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ASTERÓIDE 2007 WD5 NÃO VAI COLIDIR COM MARTE |
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De acordo com os cientistas da NASA, o risco do asteroíde 2007 WD5 atingir Marte no dia 30 de Janeiro diminuiu para 1 em 10.000, essencialmente pondo de lado um impacto.
O asteróide foi descoberto a 20 de Novembro de 2007 e os cálculos iniciais sugeriam que a rocha espacial com 50 metros tivesse uma probabilidade, entre 75, de atingir Marte no dia 30 de Janeiro.
Observações posteriores sugeriram brevemente que a hipótese de impacto era de 1 entre 25. Mas observações recentes por vários telescópios em todo o mundo conseguiram refinar a órbita do asteróide até basicamente excluir a possibilidade de um impacto.

Esta imagem do asteróide 2007 WD5 (dentro do círculo ao centro) foi obtida pelo telescópio de 2,2 metros da Universidade do Hawaii, em Mauna Kea.
Crédito: Tholen/Bernardi/Micheli/NSF
(clique na imagem para ver versão maior)
Os cientistas do Programa Near Earth Object da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA, calcularam que o asteróide não se aproximará mais do que 4000 quilómetros da superfície do Planeta Vermelho a 30 de Janeiro.
Porque o asteróide se dirige para Marte e não a Terra, alguns cientistas esperavam um impacto para que pudessem observar o evento a partir de órbita. Também esperavam observar a cratera resultante, que se estimou vir a ter um diâmetro de 1 km. A maioria das crateras conhecidas em Marte são antigas e por isso cobertas por poeira.
A probabilidade de 2007 WD5 ter atingido Marte relembra o risco de uma rocha espacial semelhante um dia colidir com a Terra.
A NASA diz que dentro de uns anos, deverá ter encontrado 90% de todos os asteróide potencialmente perigosos com mais de 1 km de diâmetro. Mas asteróides mais pequenos, como 2007 WD5, poderão permanecer sem detecção até pouco tempo antes de um possível impacto, o que significa que o único recurso seria evacuar quaisquer áreas habitadas que poderiam situar-se no seu percurso.
Links:
Notícias relacionadas:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg (26/12/07)
Núcleo de Astronomia do CCVAlg (02/01/07)
Núcleo de Astronomia do CCVAlg (05/01/07)
NASA (JPL)
SPACE.com
Universe Today
MSNBC
Mars Daily
Asteróide 2007 WD5:
Wikipedia
Órbita de 2007 WD5 (SSD) |
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IMPORTANTES EVENTOS CELESTES EM 2008 |
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Aqui ficam alguns dos mais interessantes eventos celestes que terão lugar este ano. Os eventos que se possam observar de Portugal poderão ter uma maior cobertura por parte do website do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve, à medida que se aproximem.
1 de Fevereiro - Conjunção Vénus/Júpiter, Parte 1 (observável de Portugal). Esta será a primeira de duas reuniões este ano entre os dois mais brilhantes planetas do nosso céu. Esta ocorrerá no céu antes do amanhecer, baixos a Este-Sudeste e será melhor observada 45 minutos antes do amanhecer. No dia 4 de Fevereiro, uma linda Lua Crescente irá juntar-se aos dois planetas, uma esplêndida ocasião para os observar.

