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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 543
De 29/05 a 31/05/2009
 
 
 

Dia 29/05: 149.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1919, um eclipse solar total foi observado por dois diferentes grupos de astrónomos tentando confirmar a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, medindo se o Sol distorcia as posições aparentes das estrelas das Híades.
Em 1974 era lançada a Luna 22 (USSR).

Em 1999, o vaivém Discovery completa a sua primeira atracagem com a Estação Espacial Internacional.
Observações: A Lua esta noite encontra-se a 5º para baixo e para a direita de Régulo.

Dia 30/05: 150.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1966, lançamento da Surveyor 1, a primeira sonda sonda americana a aterrar em segurança na Lua.

Em 1971 era lançada a Mariner 9. A 13 de Novembro alcança a órbita de Marte. Envia 6.900 imagens.
Observações: E esta noite, a Lua está a 10º de Saturno.

Dia 31/05: 151.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2001, a sonda Cassini completa o veu voo rasante por Júpiter e dirige-se para Saturno.

Imagens de despedida de um eclipse de Io mostram actividade auroral na atmosfera Ioniana.
Observações: Continue a aproveitar a curta distância angular entre Saturno e a Lua, hoje a 8 ou 9º entre si.

 
 
 
Acredita-se que os buracos negros distorcem o espaço e o tempo até tal ponto, que o tempo praticamente pára no seu limite.
 
 
AIA 2009
 
 
  OBSERVADAS FASES EM PLANETA EXTRASOLAR  
 

Pela primeira vez, os astrónomos observaram opticamente as fases de um planeta extrasolar, à medida que o mundo girava em torno da sua estrela.

O planeta, CoRoT-1b, foi o primeiro planeta a ser descoberto pelo satélite francês CoRoT (Convection Rotation and Planetary Transit) há cerca de dois anos e meio. Está a aproximadamente 1600 anos-luz de distância na direcção da constelação de Unicórnio.

CoRoT-1b é um "Júpiter quente". Estes planetas têm o tamanho de Júpiter mas orbitam muito mais perto das suas estrelas (CoRoT-1b orbita a sua estrela em apenas 36 horas). Pensa-se que os Júpiteres quentes tenham efeitos de marés bloqueados, ou seja, um dos lados está sempre na direcção da estrela, e no outro é sempre de noite (a nossa Lua está assim também com a Terra, apenas mostrando uma das "faces").

Se estes planetas têm lados diurnos e nocturnos permanentes, os astrónomos esperam ver grandes diferenças de temperaturas entre os dois hemisférios, dependendo de qual estava a ser observado a partir da Terra.

Nesta impressão de artista, o CoRoT-1b pode ser visto em diversas fases à medida que orbita a sua estrela. Porque o planeta está bloqueado nos efeitos de marés, tem um lado diurno e nocturno permanentes.
Crédito: Universidade de Leiden
 

Os astrónomos já fizeram medições infravermelhas destas fases claras e escuras, mas as medições do CoRoT-1b marcam a primeira vez que foram observadas em comprimentos de onda ópticos, e mostram que o lado nocturno do planeta está completamente escuro, enquanto que o diurno é altamente aquecido pela estrela até aos 2000 graus Celsius.

"Por isso vemos uma grande diferença entre o lado diurno e o lado nocturno," disse o autor do estudo, Igna Snellen da Universidade de Leiden nos Países Baixos.

O efeito medido é muito parecido às fases dos objectos no nosso próprio Sistema Solar, tal como na Lua, quando o Sol brilha na Lua a partir de diferentes direcções, enquanto a Lua gira em torno da Terra. Embora no caso da nossa Lua esta luz seja a reflectida do Sol, e para o CoRoT-1b seja provavelmente radiação de calor.

As observações, detalhadas na edição de 28 de Maio da revista Nature, também proporcionam mais informações sobre a atmosfera do planeta extrasolar e sugerem que não existem grandes transferências de calor do lado diurno para o nocturno. Outro exoplaneta observado tinha uma diferença térmica menor entre os seus dois lados, sugerindo que o vento estava transportando a energia solar, mas "para este planeta, aparentemente não é o caso," disse Snellen.

Ao invés, o CoRoT-1b pode ter certas moléculas na sua atmosfera que absorvem e re-irradiam a luz da estrela no lado diurno antes que essa energia seja transferida para o outro lado do planeta.

As observações ópticas também podem dizer aos astrónomos se alguma da luz que vêm é ou não luz estelar reflectida, o que poderia sugerir que o exoplaneta tinha nuvens. Infelizmente, os cientistas não conseguiram determinar se alguma da luz do CoRoT-1b era reflecida, afirmou Snellen.

Para determinar se a luz é ou não reflectida, os astrónomos precisarão de fazer mais observações do planeta em múltiplos comprimentos de onda, acrescenta Snellen.

Snellen e seus colegas já começaram a observar outros planetas extrasolares para recolher mais informações sobre as fases e atmosferas dos Júpiteres quentes.

Links:

Notícias relacionadas:
Nature (requer subscrição)
Artigo científico (formato PDF)
Science
National Geographic

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Wikipedia (lista)
Wikipedia (lista de extremos)
Catálogo de planetas extrasolares vizinhos (PDF)
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net
Extrasolar Visions

COROT:
Página oficial
ESA
Wikipedia

 
     
 
 
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