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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 514
De 23/03 a 24/03/2009
 
 
 

Dia 23/03: 77.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1840 era tirada a primeira fotografia (daguerreótipo) da Lua.
Em 1912 nascia Wernher Von Braun. Foi um importante pioneiro no desenvolvimento dos foguetões e da exploração espacial entre os anos 30 e 70.
Em 1965, os EUA lançavam a Gemini 3 até à órbita da Terra transportando os astronautas Virgil (Gus) Grissom e John W. Young. Grissom e Young orbitaram a Terra três vezes. A nave Gemini era maior que as cápsulas Mercury, com um peso de 4,200 kg, e transportava dois astronautas em vez de um. A Gemini 3 era a primeira missão tripulada do programa Gemini, depois de dois testes de voo não-tripulados.
Em 2001, a estação Mir, com 15 anos, é removida de órbita e trazida até à Terra num espectáculo de fogo e fumo, para descansar nas profundezas do Oceano Pacífico.

Observações: Observe Saturno que brilha alto no céu nocturno e com um pequeno telescópio tente ver a sua maior lua, Titã, que se encontra cerca de 3 diâmetros para Leste do planeta.

Dia 24/03: 78.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1893 nascia Walter Baade.

Foi o primeiro a resolver as companheiras da galáxia de Andrómeda em estrelas individuais e a desenvolver o conceito de população estelar em galáxias.
Observações: Já ouviu falar do enxame do Presépio? Também conhecido como M44, este é um bonito enxame aberto situado na constelação de Caranguejo que é fácil observar com uns binóculos.
Até 25 de Março, 10 minutos após pôr do Sol é possível observar um crescente cada vez mais fino e mais longo de Vénus à medida que este se prepara para passar em frente do Sol deixando de ser estrela da tarde para passar a ser estrela da manhã (ver esquema).

 
 
 

Marte tem um período sinódico de rotação (dia) de 24 horas 39 minutos e 35,24 segundos, muito semelhante ao da Terra.

 
 
 
AIA 2009
 
 
  CAMADA DE OZONO: UMA HISTÓRIA DE SUCESSO  
 

Imagine o ano 2065. Dois terços do ozono da atmosfera da Terra desapareceram. O famoso buraco de ozono sobre a Antártida existe agora durante todo o ano, com um sósia sobre o Pólo Norte. Pessoas que vivem em cidades de latitudes moderadas como Faro, Lisboa ou Porto apanham queimaduras solares graves após cinco minutos de exposição ao Sol. A radiação UV responsável por mutações subiu 650 porcento nos últimos 60 anos, com prováveis efeitos nocivos sobre as plantas, os animais e um aumento brutal das taxas de cancro da pele humana.

Esse era o Mundo que seria herdado pelos nossos descendentes se 193 nações, não tivessem concordado com proibição de substâncias que contribuem para a destruição do ozono atmosférico, de acordo com investigadores da química atmosfera da NASA, da Universidade Johns Hopkins e da Agência de Avaliação Ambiental dos Países Baixos. Os investigadores revelaram esta semana uma nova simulação computorizada, que revela claramente os contornos de uma catástrofe mundial que os seres humanos conseguiram evitar.

Em retrospectiva, os investigadores dizem que o Protocolo de Montreal foi um "notável acordo internacional que deve ser estudado por todos aqueles que agora estão envolvidos na problemática do aquecimento global e nas tentativas para chegar a um acordo internacional sobre o assunto."

Exemplo de fotografia e respectiva legenda

A camada de ozono em 2037. As zonas vermelhas representam zonas com uma concentração de ozono normal a elevada, enquanto as regiões a azul representam zonas onde houve depleção.
Crédito: Animação: Trent L. Schindler (SVS) (chefe de equipa); Produção: Jefferson Beck (UMBC); Cientista coordenador: Paul Newman (NASA/GSFC). (clique na imagem para ver versão maior)

Liderada pelo cientista da NASA Paul Newman, uma equipa de químicos atmosféricos simulou "o que poderia ter sido" se os clorofluorocarbonetos (CFC's) e compostos químicos de efeitos similares na destruição do ozono atmosférico não tivessem sido proibidos pelo Protocolo de Montreal. O modelo completo - incluindo efeitos de química atmosférica, considerando o vento e as alterações de radiação solar - simulou o que aconteceria às concentrações globais de ozono estratosférico se os CFC's fossem continuamente emitidos para atmosfera ao ritmo a que eram na altura do acordo.

As animações agora disponibilizadas pela NASA apresentam a evolução dos dois casos distintos: o "mundo evitado" em que a taxa de emissão de CFC na atmosfera é considerada como sendo a do período que antecedeu o regulamento, e o "Caso Projectado", que assume a actual taxa de emissão, após a regulamentação e aplicação do Tratado de Montreal. Ambos os casos foram simulados até ao ano 2065.

Links:

Fonte das Imagens:
NASA SVS Animation

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Universe Today

 
     
 
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Atenção a todos os astrofotografos! O Royal Observatory de Greenwich, Inglaterra, está a oferecer uma nova prova, aberta ao público em geral, para aqueles que adoram fotografar o céu nocturno. Aberta a qualquer pessoa, a partir de qualquer local, inclui uma categoria especial de astrofotografia para jovens de idade inferior a 16. Há alguns prémios muito interessantes. No final será criada uma fotocolagem gigante do Universo usando todas as fotografias apresentadas. Esta competição é um evento do Ano Internacional da Astronomia. Mesmo que não seja um fotógrafo, qualquer pessoa interessada em astronomia pode ir para a galeria no Flickr e encher o olho... [Ler fonte]

 
     
 
     
  Luas de Saturno em Trânsito - Crédito: NASA, ESA, Hubble Heritage Team (STScI/AURA)  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

Em cada 14 a 15 anos, os anéis de Saturno encontram-se inclinados de modo que ficam alinhados com a nossa linha de visão. À medida que os anéis brilhantes e bonitos parecem ficar mais estreitos, torna-se cada vez mais difícil vê-los, mesmo com grandes telescópios. Mas o seu desaparecimento proporciona a oportunidade de assistir a vários trânsitos das luas de Saturno. Durante um trânsito, a lua iluminada pelo Sol e a sua sombra atravessam sobre as nuvens da face voltada para nós do gigante gasoso. Tirada a 24 de Fevereiro esta imagem do Telescópio Espacial Hubble é parte de uma sequência que mostra o trânsito de quatro das luas de Saturno. Da esquerda para a direita estão Encelado e a sua sombra, Dione e a a sua sombra, e a maior lua de Saturno, Titã. A pequena lua Mimas de Saturno apenas se sobrepõe ligeiramente ao disco perto do extremo direito. As sombras de Titã e de Mimas estarão projectadas já para o exterior do lado direito do disco. Para que se tenha ideia, Saturno tem um diâmetro equatorial de cerca de 120 000 km (o raio equatorial da Terra é de cerca de 6.370 km).

 


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