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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 634
De 02/04 a 05/04/2010
 
 
 

Dia 02/04: 92.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1994, o líder de esquadrão Rakesh Sharma é lançado a bordo de um Soyuz T-11, e torna-se o primeiro indiano no espaço.

Observações: Vénus e Mercúrio continuam a brilhar juntos e baixos a Oeste após o pôr-do-Sol. Este par sem igual é espectacular, pelo menos no breve intervalo de tempo em que são visíveis.

Dia 03/04: 93.º dia do calendário gregoriano.
Observações: A Lua brilha esta madrugada perto de Antares.

Dia 04/04: 94.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1968, era lançada a Apollo 6.
Em 1983, o Space Shuttle Challenger fazia o seu voo inaugural no espaço.

Em 1996, o cometa Hyakutake é observado pela NEAR.
Observações: Vénus e Mercúrio estão o mais próximo um do outro esta noite, a cerca de 3º de separação. Na realidade, não estão nada próximos; Vénus uma vez e meia mais longe. Esta noite, Mercúrio e Vénus estão a 0,99 UA e 1,57 UA da Terra, respectivamente.

Dia 05/04: 95.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1804 é registada a primeira queda de um meteorito, em Possil, Escócia.
Em 1973 a sonda Pioneer 11 faz as primeiras observações directas de Saturno (1979) e estuda as partículas energéticas da helioesfera exterior. A missão Pioneer 11 termina a 30 de Setembro de 1995, quando a última transmissão da sonda foi recebida. Com a sua fonte de energia exausta, não pode operar mais nenhum dos seus instrumentos científicos, nem apontar a sua antena para a Terra. A Pioneer está viajando na direcção da constelação de Águia. Poderá passar perto de uma das estrelas da constelação daqui a mais ou menos 4 milhões de anos.
Em 1991 era lançado o Observatório de Raios-Gama Compton.

O objectivo desta missão era obter medições de raios-gama de toda a esfera celeste, com uma resolução angular bem melhor e com um aumento de sensibilidade em relação às anteriores missões espaciais de raios-gama. O Compton foi retirado de órbita e re-entrou na atmosfera da Terra no dia 4 de Junho do ano 2000.
Observações: Existem três razões para Vénus ser tão brilhante, tendo em conta a distância a que está. Tem quase o dobro do tamanho de Mercúrio, está coberto por nuvens altamente reflectivas quando comparado com a superfície rochosa e cinzenta de Mercúrio, e Vénus actualmente tem uma maior fracção da sua superfície iluminada pelo Sol.

 
 
 
Desprezando o halo, a Via Láctea tem dimensões semelhantes a um CD com a parte central ligeiramente mais grossa, pois tem 100.000 anos luz de diâmetro e 8.000 anos luz no bojo central que é a região mais espessa.
 
 
 
  COLÓNIA DE ESTRELAS JOVENS BRILHA EM NOVA IMAGEM DO SPITZER  
 

Astrónomos estudaram um grupo quente de estrelas jovens, observando o seu movimento como paparazzis. Uma nova imagem infravermelha capturada pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA mostra a maternidade irrequieta da Nebulosa de Orionte, situada na espada do caçador associado à famosa constelação. Tal como as estrelas de Hollywood, os corpos celestes não brilham sempre no máximo, mas variam com o tempo. O Spitzer está a observar o espectáculo cósmico, ajudando os cientistas a aprender mais sobre o porquê das estrelas mudarem, e até que ponto a formação planetária desempenha aqui um papel.

"Este é um projecto exploratório. Ninguém fez isto antes num comprimento de onda sensível ao calor da poeira que orbita tantas estrelas," afirma John Stauffer, o investigador principal da pesquisa no Centro Científico Spitzer da NASA, localizado no Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, EUA. "Estamos a observar muitas variações, que podem ser o resultado de aglomerados ou estruturas deformadas nos discos de formação planetária."

