximadas, tirada pelo rover Opportunity. A foto foi tirada a 20 de Outubro (sol 1329), mais de um mês depois de ter começado a descer o limite da cratera. A qualidade enevoada da imagem é resultado da luz espalhada devido à poeira na câmara do rover.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Cornell
(clique na imagem para ver versão maior)

Ele diz que a longevidade dos rovers é devida a vários factores.

"O primeiro é que nós construímos um hardware extremamente bom. Os componentes foram seleccionados com extremo cuidado e tudo foi testado muito, muito rigorosamente." Além do mais, os veículos foram desenhados com manutenção remota em mente, imbutidos com a capacidade dos controladores terrestres de resolver os problemas e fazer manutenção dos robots à distância, disse, como por exemplo, utilizando aquecedores para combater as mudanças de temperatura em Marte.

Os operadores dos rovers maricanos também já tiveram alguma sorte. Em particular, pequenas rajadas de vento repetidamente limparam o pó que se acumulava nos painéis solares, disse Squyres.

Outra razão para a sobrevivência a longo-termo dos rovers tem sido a capacidade de conduzir e "estacionar" os veículos em terreno íngreme, inclinando os painéis solares na direcção do Sol. "Sobrevivemos dois invernos no planeta dessa maneira... e o terceiro está a chegar... e vamos tentar sobreviver a essa também," disse Squyres.

Em Julho passado, a Spirit e a Opportunity foram sujeitas a tempestades globais de areia que reduziram a luz solar que alcançava os rovers. Essa situação elevou a preocupação no que respeita à sobrevivência dos componentes eléctricos e mecânicos a bordo dos robots. Os controladores terrestres utilizaram procedimentos de baixo consumo de energia que fez com que as máquinas sobrevivessem as severas tempestades. Com céus limpos, os rovers foram novamente ligados e continuaram a recolher dados.

Mas, no fim, os rovers não são imortais, disse Squyres. "Se Marte não os matar, vamos nós desgastá-los. Já os puxámos muito para lá das suas capacidades," afirma. A chave agora, acrescenta, é continuar cada dia e encontrar aquele balanço entre segurança e agressividade, bem como espremer a quantidade máxima de ciência dos rovers quanto possível.

"Quando me sento e olho para as dificuldades que a Opportunity e a Spirit ultrapassaram, os dados que recolhemos, as descobertas que fizémos e os trabalhos científicos que foram escritos... durmo bastante bem à noite," exclama Squyres. "Serei o último a saír da sala, a desligar as luzes quando o último rover morrer. Tenho que ficar lá até ao fim."

Links:

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
Google Mars
Vídeo sobre a presença de água em Marte (formato Quicktime)
As descobertas em Marte

Rovers marcianos da NASA:
Página oficial
Wikipedia
Vídeo da entrada da Opportunity na Cratera Victória (formato Quicktime)

 
  ESCOLHIDOS OS LOCAIS DE ATERRAGEM PARA O MAIOR ROVER MARCIANO
   

Meia-dúzia de possíveis locais de aterragem foram seleccionados para o próximo rover da NASA a alcançar Marte, o Mars Science Laboratory (MSL). Este, o maior alguma vez lançado, irá tentar descobrir se o Planeta Vermelho foi alguma vez conducente à vida.

O rover deverá aterrar em Marte em Outubro de 2010. Irá estudar a composição dos vários elementos orgânicos, e como as rochas marcianas e o solo evoluíram com o passar do tempo. Irá também explorar o papel da água na história do paneta e medir a radiação do Sol e das partículas energéticas carregadas da galáxia, de nome raios cósmicos. "Resumidamente, o MSL irá tentar responder à questão da habitabilidade de Marte," diz John Grant, geólogo do Museu Nacional Aeroespacial em Washington, DC, EUA.

