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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 616
De 29/01 a 01/02/2010
 
 
 

Dia 29/01: 29.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1986 ocorreu o incidente Height 611 em que uma bola de fogo terá sido vista pela população inteira de uma povoação, tendo desaparecido de seguida.

Observações: Marte em oposição. Tal como a Lua, perto do planeta no céu! A Lua encontra-se no periélio, o que a torna na maior e mais brilhante Lua Cheia, apenas por um pouco, do ano.

Dia 30/01: 30.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1964, era lançada a sonda Ranger 6 pela NASA.

A sua missão era filmar televisivamente a Lua até se despenhar sobre ela.
Em 1996, era descoberto o Cometa Hyakutake pelo astrónomo amador japonês Yuji Hyakutake.
Observações: Lua Cheia, pelas 6:18.
Marte brilha para cima da Lua esta noite. Muito mais perto da Lua e para baixo e para a sua esquerda, está Régulo, da constelação de Leão.

Dia 31/01: 31.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1862, Alvan Graham Clark Jr. descobre a ténue companheira de Sirius, de nome Sirius B, durante testes de um refractor de 18 polegadas que estava a ser construído para o Observatório Dearborn pelo seu pai, irmão, e por ele próprio. Friedrich Bessel propôs a existência de uma companheira invisível em 1844.
Em 1958, era lançado o Explorer I, o primeiro satélite artificial americano.

Transmitiu dados sobre micrometeoritos e radiação cósmica durante 105 dias. A missão resultou na descoberta das cinturas de radiação Van Allen por James Van Allen.
Em 1966, lançamento da soviética Luna 9. Realizou a primeira aterragem com sucesso noutro corpo planetário.
Em 1971, lançamento da Apollo 14, a terceira aterragem tripulada na Lua.
Observações: Mesmo no final de Janeiro, a Ursa Menor situa-se completamente na vertical a partir da Estrela Polar após o lusco-fusco.

Dia 01/02: 32.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1999, voo rasante n.º 19 da sonda Galileu por Europa.
Em 2003, o vaivém espacial Columbia desintegra-se durante a sua reentrada na atmosfera terrestre, matando os sete astronautas a bordo: Rick D. Husband, William C. McCool, Michael P. Anderson, Ilan Ramon, Kalpana Chawla, David M. Brown e Laurel Clark.

Observações: Aproveite a noite para observar com binóculos o espectacular enxame duplo de Perseu: h e chi Persei, ou NGC 869 e 884, respectivamente.

 
 
 
A Terra vista da Lua tem um diâmetro aparente de quatro diâmetros solares.
 
 
 
  NASA ABANDONA TENTATIVAS DE FUGA PARA ROVER MARCIANO PRESO  
 

Após seis anos de exploração sem precedentes no Planeta Vermelho, o rover Spirit da NASA deixa de ser um robot móvel. A NASA designou o explorador científico como uma plataforma científica estática depois de esforços infrutíferos, durante os últimos meses, para o libertar de uma armadilha de areia.

A tarefa principal do robot venerável durante as próximas semanas será a de colocar-se num ângulo apropriado para combater o severo inverno marciano. Se o Spirit sobreviver, continuará a recolher dados científicos a partir da sua localização final. A missão do Spirit poderá continuar durante vários meses ou anos.

"O Spirit não está morto; apenas entrou noutra fase da sua longa vida," disse Doug McCuistion, director do Programa de Exploração de Marte na sede da NASA em Washington. "Dissémos o ano passado ao mundo que as tentativas de libertar o adorado robot poderiam não ter sucesso. Parece que a localização actual do Spirit em Marte será também o seu local de repouso final."

Há dez meses atrás, à medida que o Spirit viajava para sul ao longo do limite Oeste de uma planície denominada Home Plate, as suas rodas partiram uma superfície quebradiça que revelou areia macia por baixo.

Impressão de artista dos rovers marcianos.
Crédito: JPL/NASA-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O Spirit caíu nesta armadilha, e a equipa do rover desenhou planos para tentar libertar o veículo de seis rodas usando as cinco rodas que ainda funcionavam - a sexta deixou de funcionar em 2006, limitando a mobilidade do Spirit. Os planos incluíam experiências com um rover de testes numa caixa de areia no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, análises, modelos e estudos. Em Novembro, outra roda deixou de funcionar, o que tornou esta situação, já de si complicada, ainda pior.

