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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 556
De 03/07 a 05/07/2009
 
 
 

Dia 03/07: 185.º dia do calendário gregoriano.
História: Maior aproximação do Cometa C/1998 T1 (LINEAR) pela Terra (0.492 UA).
Em 2006, o asteróide denominado 2004 XP14 passa a 432.308 km da Terra.

Observações: Esta noite Antares brilha a apenas poucos graus da Lua.
A Terra encontra-se no afélio, a sua maior distância do Sol (apenas 3,3% mais do que no periélio em Janeiro).

Dia 04/07: 186.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1054 foi detectada pela primeira vez uma brilhante supernova registada pelos astrónomos chineses.

Deu origem ao resto de supernova que recebeu o nome de Nebulosa do Caranguejo e que é também conhecido por M1.
Em 1997, a sonda Pathfinder aterrava em Marte.
Em 2005, a Deep Impact colide com o cometa Tempel 1.
Observações: Aproveite a noite para observar as estrelas mais brilhantes! Vega está alta a Este. Altair encontra-se para baixo e para a direita de Vega, Arcturo alta a Sudoeste, e a avermelhada Antares muito mais baixa para a direita da Lua. Baixo, a Oeste, está o planeta Saturno.

Dia 05/07: 187.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1687, era publicado o Philosophiae Naturalis Principia Mathematica de Isaac Newton.

Pela primeira vez era dada uma explicação para a causalidade do movimento dos planetas e satélites.
Em 1998, o Japão lança uma sonda para Marte e junta-se à lista de países que participam na exploração espacial. Devido a vários problemas com a Nozomi cerca de um ano depois, a missão foi abandonada.
Observações: Aproveite a noite para observar telescopicamente a Nebulosa do Anel, M57.

 
 
 
A Lunar Reconnaissance Orbiter entrou em órbita da Lua. Dentro em breve, será capaz de tirar fotografias dos locais de aterragem das missões Apollo, em detalhe suficiente para deitar abaixo, de uma vez por todas, as teorias da conspiração que dizem que o Homem nunca foi à Lua.
 
 
 
AIA 2009
 
 
  ASTRÓNOMOS DESCOBREM CLASSE MÉDIA DE BURACOS NEGROS  
 

É a variedade média dos buracos negros: não muito grande nem muito pequeno.

A nova fonte, HLX-1, o objecto azul para a esquerda do bojo galáctico da imagem, é o embaixador de uma nova classe de buracos negros, com mais de 500 vezes a massa do Sol. Situa-se na periferia da galáxia espiral vista de perfil, ESO 243-49, a cerca de 290 milhões de anos-luz da Terra.

Impressão de artista de um buraco negro de tamanho intermédio (representado pelo objecto azul para a esquerda da parte superior do bojo galáctico), na periferia da galáxia espiral vista de perfil, ESO 243-49.
Crédito: Heidi Sagerud
 

A descoberta, liderada por Sean Farrell da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, aparece na última edição da revista Nature.

Até agora, os buracos negros identificados ou eram super-massivos (alguns milhões até milhares de milhões de vezes a massa do Sol) no centro de galáxias, ou tinham aproximadamente o tamanho de uma estrela comum (entre 3 e 20 massas solares).

A nova descoberta é a primeira prova sólida de uma nova classe de buracos negros de tamanho médio e foi feita usando o telescópio espacial de raios-X, XMM-Newton, da ESA. À altura da descoberta, Farrell e sua equipa estavam trabalhando no Centre d’Etude Spatiale des Rayonnements, na França.

Um buraco negro é o resto de uma estrela colapsada com um campo gravitacional tão poderoso que absorve toda a luz que aí passa perto e não reflecte nada.

"Embora seja largamente aceite que os buracos negros de massa estelar sejam criados durante a morte de estrelas massivas, não se sabe ainda como é que os buracos negros supermassivos se formam," disse Farrell.

Há muito que os astrofísicos acreditam que pudesse haver uma terceira classe intermédia de buracos negros, com massas entre uma centena e várias centenas de milhares de vezes a do Sol. No entanto, tais buracos negros não tinham sido detectados com segurança até agora.

Uma teoria sugere que os buracos negros supermassivos possam ter sido formados pela fusão de um determinado número de buracos negros de massa intermédia, afirma Farrell.

"Para ratificar tal teoria, no entanto, primeiro devemos provar a existência dos buracos negros intermédios. Esta é a melhor detecção, até à data, destes buracos negros intermédios há muito procurados."

Usando dados de observações do XMM-Newton obtidas entre 2004 e 2008, a equipa demonstrou que HLX-1 continha uma variação na sua assinatura de raios-X. Isto indicou que deveria ser um único objecto e não um grupo de fontes muito mais ténues. O grande brilho observado só pode ser explicado se o HLX-1 contiver um buraco negro com mais de 500 vezes a massa do Sol. Os autores dizem que mais nenhuma outra explicação física se adequa aos dados.

Links:

Notícias relacionadas:
Nature (requer subscrição)
ESA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Science
Scientific American
PHYSORG.com
COSMOS
EurekAlert!
National Geographic
MSNBC
Wired
AFP
The Register

Buracos negros:
Wikipedia

 
     
 
 
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  Três galáxias em Dragão - Crédito: Giovanni Benintende  
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Este intrigante trio de galáxias é por vezes denominado de Grupo de Dragão, localizado na constelação do hemisfério Norte de (sim, adivinhou) Dragão. Da esquerda para a direita, encontra-se a galáxia espiral vista de perfil, NGC 5981, a galáxia elíptica NGC 5982, e a espiral vista de face, NGC 5985 -- todas dentro deste único campo de visão telescópico, que cobre uma área com pouco mais de metade do diâmetro da Lua Cheia. Embora o grupo seja demasiado pequeno para formar um enxame galáctico e não esteja catalogado como um grupo compacto, estas galáxias situam-se a aproximadamente 100 milhões de anos-luz da Terra. Num estudo mais detalhado através de espectrografia, o brilhante núcleo da esplêndida espiral NGC 5985 mostra emissão proeminente de específicos comprimentos de onda, o que levou os astrónomos a classificá-la como uma Seyfert, um tipo de galáxia activa. Não tão conhecido como outros grupos de galáxias, o constraste na aparência visual torna este trio um alvo atraente para os astrofotógrafos. Esta impressionante exposição de céu profundo da região também revela ainda mais ténues e distantes galáxias de fundo.

 


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