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Dia 13/04: 103.º dia do calendário gregoriano.
História: "Houston, we have a problem". Foram estas as palavras que o astronauta Jack Swigert disse ao controlo da missão em Houston no ano de 1970 depois do tanque de oxigénio n.º 2 do módulo de serviço da nave Apollo 13 ter explodido.

Os astronautas Swigert, Jim Lovell e Fred Haise movem-se então para o módulo lunar, que permaneceu sem danos. O voo continuou até e em volta da Lua e até à Terra. Todo o mundo observava com atenção à medida que a equipa terrestre e a tripulação da Apollo 13 ultrapassavam os obstáculos de salvar os astronautas. Estes conseguiram regressar em segurança à Terra.
Observações: À medida que a Primavera avança Orionte e os seus companheiros estão cada vez mais baixos após o por-do-sol. De madrugada antes do nascer-do-sol aproveite para ver uma conjunção de Vénus com Marte, estando também Júpiter no céu (ver esquema).
Dia 14/04: 104.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1629 nascia Christian Huygens, físico holandês e astrónomo, um dos cientistas mais proeminentes do século XVII.

Descobriu o anel e o quarto satélite (Titã) de Saturno (1655), e patenteou o primeiro relógio de pêndulo (1656). Na óptica propôs a teoria ondulatória da luz e descobriu a polarização. A sonda que há algum tempo aterrou em Titã tem o seu nome.
Em 1991 era lançado o Observatório de Raios-Gama Compton (GRO).
Em 2000, astrónomos detectam as primeiras provas observacionais dos restos de uma hipernova, explosões cem vezes mais energéticas que as supernovas e uma possível fonte dos poderosos GRB's (explosões de raios-gama), os eventos mais energéticos de todo o Universo conhecido, além do Big-Bang.
Observações: À medida que a Primavera avança, Sírio, a estrela de Inverno, está cada vez mais baixa a sudoeste enquanto Arcturus, a estrela da Primavera sobe no horizonte a Este. Consegue descobrir a que horas estarão à mesma altura?
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MICROMETEORITO INVULGAR DESCOBERTO NA ANTÁRTIDA |
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Uma miniatura de meteorito diferente de qualquer outra anteriormente descoberta foi encontrada na Antártida. O pequeno meteorito, conhecido como MM40, é o primeiro micrometeorito basáltico acondrítico encontrado na Terra. Uma análise detalhada revela que tem uma composição química invulgar que suscita dúvidas aos investigadores sobre a sua origem no Sistema Solar e como é que terá sido criado. "Temos meteoritos basálticos que se pensam ser oriundos de um asteróide chamado 4 Vesta e também conhecemos meteoritos basálticos da Lua e de Marte," disse a Drª. Caroline Smith, responsável pelos meteoritos do Museu de História Natural de Londres. "No entanto, a composição e estrutura química da MM04 não corresponde à que foi identificada em nenhum desses lugares. Tem que ter origem noutro lugar. "
MM40 tem apenas 150 micrometros na sua maior largura, ou seja, é quase tão grande como o ponto final desta frase.
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Micrometeorito.
Crédito: Washington State University (Fonte: Universe Today)
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Os meteoritos condríticos foram formados durante a formação do Sistema Solar, antes do início da acreção da maior parte da matéria nos planetas. Não foram alterados pela fusão e recristalização que ocorreu durante a formação planetária, nem pela ocorrência de forças erosivas semelhantes àquelas a que são submetidas as rochas da Terra .
Os meteoritos acondríticos, pelo contrário, foram formadas quando os planetas do Sistema Solar estavam em formação. As substâncias nesses meteoritos e os processos a que foram submetidos podem dar pistas sobre a forma como os planetas terão sido formados.
A equipa de investigação, liderada por Matthieu Gounelle do Laboratório de Mineralogia e Cosmoquímica do Museu Francês de História Natural , diz que a descoberta deste novo tipo de meteorito basáltico amplia o inventário de crostas planetárias do sistema solar. "O asteróide de origem do MM40 sofreu metamorfismo profundo, que terminou há menos de 7,9 milhões de anos depois da formação do Sistema Solar", escreveram os investigadores. "Simulações numéricas da dinâmica de transporte de poeiras sugerem que MM40 possa provir de um dos asteróides basálticos recém-descobertos que não são membros da família Vesta."
Embora as suas origens permaneçam um mistério, a sua descoberta tem implicações nas formas que os astroquímicos associavam à formação de planetas. A análise de MM04 mostrou que o "inventário" de processos de formação deve ser expandido, de acordo com a Drª. Smith.
"Os micrometeoritos são muitas vezes vistos como as "sondas espaciais" do homem pobre", disse ela. "Eles caem na Terra fortuitamente e não temos para gastar milhões de dólares ou de euros para uma missão robótica para encontrá-los e analisá-los."
No entanto têm uma contribuição importante a dar.
Links:
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Proceedings from the National Academy of Sciences
BBC News
Universe Today
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