As tentativas de deslocação mais recentes foram as que tiveram melhores resultados desde que o Spirit ficou preso. No entanto, o Inverno que se aproxima comanda uma mudança na estratégia. É Outono no lar do Spirit em Marte. O Inverno vai começar em Maio. A energia solar disponível está a diminuir e será insuficiente para fazer mover o rover em meados de Fevereiro. A equipa do rover planeia usar os movimentos potenciais que restam para melhorar a inclinação do veículo. O Spirit actualmente está inclinado para Sul. O Sol de Inverno fica no céu a Norte, por isso a diminuição da inclinação a Sul aumentaria a quantidade de luz solar nos painéis solares do rover.

"Precisamos de levantar a parte de trás do rover, ou o seu lado esquerdo, ou ambos," afirma Ashley Stroupe, condutora do rover no JPL. "Levantar as rodas traseiras ao andar para trás numa subida já ajuda. Se necessário, podemos tentar baixar a parte direita da frente do rover baixando a roda direita dianteira, escavando com ela um buraco."

No seu ângulo actual, o Spirit provavelmente não terá energia suficiente para continuar a comunicar com a Terra durante o Inverno marciano. Mesmo uns poucos graus de melhoramento na inclinação fazem já a diferença para permitir a comunicação a cada alguns dias."

"A sobrevivência do Spirit durante o Inverno dependerá da temperatura e de quão frios estarão os componentes electrónicos do veículo," disse John Callas, gestor do projecto Spirit no JPL e do seu rover gémeo, Opportunity. "Cada pequena quantidade de energia produzida pelos painéis solares do Spirit será utilizada para aquecer os componentes principais do rover, quer seja através da sua utilização ou do uso de aquecedores essenciais."

Esta animação com duas imagens ajuda à avaliação da NASA durante um teste no 2.147.º "sol" (16 de Janeiro de 2010).
Crédito: NASA/JPL-Caltech
 

Mesmo num estado estacionário, o Spirit vai continuar a fazer pesquisas científicas.

"Existe um tipo de ciência que só podemos fazer com um veículo estacionário, e que tivémos que adiar durante os anos de mobilidade," disse Steve Squyres, investigador da Universidade de Cornell e investigador principal do Spirit e Opportunity. "A mobilidade reduzida não implica necessariamente o fim abrupto da missão. Ao invés, permite-nos mudar para ciência estacionária."

Uma destas experiências estacionárias implica o estudo de pequenas oscilações na rotação de Marte, para melhor compreender o núcleo do planeta. Esta experiência requer meses de seguimento, via rádio, do movimento de um ponto à superfície de Marte para calcular o movimento a longo-prazo com uma precisão de apenas alguns centímetros.

"Se a missão científica final do Spirit for a determinação do estado do núcleo de Marte (sólido ou líquido), então isso seria maravilhoso -- é muito diferente de qualquer outro conhecimento que obtivémos do Spirit," afirma Squyres.

As ferramentas no braço robótico do Spirit podem estudar as variações na composição do solo vizinho, que foi afectado por água. A ciência estacionária também inclui a observação de como os ventos movem as partículas do solo e a monitorização da atmosfera marciana.

O Spirit e o Opportunity aterraram em Marte em Janeiro de 2004. Exploram o nosso vizinho planetário há já seis anos, muito, muito mais do que o planeado (uma missão com 90 dias). O rover Opportunity está actualmente a viajar na direcção de uma grande cratera denominada Endeavour e continua a fazer descobertas científicas. Já percorreu aproximadamente 19 quilómetros e enviou de volta mais de 133.000 imagens.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Science
New Scientist
Sky & Telescope
National Geographic
Discover
Universe Today
Scientific American
Spaceflight Now
Discovery News
BBC News
MSNBC
UPI
Wired

Rovers marcianos da NASA:
Página oficial
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
Google Mars

 
     
 
 
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  Cascada de Kemble - Crédito: Processamento - Noel Carboni, Imagem - Greg Parker, Observatório New Forest  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

Um asterismo é apenas um padrão reconhecido de estrelas que não é uma das 88 constelações. Por exemplo, a frigideira na Ursa Maior é um dos mais famosos (e maiores) asterismos. Mas esta bonita cadeia de estrelas, visível com binóculos na direcção da constelação de Girafa, é também um famoso asterismo. Conhecido como Cascata de Kemble, contém cerca de 20 estrelas em fila, quase com 5 vezes o comprimento da Lua Cheia. Prolongando-se do canto superior direito para o canto inferior esquerdo, a Cascata de Kemble tornou-se popular graças ao entusiasta dos céus Lucian Kemble. O objecto brilhante à esquerda é o relativamente compacto enxame aberto, NGC 1502.

 


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