Uma colónia de estrelas jovens e quentes agita a cena cósmica nesta nova imagem obtida pelo Telescópio Espacial Spitzer.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A nova imagem foi obtida depois do Spitzer ter ficado sem líquido refrigerante em Maio de 2009, que marcou o começo da sua missão alargada "quente". Este líquido era usado para arrefecer os instrumentos, mas os dois canais infravermelhos de comprimento de onda mais curto ainda funcionam normalmente na nova e mais "amena" temperatura de 30 Kelvin (-243º C). Nesta nova fase da missão, o Spitzer é capaz de passar mais tempo em projectos que cobrem uma maior área do céu e que necessitam de maiores tempos de exposição.

Um desses projectos é o programa "Variabilidade de Objectos Estelares Jovens", no qual o Spitzer observa repetidamente a mesma zona da Nebulosa de Orionte (M42), estudando o mesmo conjunto de aproximadamente 1500 estrelas variáveis ao longo do tempo. Já obteve cerca de 80 imagens da região durante 40 dias. Um segundo conjunto de observações será feita no Outono de 2010. As estrelas cintilantes da região têm mais ou menos um milhão de anos - isto poderá invocar pensamentos de um creme anti-envelhecimento para uma estrela de cinema, mas escalas de tempo cósmicas, é muito jovem. O nosso Sol, com uma idade média, tem 4,6 mil milhões de anos.

As estrelas jovens são instáveis, com níveis de brilho que mudam mais do que aquelas já adultas, como o Sol. Também giram mais depressa. Uma razão para os altos e baixos no seu brilho é a existência de manchas frias nas suas superfícies. As manchas frias são o contrário de "manchas velhas" - quanto mais jovem é a estrela, mais tem. As manchas frias aparecem e desaparecem à medida que a estrela gira em torno do seu eixo, mudando a quantidade de luz que chega aos nossos telescópios.

O brilho estelar pode também mudar devido a manchas quentes, provocadas pelo gás do disco de acreção que espirala para a jovem estrela.

"Nos anos 50 e 60, os astrónomos sabiam que as estrelas mais jovens variavam, e postularam que isto tinha algo a ver com o seu processo de formação," acrescenta Stauffer. "Mais tarde, graças a melhores tecnologias, pudémos ver melhor e aprender mais acerca das manchas das estrelas."

O Sptizer é particularmente apto para estudar ainda outra razão do porquê da variabilidade das estrelas. O olho infravermelho do telescópio pode observar os discos poeirentos e quentes que as orbitam. Estes discos são onde os planetas eventualmente se aglomeram e formam. Quando os discos são jovens, podem ter assimetrias, possivelmente provocadas pela formação planetária ou perturbações gravitacionais de planetas recém-formados. À medida que os discos enviesados circulam uma estrela, bloqueiam quantidades diferentes de luz estelar.

Ao recolher mais dados sobre estes discos variáveis, Stauffer e a sua equipa esperam aprender mais sobre o desenvolvimento dos planetas -- não exactamente material para tablóides, mas o drama contínuo de uma grande família estelar.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA/JPL (comunicado de imprensa)
SPACE.com
PHYSORG.com
Discovery News
MSNBC

Nebulosa de Orionte (M42):
Wikipedia
SEDS
Alien Worlds

Telescópio Espacial Spitzer:
Página oficial
NASA
Centro Espacial Spitzer
Wikipedia

 
     
 
 
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Nesta impressionante imagem telescópica está o enxame globular Omega Centauri (NGC 5139), a cerca de 15.000 anos-luz de distância e com 150 anos-luz em diâmetro. Com 10 milhões de estrelas muito mais velhas que o Sol, Omega Centauri é o maior de mais ou menos 200 enxames globulares que vagueiam o halo da nossa Via Láctea. Embora a maioria dos enxames estelares consistam de estrelas com a mesma idade e composição, o enigmático enxame de Omega Centauri exibe a presença de populações estelares diferentes com uma variedade de idades e abundâncias químicas. De facto, Omega Centauri pode até ser o resto de um núcleo de uma pequena galáxia que se fundiu com a Via Láctea.

 


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