Conjunção de 1 de Fevereiro entre Vénus e Júpiter.
Crédito: Miguel Montes, Stellarium
20-21 de Fevereiro - Eclipse lunar total (observável de Portugal). Menos de seis meses depois do eclipse lunar total de Agosto último, temos ainda outro que ocorre durante as horas da madrugada da noite de 20 para 21 de Fevereiro. Este eclipse será visível em praticamente todo o Hemisfério Norte desde os EUA até à Europa, embora nós tenhamos uma boa visão da Lua escura antes de se pôr. A totalidade durará um pouco menos que o normal (50 minutos), à medida que a Lua desliza pela porção mais a Sul da umbra da Terra, talvez levando a uma fase total mais brilhante, realçada por um limbo Sul mais brilhante. A juntar a este espectáculo, o planeta Saturno e a brilhante estrela Régulo (de Leão) estarão perto da lua totalmente eclipsada, formando um triângulo largo.
10 de Maio - Ocultação do enxame do Presépio. A Lua Crescente, com 38% de iluminação, passará em frente do famoso Enxame do Presépio (M44) esta noite, apenas observável no Norte do Continente Americano. É uma linda ocasião para os observar em binóculos e pequenos telescópios. Os membros do enxame desaparecerão por trás do limite escuro da Lua e reaparecerão aproximadamente uma hora depois por trás do limite direito.
21-22 de Maio - Júpiter sem satélites! Quem quer que aponte um pequeno telescópio para o planeta Júpiter irá quase sempre ver alguns ou todos dos famosos 4 satélites de Galileu. Regularmente, pelo menos dois ou três destes satélites serão imediatamente evidentes; por vezes todos os 4. É muito raro quando apenas uma lua está visível e ainda mais raro quando não se conseguem observar. Nesta noite, para partes dos EUA e do Canadá, Júpiter aparecerá sem luas durante cerca de 20 minutos.
30 de Junho - Ocultação do enxame das Plêiades. Infelizmente, nos céus portugueses não veremos mais que uma bela aproximação da Lua a M45 antes do amanhecer de dia 30, mas observadores do Nordeste dos EUA serão capazes de a observar antes do amanhecer. Fornecerá uma bela visão para binóculos e pequenos telescópios.
1 de Agosto - Eclipse total do Sol. Alguém vai para a Sibéria? A partir de Novosibirsk verá o Sol à tarde ser completamente escurecido pela Lua, durante uns 2,3 minutos. A totalidade também será visível a partir do Canadá, partes Oeste da Mongólia e do limite Oeste da Grande Muralha da China.
11-12 de Agosto - Chuva de meteoros Perseídas (observável de Portugal). À primeira vista este não parece um bom ano para se observar a famosa chuva de meteoros, dado que a Lua, quase cheia, estará visível até bem tarde. Mesmo assim, ela põe-se, dia 12, por volta das 2 da manhã, deixando escura o resto da noite para observar estrelas cadentes.
16 de Agosto - Eclipse parcial da Lua (observável de Portugal). Europa, África e Ásia estarão nas melhores posições para observar cerca de 2/5 da Lua ficar embebida na escura sombra umbral da Terra.
19-20 de Setembro - Outra ocultação das Plêiades (observável de Portugal). Uma Lua Minguante ocultará parte de M45 depois da meia-noite de 19 para 20. Outra boa altura para os observar de binóculos e com pequenos telescópios.

Ocultação parcial de M45 pelas Plêiades, vista de Portugal.
Crédito: Miguel Montes, Stellarium
1 de Dezembro - Conjunção de Vénus/Júpiter, Parte 2 (observável de Portugal). Este será o segundo encontro dos dois planetas mais brilhantes em 2008, desta vez no céu pouco depois do pôr-do-Sol. E como bónus, a Lua Crescente juntar-se-á, formando um imponente triângulo e mesmo até despertando o interesse de quem normalmente não olha para o céu. |
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SONDA MESSENGER FARÁ HISTÓRICO VOO RASANTE POR MERCÚRIO |
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Segunda-feira, dia 14 de Janeiro, uma pioneira sonda da NASA será a primeira a visitar Mercúrio em quase 33 anos, quando passar por cima do planeta para explorar e obter imagens detalhadas de terreno nunca-antes-observado. Estes achados poderão levar a novas teorias e responder a velhas questões no estudo do Sistema Solar.
A sonda MErcury Surface, Space ENvironment, GEochemistry, and Ranging spacecraft, com o nome MESSENGER, é a primeira missão enviada para orbitar o planeta mais próximo do Sol. Antes dessa órbita começar em 2011, a sonda fará três voos rasantes pelo pequeno planeta, atingindo uns meros 200 quilómetros acima da superfície rochosa e craterada de Mercúrio. As câmaras da MESSENGER e outros instrumentos altamente sofisticados irão recolher mais de 1200 imagens e fazer outras observações durante esta aproximação, encontro e afastamento. Fará as primeiras medições detalhadas desde o terceiro e último voo rasante da Mariner 10 em 16 de Março de 1975. Quando a Mariner 10 passou por Mercúrio em meados dos anos 80, estudou apenas um hemisfério.

