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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 552
De 22/06 a 23/06/2009
 
 
 

Dia 22/06: 173.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1675 era fundado o Observatório Real de Greenwich

Em 1978 James Christy, do Observatório Naval dos Estados Unidos em Flagstaff, Arizona, descobre o satélite de Plutão, Caronte, acerca do qual quase nada se sabia mais de uma década depois. Plutão foi também descoberto em Flagstaff (no Observatório Lowell) em 1930.

Dia 23/06: 174.º dia do calendário gregoriano.
Observações: Os espectaculares enxames de Escorpião já começam a ser visíveis a horas decentes. Aproveite a noite para observar de binóculos M6, M7, M4, e muitos outros enxames abertos e globulares da vizinhança.

 

 

 
 

Ao contrário de Saturno e Júpiter, Urano (e Neptuno) não apresentam quaisquer sinais de aquecimento interno.

 
 
AIA 2009
 
 
  MANCHAS SOLARES REVELADAS COM DETALHE SURPREENDENTE POR SUPERCOMPUTADORES  
 

 

Imagem de mancha solar.
Crédito: UCAR, image courtesy Matthias Rempel, NCAR.
(Clique na imagem para ver maior)

Na imagem acima agora apresentada ao público, a interface entre a umbra (centro escuro) de uma mancha solar e a penumbra (região menos escura), apresenta uma estrutura complexa com filamentos finos (mais claros) embebidos num fundo que tem um campo magnético vertical (mais escuro até preto). Para o exterior a estrutura filamentar predomina. Esta estrutura foi finalmente conseguida com uma simulação 3D de computador, o que permitiu aos cientistas uma primeira ideia do que se passa sob a superfície visível da mancha.

A equipa internacional de cientistas do National Center for Atmospheric Research (NCAR), dos Estados Unidos da América, e do Instituto Max Plank para a Investigação do Sistema Solar, da Alemanha, diz que as simulações de alta resolução das manchas abrem caminho para que os investigadores possam aprender mais sobre estas vastas manchas misteriosas na superfície do Sol. As manchas solares são a manifestação superficial mais evidente do magnetismo solar e estão associadas a ejecções maciças de plasma carregado que podem causar tempestades geomagnéticas e interromper as comunicações e sistemas de navegação. Também contribuem para a ocorrência de alterações nas emissões do Sol que podem provocar algumas alterações climáticas na Terra.

“Esta é a primeira vez que temos uma modelação completa de uma mancha,” disse o primeiro autor Matthias Rempel, um cientista que trabalha no High Altitude Observatory do NCAR. “Se queremos compreender todos os indutores do sistema atmosférico da Terra, temos que compreeender as manchas solares e o seu modo de aparecimento e evolução. As nossas simulações permitirão avanços na área de investigação do interior estelar, bem como no conhecimento das emissões do Sol e as ligações entre as emissões do Sol e e a atmosfera da Terra.”

Desde que as manchas solares foram descobertas, há cerca de 100 anos, que os cientistas têm trabalhado para explicar estas estruturas complexas, que têm um ciclo de aparecimento de cerca de onze anos. As manchas solares estão associadas a uma intensa actividade magnética e à emissão de ejecções de plasma e a protuberâncias solares.

A criação de simulações tão perfeitas só é possível devido ao advento dos supercomputadores que permitem a resolução dos problemas que descrevem a Física dos processos solares.

Este modelo desta equipa de investigação foi publicado durante a semana passada na revista Science Express.

Links:

Fonte:
NCAR

Outras fontes:
Universe Today

 
 
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  NGC6240 - Galáxias em colisão - Crédito: NASA / JPL-Caltech / STScI-ESA / S. Bush, et al. (Harvard-Smithsonian CfA)  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

A NGC 6240 oferece um raro vislumbre de uma catástrofe cósmica em fase terminal. Esta colisão colossal está localizada a apenas 400 milhões de anos-luz de distância da Terra na constelação Ophiuchus. Sendo uma das fontes de infravermelho mais brilhantes do céu, a fusão de galáxias provoca a formação de caudas distorcidas, de emissões de gases e poeiras e forças de maré, que provocam o aparecimento da formação de novas estrelas. Os dois buracos negros supermassivos no núcleo das galáxias também coalescem para gerar um buraco negro , ainda mais massivo. Em breve, apenas uma grande galáxia permanecerá. Esta dramática imagem da cena é um compósito a vários comprimentos de onda; com os infravermelhos emissão de poeira gravada pelo Telescópio Espacial Spitzer. O campo vista abrange mais de 300.000 anos-luz à distância que foi estimada para a NGC 6240.

 


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