Concepção de artista do próximo rove ra explorar Marte, o Mars Science Laboratory, com lançamento previsto para 2009.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)

Os cientistas consideraram mais de 50 locais possíveis para a aterragem do rover. Num workshop a semana passada em Pasadena, Califórnia, EUA, diminuiram os locais para seis. Todos os seis locais parecem conter minerais de argila, sobre os quais os cientistas pensam ter-se formado devido a um contacto prolongado com água líquida. As seis escolhas são:

  • Mawrth Vallis (24º Norte): um antigo canal de fluxo de água com rochas claras ricas em minerais de argila;
  • Depressão Nili Fossae (22º Norte): uma fractura que sofreu erosão e foi parcialmente preenchida por sedimentos e materiais ricos em argilas oriundos de uma cratera vizinha;
  • Cratera Jezero (18º Norte): uma antiga cratera, antigamente preenchida com água, contendo o depósito de um delta rico em argilas;
  • Meridiani Sudoeste (3º Sul): um local onde existem algumas provas de uma camada antiga e larga, rica em argilas, perto da superfície, bem como materiais ligeiramente mais jovens que contêm sulfatos, que também requerem a presença de água para se formarem;
  • Cratera Holden (26º Sul): um antigo leito de um rio com sedimentos ricos em argilas;
  • Cratera Terby (28º Sul): outro antigo leito de um rio com depósitos diversos, incluindo argilas.

Grant diz que pessoalmente favorece a Cratera Holden. Mas ambas as crateras Holden e Terby, que se situam no hemisfério Sul, podem ser inadequadas devido ao rover poder chegar durante o inverno local. Como resultado, poderá ter que hibernar durante os tempos mais frios pois não poderá funcionar devidamente.

Imagem da Cratera holden, um dos possíveis locais de aterragem do rover MSL, capturada pela sonda Mars Express da ESA.
Crédito: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum)
(clique na imagem para ver versão maior)

Não é ainda claro quão grande poderá ser este problema. "Se as operações forem reduzidas por 50%, por exemplo, isso seria realmente mau," diz Grant, que pertence ao comité de selecção do local de aterragem. "Mas essas coisas estão a ser estudadas arduamente e teremos um bastante maior conhecimento nos próximos dois meses."

Os cientistas passarão os próximos nove meses a estudar imagens da sonda Mars Reconnaissance Orbiter da NASA de modo a descobrir mais sobre os seis locais. Os engenheiros irão também examinar quais são os mais seguros para se aterrar. O local ideal terá que ser liso e pouco dado a ventos altos. "A sonda não pode aterrar devidamente em terreno muito inclinado," disse Grant. "Os números e tamanhos das rochas à superfície são também problemas - não queremos que o rover aterre num local cheio de rochas com mais de um metro de altura."

Nili Fossa é uma das maiores exposições de minerais argilosos descobertas pelo espectómetro OMEGA a bordo da Mars Express. Os materiais orgânicos podem estar preservados nas argilas.
Crédito: NASA/JPL/Universidade do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior)

Caso todos estes seis locais se tornem inadequados, as equipas irão também estudar outros quatro locais de "purgatório". Grant espera que outro workshop daqui a seis ou nove meses diminua o local de aterragem para um determinado intervalo de latitude, e depois será escolhido o local final de aterragem em Outubro de 2008, um ano antes do seu lançamento.

Links:

Notícias relacionadas:
Comunicado de imprensa (NASA)

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
Google Mars
Vídeo sobre a presença de água em Marte (formato Quicktime)
As descobertas em Marte

Mars Science Laboratory:
Página oficial da NASA
Wikipedia

Mars Reconnaissance Orbiter:
Página oficial da NASA
Página da câmara HiRise
Wikipedia

