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BOLETIM ASTRONÓMICO - EDIÇÃO N.º 488
De 21/01 a 22/01/2009
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  EXOPLANETA MAIS PEQUENO CONHECIDO PODE NA REALIDADE TER APROXIMADAMENTE A MASSA DA TERRA
   

 


Impressão de artista do planeta MOA-2007-BLG-192-L b, assumindo que a estrela-mãe é uma anã vermelha.
Crédito: Programa de Exploração de Exoplanetas da NASA
(clique na imagem para ver versão maior)

O planeta mais pequeno em torno de uma estrela normal que não o Sol pode ser mais pequeno do que se pensava. Uma nova análise sugere que o corpo rochoso tem uma massa de apenas 1,4 Terras - menos de metade da estimativa original. As observações ao longo dos próximos meses irão testar as previsões.

A maioria dos planetas extrasolares conhecidos são gigantes gasosos, com centenas de vezes a massa da Terra, e foram descobertos através da oscilação que provocam nas suas estrelas-mãe.

Mas em 2008, os astrónomos descobriram um planeta que estimaram ter apenas três vezes a massa da Terra. Com o nome MOA-2007-BLG-192-L b, reteve o título do exoplaneta com a menor massa conhecida, além de um pequeno mundo descoberto em torno de uma estrela morta conhecida como um pulsar.

O planeta foi detectado usando uma técnica na qual uma estrela passa em frente de outra, do ponto de vista da Terra. A luz da estrela de fundo é gravitacionalmente distorcida e ampliada por um período de dias até semanas durante o evento. Mas se a estrela mais próxima tiver um planeta, a gravidade do planeta pode dar um impulso adicional à luz da estrela de fundo durante várias horas.

A análise destes eventos demora tempo, porque existem muitas variáveis a ter em conta, incluindo os tamanhos do planeta e da estrela, a sua separação e a distância da Terra.

Inicialmente, a equipa acreditava que esta estrela-mãe era uma anã castanha - um objecto demasiado pequeno para suster fusão nuclear, como acontece com as estrelas normais. Isso sugeriu que MOA-2007-BLG-192-L b tinha 3,3 massas terrestres.

O membro da equipa, Jean Beaulieu do Instituto Astrofísico de Paris, anunciou a semana passada numa reunião da Sociedade Astronómica Real em Londres, que as observações mais recentes sugerem que a estrela-mãe é na realidade mais massiva do que pensava - um tipo de estrela chamada anã vermelha.

Isto indica que o planeta tem uma massa de 1,4 Terras. Em termos de tamanhos, torna-o um quase gémeo do nosso planeta, mais perto em massa do que qualquer outro planeta conhecido à excepção de Vénus.

Scott Gaudi da Universidade Estatal do Ohio em Columbus, que não pertence à equipa, diz que as novas medições "dão uma estimativa muito mais robusta" da massa do planeta e da sua estrela-mãe.

"O resultado é importante porque este é o planeta de menor massa já detectado, e está extremamente perto da massa da Terra," afirma. "Obviamente, a descoberta de um planeta com realmente a massa da Terra é um dos maiores objectivos das pesquisas por planetas extrasolares. Estamos agora muito próximo de atingi-lo."

A equipa planeia obter mais dados sobre a estrela-mãe em Abril ou Maio ao usar o VLT (Very Large Telescope) no Norte do Chile.

Se a sua análise se confirmar, permanece incerto se o pequeno planeta pode conter vida. Devido à sua estrela ser uma anã vermelha muito ténue, o planeta é provavelmente gelado - mesmo se orbite à mesma distância que Vénus do nosso Sol.

No entanto, se o planeta tiver uma espessa atmosfera de hidrogénio, poderá ter uma temperatura à superfície capaz de suportar algum tipo de vida.

Links:

Notícias relacionadas:
CCVAlg (4/06/08)
Universe Today
New Scientist

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Wikipedia (lista)
Wikipedia (lista de extremos)
Catálogo de planetas extrasolares vizinhos (PDF)
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net
Extrasolar Visions

 
   
 

ASTRO-CURTAS

Rússia propõe missão para pesquisar provas de Astroengenharia (via Universe Today)
É provavelmente o desejo mais ardente da Humanidade: procurar vida extraterrestre. Existem muitas maneiras de procurar a vida, desde escavar a superfície de Marte com sondas robóticas em busca de compostos pré-bióticos, até construir vastas antenas de rádio para "ouvir" as comunicações distantes libertadas ou transmitidas deliberadamente a partir de um distante sistema estelar por uma civilização inteligente e desenvolvida. No entanto, apesar dos nossos melhores esforços, parecemos ser a única forma de vida por centenas de anos-luz. [Ler fonte]

Será a Humanidade uma raça destinada ao espaço? (via SPACE.com)
O nosso destino é seguir para as estrelas. É essa a suposição que temos feito há mais de um século, como os leitores certamente acreditam. Em breve pessoas estarão em Marte, e eventualmente em satélites dos planetas exteriores. Mas a colonização da vizinhança de outras estrelas é enormemente mais difícil que a colonização do Sistema Solar. Os nossos foguetões mais rápidos conseguem levar-nos até Neptuno em menos de uma década - uma longa viagem, mas não inconcebível. Por outro lado, uma viagem até ao sistema estelar mais próximo, Alpha Centauri, demoraria 75.000 anos. [Ler fonte]

 
  ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS
       
  Foto  
Hipérion: Uma Lua com Estranhas Crateras - Crédito: Cassini Imaging Team, SSI, JPL, ESA, NASA
O que se encontra por baixo das estranhas crateras de Hipérion? Ninguém sabe. Para ajudar a responder a esta questão, a sonda Cassini, agora em órbita de Saturno, passou pela lua com a textura de uma esponja no final de 2005 e obteve esta imagem num detalhe sem precedentes. A imagem, vista aqui em cores falsas, mostra um incrível mundo cheio de estranhas crateras e geralmente uma superfície invulgar. As pequenas diferenças nas cores provavelmente mostram as diferenças na composição da superfície. Na parte de baixo da maioria das crateras situa-se um tipo desconhecido de material escuro. Uma inspecção da imagem mostra que as características brilhantes indicam que o material escuro pode ter em alguns lugares uma espessura com apenas dezenas de metros. Hipérion tem cerca de 250 km de comprimento, roda caoticamente, e tem uma densidade tão baixa que pode até conter um vasto sistema de cavernas.
Ver imagem em alta-resolução
 
 
 
EFEMÉRIDES:

Dia 21/01: 21.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2004, a NASA "perdia" o contacto do rover Spirit, um problema que viria a ser resolvido remotamente a 6 de Fevereiro.

Observações: O ténue planeta Urano encontra-se a 1,4º de Vénus, 10.4 magnitudes mais brilhante, esta noite e as duas seguintes. Use binóculos.

Dia 22/01: 22.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1968, a Apollo 5 levantava voo transportando o primeiro módulo lunar para o espaço.
Em 1992, Roberta Bondar tornava-se a primeira mulher canadiana no Espaço a bordo da STS-42.  

Em 2000 foi demolida a plataforma de lançamento de Vandenburg.
Em 2003, foi perdido o contacto com a sonda Pioneer 10.
Observações: Esta é a gélida altura do ano em que a Ursa Menor pendura-se na sua "pega", a estrela Polar, ao começo da noite, como se tivesse sido pregada na parede Norte do céu.

 
 
CURIOSIDADES:

As estrelas de neutrões são os imãs mais fortes do Universo.
 
 
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