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A Astronomia é provavelmente a Ciência mais antiga, e remonta até às primeiras sociedades, que observavam os pontos luminosos que existiam nos céus e se questionavam sobre a origem e significado dos mesmos. |
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CASSINI REVELA NOVAS CARACTERÍSTICAS ANULARES DURANTE EQUINÓCIO DE SATURNO |
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Os cientistas da NASA estão espantados com o número de ondas e nuvens de poeira reveladas nos anéis de Saturno durante o equinócio do planeta que teve lugar o mês passado. Os cientistas pensavam que os anéis eram quase completamente lisos, mas as novas imagens revelam as alturas de algumas zonas recém-descobertas nos anéis, tão altas quanto os Alpes. A NASA anunciou as imagens na passada Segunda-feira.
"É como colocar óculos 3-D e observar pela primeira vez a terceira dimensão," disse Bob Pappalardo, cientista do projecto Cassini no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA. "Este está entre os eventos mais importantes que a Cassini já nos mostrou."
A 11 de Agosto, a luz solar atingiu os anéis de Saturno exactamente de lado, desenrolando um celestial truque de magia que os fez praticamente desaparecer. O espectáculo ocorre duas vezes a cada órbita de Saturno em torno do Sol, que demora aproximadamente 10.759 dias terrestres, ou cerca de 29,7 anos. A Terra atravessa um fenómeno de equinócio similar duas vezes por ano; o equinócio de Outono ocorreu ontem (dia 22 de Setembro), quando o Sol brilhou directamente por cima do equador da Terra.
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Nesta espectacular imagem está Saturno, os seus anéis e algumas das suas luas, um dia e meio depois do que é chamado de equinócio de Saturno, quando o Sol brilha directamente por cima do equador do planeta.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute
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Durante cerca de uma semana, os cientistas usaram a sonda Cassini para observar partes mais espessas dos anéis de Saturno, apanhadas no brilho de baixo-ângulo. Os cientistas já sabiam da existência destes altos verticais que cresciam em vários locais nos anéis, mas não podiam medir directamente a altura e a largura das ondulações e arestas até que o equinócio de Saturno revelasse as suas sombras.
"A maior surpresa foi ver tantos locais com relevo vertical por cima e por baixo dos finíssimos anéis," disse Linda Spilker, também ela cientista da Cassini no JPL. "Vai demorar algum tempo para compreender o que observámos, mas as imagens e os dados irão ajudar-nos a desenvolver um conhecimento mais completo de quão velhos poderão ser os anéis e de como estão a evoluír."
Os aglomerados de gelo que compõem os anéis principais espalham-se por 140.000 km desde o centro de Saturno, mas esperava-se que tivessem apenas por volta de 10 metros de espessura nos anéis principais, conhecidos como A, B, C e D.
Nas novas imagens, as partículas parecem agrupar-se em formações verticais em cada dos anéis. Anéis paralelos -- previamente observados pela Cassini e que alcançavam aproximadamente 804 km no anel mais interior, D -- parecem ondular para fora até um total de 17.000 quilómetros através dos vizinhos anéis C e B.
As alturas de alguns dos recém-descobertos aglomerados são comparáveis às elevações dos Alpes. Um sulco particular de partículas geladas anulares, criado pela atracção gravitacional da lua de Saturno, Dafne, à medida que viaja pelo plano anular, sobe até aos 4 km. É a mais alta parede vertical observada nos anéis.
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Material anular, puxado até grandes alturas - tão alto quanto os Alpes, por cima do plano anular pela gravidade da lua Dafne, provocando longas sombras no anel A de Saturno, nesta imagem obtida durante o equinócio de Saturno de Agosto passado.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute
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"Nós pensámos que o plano dos anéis não era muito mais alto que um prédio com dois andares, e ao invés descobrimos paredes com mais de 3 km de altura," disse Carolyn Porco, líder da equipa de imagem da Cassini, do Instituto de Ciência Espacial em Boulder, Colorado, EUA. "É realmente como algo tirado da ficção científica."
Os cientistas também ficaram intrigados com brilhantes correntes em dois anéis diferentes, que parecem ser nuvens de poeira libertadas por colisões entre pequenos detritos espaciais e partículas anulares. Compreender melhor a velocidade e os locais dos impactos permite a construção de melhores modelos de contaminação e erosão nos anéis e refinar estimativas da sua idade. As nuvens de colisão foram mais fáceis de observar em condições de pouca-luz do equinócio do que em condições normais.
Ao mesmo tempo que a Cassini capturava fotografias dos anéis de Saturno no visível, o instrumento CIS (Composite Infrared Spectrometer) media as temperaturas nos anéis. Durante o equinócio, os anéis atingiram a sua temperatura mais baixa já registada. O anel A desceu até aos 43 Kelvin (-230,15º C). O estudo da temperatura dos anéis durante o equinócio irá ajudar os cientistas a melhor compreender os tamanhos e outras características das partículas anulares.
A sonda Cassini já observa Saturno, as suas luas e anéis desde que atingiu órbita em 2004. Os intrumentos da sonda descobriram novos anéis e luas, e melhoraram o nosso conhecimento do sistema de anéis de Saturno.
