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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 572
De 12/08 a 13/08/2009
 
 
 
 

Dia 12/08: 224.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1877, Asaph Hall descobre Deimos.
Em 1960 era lançado o Echo 1. O primeiro satélite experimental de comunicações é usado para redireccionar chamadas telefónicas transcontinentais e intercontinentais, rádio e sinais de televisão.
Em 1977, primeiro voo livre do vaivém espacial Enterprise.
Em 1999, a porta do Observatório de Raios-X Chandra, que protege os seus espelhos, abre-se e o Chandra começa a sua exploração do Universo de alta energia.

Observações:A Nebulosa da Águia em Serpente tornou-se num ícone astronómico com uma imagem do Hubble, anunciada em 1995, dos seus "Pilares da Criação". A nebulosa e o seu enxame associado são muito diferentes quando observados por um telescópio. Muitas outras nebulosas e enxames estão espalhadas pela sua vizinhança.

Dia 13/08: 225.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1596 era descoberta a primeira estrela variável, Mira, por David Fabricius.

Em 1998 tinha lugar a Convenção de Fundação da Sociedade de Marte, entre 13 e 16 de Agosto, na Universidade do Colorado em Boulder, Colorado, EUA.
Observações: Lua em Quarto Minguante, pelas 20 horas.

 
 
  Astrofobia - medo das estrelas e do espaço celestial.  
 
 
AIA 2009
 
 
  SPITZER DESCOBRE PROVAS DE VIOLENTA COLISÃO EXOPLANETÁRIA  
 

O telescópio espacial Spitzer da NASA descobriu provas de uma colisão a alta-velocidade entre dois recém-formados planetas em torno de uma jovem estrela.

Os astrónomos dizem que dois corpos rochosos, um pelo menos tão grande quanto a Lua e o outro pelo menos tão grande quanto Mercúrio, colidiram um com o outro nos últimos mil anos -- não muito tempo segundo os padrões cósmicos. O impacto destruiu o corpo mais pequeno, vaporizando grandes quantidades de rocha e libertando massivas quantidadas de lava quente para o espaço.

Os detectores infravermelhos do Spitzer foram capazes de detectar as assinaturas da rocha vaporizada, bem como bocados de lava recongelada.

Esta impressão de artista mostra um corpo celeste com aproximadamente o tamanho da nossa Lua colidindo a alta-velocidade com um corpo do tamanho de Mercúrio.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
(clique aqui para ver animação em formato Quicktime)
 

"Esta colisão teve que ser gigantesca e ter acontecido a uma velocidade impressionante, para a rocha ter vaporizado e derretido," disse Carey M. Lisse do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Maryland, EUA, autor principal de um novo trabalho científico descrevendo os achados na edição de 20 de Agosto do Astrophysical Journal. "Este é verdadeiro um evento raro e curto, crítico na formação de planetas tipo-Terra e luas. Tivémos sorte em observar um não muito tempo depois de ter acontecido".

Lisse e seus colegas dizem que a colisão cósmica é semelhante àquela que formou a nossa Lua há mais de 4 mil milhões de anos atrás, quando um corpo com o tamanho de Marte colidiu com a Terra.

"A colisão que formou a nossa Lua teria que ter sido tremenda, o suficiente para derreter a superfície da Terra," disse o co-autor Geoff Bryden do JPL da NASA em Pasadena, Califórnia. "Os detritos da colisão muito provavelmente formaram um disco em torno da Terra que eventualmente coalesceu para criar a Lua. Esta é mais ou menos a mesma escala de impacto que observámos com o Spitzer -- nós não sabemos se se irá formar uma lua, mas sabemos que a superfície de um dos corpos derreteu."