Interpretação de artista da sonda MESSENGER à chegada a Mercúrio.
Crédito: NASA/JHUAPL/CIW
(clique na imagem para ver versão maior)
"Esta é uma exploração científica crua e o suspense cresce dia após dia," disse Alan Stern, vice-administrador da Direcção de Missões Científicas da NASA em Washington. "O que verá a MESSENGER? Segunda-feira saberemos."
O encontro irá também fornecer um impulso gravitacional crítico, necessário para manter a sonda no seu percurso até à inserção orbital em 2011, começando aí um estudo sem precedentes de Mercúrio, ao longo de um ano. O voo rasante também irá recolher dados essenciais para o planeamento da missão.
"Durante este voo rasante começaremos a obter imagens do hemisfério que nunca foi observado por uma sonda e de Mercúrio a resoluções melhores que aquelas obtidas pela Mariner 10," disse Sean C. Solomon, investigador principal da MESSENGER, do Instituto Carnegie em Washington. "As imagens serão obtidas em vários filtros de cores para podermos começar a ter uma ideia da composição da superfície."
Um local de grande interesse é a Bacia Caloris, uma cratera de impacto com quase 1300 km de diâmetro, uma das maiores bacias de impacto do Sistema Solar.
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O planeta Mercúrio.
Crédito: NASA |
"Caloris é enorme, tem cerca de um quarto do diâmetro de Mercúrio, com anéis de montanhas interiores que têm mais de três quilómetros de altura," disse Louise Prockter, cientista do instrumento Mercury Dual Imaging System do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel. "A Mariner 10 viu menos de metade da bacia. Durante o primeiro voo rasante, obteremos imagens do outro lado."
Os instrumentos da MESSENGER providenciarão as primeiras medições da composição mineralógica e química da superfície de Mercúrio. Também estudará o campo magnético global e aumentará o nosso conhecimento do campo gravítico obtido pelo voo rasante da Mariner 10. Os componentes de grande comprimento de onda do campo gravítico providenciam informações importantes acerca da estrutura interna do planeta, particularmente sobre o tamanho do núcleo de Mercúrio.
O voo rasante também dará uma oportunidade para examinar o ambiente de Mercúrio de maneira únicas, não possíveis uma vez que a sonda comece a orbitar o planeta. O voo rasante também mapeará a ténue atmosfera de Mercúrio com observações ultravioletas e documentará as partículas energéticas e o plasma da magnetosfera de Mercúrio. Em adição, a trajectória do flyby permitirá medições únicas das partículas e do plasma da cauda magnética que se prolonga para trás de Mercúrio.
Lançada a 3 de Agosto de 2004, a sonda MESSENGER está um pouco para lá da sua viagem de quase 7 mil e 900 milhões de quilómetros. Já passou pela Terra uma vez e por Vénus duas vezes. A sonda usará o puxo da gravidade de Mercúrio durante a passagem deste mês, a de Outubro de 2008 e a de Setembro de 2009, para a guiar correctamente até à órbita do planeta. A inserção orbital será concluida com um quarto encontro com Mercúrio em 2011.
Links:
Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
New Scientist
The Register
MSNBC
Science Daily
Reuters
Nature
Space Ref
Sonda MESSENGER:
NASA
JHUAPL
Wikipedia |
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EFEMÉRIDES: |
Dia 12/01: 12.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1820 é fundada a "British Royal Astronomical Society".

Observações: Aproveite a noite para observar de binóculos a Grande Nebulosa de Orionte.
Dia 13/01: 13.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1610, Galileu Galilei descobria a quarta lua de Júpiter, Calisto.

Em 2000, foram descobertos buracos negros solitários à deriva na Galáxia.
Observações: Esta semana, nos céus a Este, o brilhante Marte continu a brilhar no centro de um grande rectângulo estelar: Capela, Aldebarã, Betelgeuse e as estrelas de Gémeos, Pollux e Castor.
Dia 14/01: 14.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2005 aterrava em Titã a sonda Huygens.

Observações: Procure o Grande Quadrado de Pégaso, balançado num canto, para a direita da Lua esta noite. As estrelas do pescoço e da cabeça estendem-se a partir da parte de baixo do Grande Quadrado nesta altura do ano. As estrelas principais de Andrómeda estendem-se a partir do seu canto superior. Depois de jantar, este arranjo celeste prolonga-se quase desde o horizonte até ao zénite!
Dia 15/01: 15.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, a União Soviética lançava a Soyuz 5.

Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 19:46.
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CURIOSIDADES: |
Se levarmos o nosso telescópio motorizado, comprado em Portugal, para o Hemisfério Sul, em vez de conseguirmos manter os objectos fixos no campo da ocular, estes parecerão deslocar-se ao dobro da velocidade a que se deslocam com o motor desligado!
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