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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 559
De 10/07 a 12/07/2009
 
 
 

Dia 10/07: 191.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1962 era lançado o Telstar, o primeiro satélite de comunicações a ser colocado em órbita.

Observações: Júpiter é a "estrela" que brilha para a direita da Lua.

Dia 11/07: 192.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1735, cálculos matemáticos sugerem que neste dia Plutão moveu-se do nono para o oitavo planeta mais distante do Sol, pela última vez até 1979.
Em 1962 o cosmonauta Micolaev fica em órbita quatro dias, um recorde naquela época.
Em 1979, a Skylab regressa à Terra.

A área de detritos situa-se entre o Oceano Índico Sudeste e uma secção pouco populada da parte Oeste da Austrália.
Observações: Marte encontra-se a 4º das Plêiades antes do nascer-do-Sol.

Dia 12/07: 193.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1988 era lançada a sonda soviética Phobos 2.

Após o envio de dados da sonda, esta perdeu-se em Janeiro de 1989.
Em 1999, maior aproximação do cometa Tempel 2 pela Terra (0.654 UA).
Observações: Aproveite a noite para observar o famoso Triângulo de Verão, composto pelas estrelas Lira, de Vega, Deneb, de Cisne e Altair de Águia.

 
 
 
O nosso planeta Terra tem uma atmosfera proporcionalmente mais fina que a casca de uma maçã.
 
 
 
AIA 2009
 
 
  DETECTADAS AS MAIS LONGÍNQUAS SUPERNOVAS  
 

Cosmólogos descobriram duas supernovas, bem mais longe do que as anteriormente já detectadas, usando uma nova técnica que poderá ajudar a descobrir outras estrelas moribundas no limite do Universo.

Este método tem o potencial de permitir com que os astrónomos estudem algumas das primeiras supernovas e de permitir o avanço do conhecimento da formação das galáxias, como mudam com o passar do tempo e como a Terra surgiu.

"Quando as estrelas explodem, libertam matéria para o espaço. Eventualmente, a gravidade colapsa a matéria numa nova estrela, que poderá ter à sua volta planetas como a Terra," disse Jeff Cooke, pós-doutorado em Física e Astronomia, que anuncia os seus achados na edição de 9 de Julho da revista Nature.

As supernovas que Cooke e colegas descobriram, tiveram lugar há 11 mil milhões de anos atrás. Anteriormente, as supernovas mais antigas que se conheciam tinham ocorrido há 6 mil milhões de anos.

Imagem centrada na galáxia-anfitriã, de uma das mais distantes supernovas já descobertas. A luz constante da galáxia foi removida, revelando a supernova.
Crédito: J. Cooke/UCIrvine/CoC
 

Uma supernova ocorre quando uma estrela massiva (mais de oito vezes a massa do Sol) morre numa poderosa e brilhante explosão. Cooke estuda estrelas maiores (50 a 100 vezes a massa do Sol) que expelem parte da suas massas para as suas vizinhanças antes de morrerem. Quando finalmente explodem, a matéria vizinha brilha durante anos. Habitualmente, os cosmólogos descobrem supernovas ao comparar imagens obtidas em diferentes alturas, da mesma zona do céu, e ao estudar as diferenças. Uma nova luz poderá indicar uma supernova.

O trabalho de Cooke suportou-se nesta ideia. Ele juntou imagens tiradas ao longo de um ano, e comparou-as com compilações de imagens de outros anos.

"Se se juntar todas estas imagens num único agregado, então podemos alcançar maiores distâncias e observar objectos mais ténues," afirma Cooke. "É como em fotografia, quando abrimos o diafragma durante muito tempo. Recolhemos mais luz com uma exposição maior."

Ao utilizar este método com imagens do telescópio do Canadá-França-Hawaii no Hawaii, Cooke descobriu quatro objectos que pareciam ser supernovas. Ele utilizou o telescópio Keck para observar mais detalhadamente o espectro de luz de cada objecto e confirmou que eram de facto supernovas.

"O Universo tem aproximadamente 13,7 mil milhões de anos, por isso estamos a ver algumas das primeiras estrelas que se formaram," disse Cooke.

Cooke e outros cientistas descobriram, no ano passado, um enxame galáctico num estágio inicial de formação, que ocorreu há 11,4 mil milhões de anos atrás, o mais longínquo já descoberto do seu género. O proto-enxame de galáxias, denominado LBG-2377, está proporcionando aos cosmólogos dados sem precedentes acerca da formação das galáxias e da evolução do Universo.

Links:

Notícias relacionadas:
UC Irvine (comunicado de imprensa)
Nature (requer subscrição)
SPACE.com
Sky & Telescope
Universe Today
New Scientist
PHYSORG.com
National Geographic
Associated Press
The Register

Supernovas:
Wikipedia
NASA

 
     
 
 
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  O Rio Escuro para Antares - Crédito: Jason Jennings  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

Ligando a Nebulosa do Cachimbo à colorida região perto da brilhante estrela Antares, está uma nuvem escura com o nome de Rio Escuro, que se prolonga desde a parte esquerda da imagem. A aparência fantasmagórica do Rio Escuro é provocada por poeira que obscurece a luz estelar de fundo, embora a nebulosa escura contenha na sua maioria hidrogénio molecular gasoso. Rodeado por poeira, Antares, uma estrela supergigante vermelha, cria uma invulgar nebulosa de reflexão amarelada e brilhante. Por cima, a brilhante estrela dupla de Rho Ophiuchi está embebida numa mais típica nebulosa de reflexão azul, enquanto nebulosas de emissão vermelhas estão também espalhadas pela região. O enxame globular M4 encontra-se por cima e para a direita de Antares, embora se situe muito para trás das nuvens coloridas, a uma distância de aproximadamente 7000 anos-luz. O próprio Rio Escuro está a 500 anos-luz. A colorida paisagem celeste é um mosaico de imagens telescópicas que se prolonga por quase 10 graus (20 Luas Cheias) no céu, na direcção da constelação de Escorpião.

 


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