A história do nosso Sistema Solar é rica em semelhantes contos de destruição. Pensa-se que impactos gigantes tenham desprovido Mercúrio da sua crosta externa, inclinado Urano de lado e posto Vénus a rodar ao contrário, entre outros exemplos. A enorme violência é um aspecto rotineiro da construção planetária. Os planetas rochosos formam-se e crescem em tamanho ao colidir e ao agregarem-se, fundindo os seus núcleos e libertando alguma das suas superfícies. Embora as coisas estejam muito mais calmas hoje em dia, ainda ocorrem impactos no nosso Sistema Solar, tal como observado o mês passado, quando um pequeno objecto espacial colidiu com Júpiter.

Lisse e a sua equipa observaram uma estrela denominada HD 172555, que tem cerca de 12 milhões de anos e está localizada a 100 anos-luz da Terra na constelação do Hemisfério Sul, Pavão (em comparação, o nosso Sistema Solar tem 4,5 mil milhões de anos). Os astrónomos usaram um instrumento no Spitzer, um espectógrafo, para quebrar a luz da estrela e procurar assinaturas de elementos químicos, no que é chamada de espectro. O que descobriram foi uma surpresa estranha. "Nunca tinha visto nada como isto," disse Lisse. "O espectro era muito invulgar."

Após uma cuidadosa análise, os cientistas identificaram grandes quantidades de sílica amorfa, essencialmente vidro derretido. A sílica encontra-se, na Terra, em rochas obsidianas. Estas rochas são basicamente vidros vulcânicos.

Grandes quantidades do gás monóxido de silício foram também detectadas, criado quando muita da rocha foi vaporizada. Em adição, os astrónomos descobriram detritos rochosos provavelmente expelidos pelo desastre planetário.

A massa da poeira e do gás observados sugerem que a massa combinada dos dois corpos teria mais do dobro da massa da Lua.

As suas velocidades também devem ter sido tremendas -- os dois corpos teriam que ter viajado a uma velocidade relativa um a outro de pelo menos 10 km/s antes da colisão.

O Spitzer já testemunhou os restos de grandes impactos asteroidais anteriormente, mas não descobriu provas do mesmo tipo de violência -- rocha derretida e vaporizada por todo o lado. Ao invés, grandes quantidades de poeira, cascalhos e detritos rochosos, indicando que as colisões devem ter sido mais lentas. "Quase todos os grandes impactos são como a colisão de um lento Titanic com um iceberg, enquanto este deve ter sido uma explosão gigantesca, cheio de fúria e que acabou num piscar de olhos," conclui Lisse.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Universe Today
PHYSORG.com
Science Daily
Discover

Telescópio Espacial Spitzer:
Página oficial
NASA
Centro Espacial Spitzer
Wikipedia

 
     
 
 
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Asteróide vizinho da Terra é triplo (via JPL)
Novas observações de radar revelaram que um asteróide vizinho da Terra é na realidade três rochas. O sistema, o asteróide 1994 CC, foi fotografado pelo Radar do Sistema Solar Goldstone da NASA a 12 e 14 de Junho. Os resultados foram anunciados a semana passada. [Ler fonte]

 
     
 
     
  Dentro da Cratera Barringer - Crédito: Tony Rowell  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

O que é que acontece quando um meteoro atingo o solo? Geralmente não muito, pois a maioria dos meteoros são pequenos, e as feridas que fazem depressa desaparecem devido à erosão. No entanto, há cerca de 50.000 anos, um grande meteoro criou a Cratera Barringer no Arizona, EUA. Também conhecida simplesmente como Meteor Crater, a bacia resultante do impacto tem mais de um quilómetro. Na imagem, um grupo de visitantes observa o seu interior. Em 1920, a Cratera Barringer foi a primeira característica da Terra a ser reconhecida como uma cratera de impacto. Hoje em dia, foram já identificadas mais de 100 características de impacto no planeta Terra. Os modelos computacionais indicam que o grande meteoro que criou a cratera derreteu, deixando para trás apenas alguns restícios rochosos e que foram recuperados das redondezas.

 


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