 
  ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS
       
  Foto  
Cometa Holmes já tem cauda - Crédito: Vicent Peris e José Luis Lamadrid (astrofoto.es)
O Cometa Holmes continua a ser uma visão impressionante a olho nu. O Cometa diminuiu um pouco de brilho, e agora claramente parece ter uma maior extensão angular que as estrelas e os planetas. Os astrofotógrafos também notaram uma aparência distintamente verde na cabeleira do cometa ao longo da semana passada. A imagem do lado foi tirada em Espanha e é composta por três exposições digitalmente combinadas, e mostra que o Cometa 17P/Holmes já tem uma cauda. A cauda iónica azul é criada pelo vento solar quando impacta com os iões na cabeleira do cometa Holmes, afastando-os na direcção oposta à do Sol. O Cometa Holmes atravessou um inesperado e dramático aumento de brilho há apenas duas semanas. O detalhe visível na cauda do Cometa Holmes indica que a explosão de poeira e gás que criou este brilho inesperado é um evento complexo que ainda está a ocorrer. O Cometa Holmes irá mover-se apenas um pouco no céu durante este mês.
Ver imagem em alta-resolução
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 07/11: 311.º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1996 era lançada a sonda Mars Global Surveyor.

Observações:
Por volta das 7 da manhã, a fina Lua encontra-se perto de Mercúrio e Espiga, a Este-Sudeste. Observe-os de binóculos - e não deixe o amanhecer tornar-se demasiado claro antes de observar.

Dia 08/11: 312.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1656 nascia Edmond Halley (no calendário juliano corresponde a 29 de Outubro).

Halley era um cientista inglês que usou a sua teoria das órbitas cometárias para calcular que o cometa de 1682 (Cometa Halley) era periódico e encorajou Isaac Newton a publicar a sua famosa obra de cálculo, gravidade, e das leis da gravidade. Também descobriu em 1718 que algumas das estrelas "fixas" (Sirius, Aldebarã, Betelgeuse e Arcturo) na realidade tinham o que se chama de "movimento próprio", o que significa que não estão estacionárias ("fixas"). Pensava-se que as estrelas estavam fixas no céu desde a compilação da obra "Almagest" de Ptolomeu.
Em 1984, lançamento da missão STS-51A, voo inaugural do Vaivém Discovery.

Observações: A brilhante estrela variável eclipsante, Algol (não muito longe do Dometa Holmes) deverá estar num do seus atenuamentos periódicos, magnitude 3.4 em vez dos usuais 2.1, durante um par de horas centradas por volta das 03:43 GMT. Algol demora algumas horas adicionais a diminuir e a aumentar de brilho.
Mercúrio encontra-se na sua maior elongação, 19º Oeste do Sol.

Dia 09/11: 313.º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1934 nascia Carl Sagan.

Carl Sagan começou a sua carreira na ciência da vida no Universo como assistente do prémio Nobel da medicina H. J. Muller nos anos 50. Conhecedor, tanto de Astronomia como de Biologia, as suas contribuições para o estudo da ciência planetária são a fundação da pesquisa actual. "Cosmos", a série televisiva, ganhou vários prémios Emmy e Peobody. O livro, foi o livro científico mais vendido de sempre. O seu romance "Contacto" foi trazido para o cinema através da Warner Bros. Teve um papel fundamental nas sondas Mariner, Viking e Voyager, pelas quais recebeu a medalha de Feito Científico Excepcional da NASA (duas vezes) e a medalha de Notável Seviço Público. Co-fundador da Sociedade Planetária. Dr. Sagan recebeu o prémio Pulitzer, a medalha Oersted e muitos outros prémios - incluíndo dezoito graduações de colégios e Universidades americanas - pelas suas contribuições à Ciência, literatura, educação e conservação do ambiente. Sagan teve o título de Professor David Duncan de Astronomia e Ciências Espaciais e foi director do Laboratório de Estudos Planetários na Universidade de Cornell. O prémio Masursky da Sociedade Astronómica Americana cita "as suas extraordinárias contribuições no desenvolvimento da ciência planetária". Morreu a 20 de Dezembro de 1996. Faria 73 anos.
Observações: Lua Nova, por volta das 23:04.

 
 
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A Nebulosa do Boomerang é o objecto mais frio jamais encontrado no Universo. Com uma temperatura de -272ºC consegue ser mais fria que a própria radiação de fundo cósmico. Saber mais
 
 
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