Links:
Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
JPL (comunicado de imprensa)
CICLOPS
PHYSORG.com
Universe Today
The Planetary Society
Discover
SPACE.com
Wired
MSNBC
Saturno:
Solarviews
Wikipedia
Vídeo sobre o equinócio (vários formatos)
Cassini:
Página oficial (NASA)
Wikipedia |
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COMO MARTE FICOU VERMELHO: SURPREENDENTE NOVA TEORIA |
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A ideia largamente aceite que Marte é vermelho devido à ferrugem de rochas por água que há muito tempo atrás percorreu o Planeta Vermelho pode estar errada. Recentes estudos laboratoriais mostram que a poeira vermelha pode ser formada por abrasão constante de rochas superficiais e que a água líquida pode não ter desempenhado um papel fundamental no processo de formação da poeira avermelhada. Estes achados, que acendem o debate acerca da história da água em Marte e se já alguma vez foi habitável, foram apresentados no Congresso Europeu de Ciência Planetária pelo Dr. Jonathan Merrison.
"Marte realmente deveria parecer negro, entre as suas calotes polares brancas, porque a maioria das rochas a latitudes médias são basálticas. Durante décadas assumimos que as regiões vermelhas em Marte estão relacionadas com a história passada e rica em água de Marte, e que, pelo menos nalgumas áreas, estão presentes minerais de ferro altamente oxidados e influenciados por água," disse Dr. Merrison, do Laboratório Aarhus de Simulação de Marte, na Dinamarca.
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Deveria Marte ser mais da cor à direita?
Crédito: NASA/ESA/Hubble Team
(clique na imagem para ver versão maior) |
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O preciso conhecimento da composição e mineralogia do planeta é vital para compreender a estrutura e evolução do ambiente perto da superfície e a sua interacção com a atmosfera, bem como na procura de potenciais habitats em Marte. A fina poeira avermelhada cobre a superfície de Marte e está até presente na atmosfera marciana, dominando a meteorologia e por vezes ficando tão espessa que cobre o planeta. Embora a poeira se encontre por todo o lado, não compreendemos realmente as suas propriedades físicas, químicas e geológicas.
No seu recente estudo laboratorial, os cientistas do Laboratório de Simulação de Marte inventaram numa nova técnica para simular o transporte de areia em Marte. Fecharam hermeticamente amostras de areia (quartzo) em recipientes de vidro e "rodaram-nos" mecanicamente durante vários meses, virando cada frasco dez milhões de vezes. Após rodar gentilmente pura areia de quartzo durante sete meses, quase 10% da areia tinha sido reduzida a poeira. Quando os cientistas acrescentaram magnetite em pó, um óxido ferroso presente no basalto marciano, ficaram surpreendidos ao ver que as amostras iam ficando avermelhadas à medida que iam sendo viradas.
"Depósitos de material laranja-avermelhado, que se assemelham com mantos minerais, começaram a aparecer nos frascos. Análises subsequentes do material mostraram que a magnetite transformou-se no material vermelho hematite, através de um processo completamente mecânico sem a presença de água em qualquer dos estágios deste processo," disse Dr. Merrison.
Os cientistas suspeitam que, à medida que os grãos de areia de quartzo são virados, sofrem erosão rapidamente e desenrola-se uma alteração dos minerais através do contacto. Para saber como exactamente isto acontece, serão necessários mais estudos e experiências. O que é claro é que as primeiras experiências mostram que este processo ocorre não só no ar mas também numa atmosfera seca de dióxido de carbono, isto é, em condições que perfeitamente representam aquelas de Marte. Podem também indiciar que a poeira avermelhada marciana é geologicamente recente.
Cientistas de todo o mundo, auxiliados por novas missões e melhores instrumentos por todo o planeta, irão continuar a desenvolver novos e melhorados modelos computacionais e simulações para determinar os muitos mistérios do Planeta Vermelho.
"Ao simular as condições e ao desenvolver analogias precisas do ambiente marciano, certamente adquirimos um conhecimento mais profundo da sua natureza. Em particular, o desenvolvimento de melhores exemplos da superfície marciana e da sua atmosfera é vital para a interpretação de observações feitas em Marte pelos "landers", bem como no desenho da próxima geração de experiências a serem levadas para Marte," disse Dr. Merrison.
Links:
Notícias relacionadas:
EUROPLANET.eu (comunicado de imprensa)
New Scientist
Universe Today
SPACE.com
Wired
Science Daily
MSNBC
Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
Google Mars |
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Aurora em Yellowknife - Crédito: Yuichi Takasaka (Blue Moon Promotions), TWAN |
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Por vezes, após os seus olhos se adaptarem à escuridão, aparece um céu espectacular. Neste caso, um lago pitoresco situa-se à sua frente, espantosas auroras verdes flutuam por cima, estrelas piscam à distância, e a brilhante Lua aparece para dar um ar de sua graça. Este panorama composto digitalmente foi capturado no início deste mês em Yellowknife, nos Territórios Noroeste do Canadá, e inclui o enxame aberto das Plêiades um pouco para cima e para a direita da Lua. Dado que as auroras são provocadas pela actividade solar, este conjunto é algo surpreendente, dada a falta histórica de manchas solares e de outra actividade solar ao longo dos últimos dois anos. Esta altura do ano é conhecida como a estação das auroras, devido ao maior número de auroras. Não se sabe com certeza qual a razão deste aumento anual, mas tem possivelmente a ver com a inclinação da Terra, que cria uma mais fácil ligação entre o campo magnético da Terra e o campo magnético das correntes de vento solar do Sol.
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