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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 648
De 21/05 a 24/05/2010
 
 
 

Dia 21/05: 141.º dia do calendário gregoriano.
Observações: À medida que anoitece, aponte uns binóculos ou um telescópio para Vénus a Oeste-Noroeste. A menos de 1º do planeta está o grande enxame aberto M35.

Dia 22/05: 142.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, o módulo lunar da Apollo 10 passava a 8 milhas náuticas (16 km) da superfície da Lua. 

Observações: A "estrela" por cima da Lua esta noite (coisa de 8 graus) é Saturno.

Dia 23/05: 143.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1958, o satélite Explorer 1 deixava de emitir. 

Observações: A Lua brilha alta a Sul esta noite após o anoitecer. Procure Espiga para a sua esquerda. Saturno está um pouco para cima e para a direita, Régulo e Marte (um par cada vez mais íntimo) para a direita e para baixo de Saturno. Arcturo brilha para a esquerda da Lua. E por baixo da Lua está a constelação de Corvo.

Dia 24/05: 144.º dia do calendário gregoriano.
História: Morre em 1543 Nicolau Copérnico, famoso astrónomo, autor do livro "Das revoluções dos Mundos Celestes".

Adiou a publicação da sua teoria por uns 30 anos; a primeira obra completa foi imprimida umas poucas horas antes da sua morte. Foi colocada na sua cama, de modo que pudesse tê-la a seu lado. Mas nessa altura já a sua mente delirava, e não pôde comentar o prefácio anónimo do livro, que dizia aos leitores que o conteúdo do livro poderia não ser verdadeiro, ou até mesmo provável. Nunca se soube com certeza se autorizou aquele prefácio, ou se realmente acreditava no seu sistema ou não.
Em 1962, projecto Mercury: o astronauta americano Scott Carpenter orbita a Terra três vezes na cápsula espacial Aurora 7
Observações: Observe esta noite Espiga a 4º da Lua.

 
 
 
Os rovers gémeos da NASA Spirit e Opportunity ultrapassaram o recorde da maior longevidade de uma missão em Marte. Anteriormente, o detentor deste recorde era a Viking 1 da NASA, que passou seis anos e 116 dias (2245 dias) activa no Planeta Vermelho na segunda metade da década de 70 e no início dos anos 80.
 
 
 
  HUBBLE DESCOBRE UMA ESTRELA A COMER UM PLANETA  
 

O planeta mais quente conhecido na Via Láctea pode também ser o seu mundo com a mais curta duração. De acordo com observações feitas por um novo instrumento a bordo do Telescópio Espacial Hubble da NASA, o COS (Cosmic Origins Spectrograph), este planeta condenado está a ser devorado pela sua estrela-mãe. O planeta pode ter apenas 10 milhões de anos antes que seja completamente destruído.

O planeta, denominado WASP-12b, está tão perto da sua estrela tipo-Sol que é superaquecido até mais de 1500º C e esticado na forma de uma bola de futebol americano pelas enormes forças das marés. A atmosfera inchou até quase três vezes o raio de Júpiter e está a libertar material para a estrela. O planeta é 40% mais massivo que Júpiter.

Este efeito de troca de material entre os dois objectos estelares é normalmente observado em sistemas binários, mas é a primeira vez que é tão claramente visto num planeta.

Impressão de artista do exoplaneta WASP-12b.
Crédito: NASA/ESA/G. Bacon
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Nós vemos uma gigantesca nuvem de material em torno do planeta, que está a escapar e que será capturado pela estrela. Identificámos elementos químicos nunca antes vistos em planetas para lá do nosso próprio Sistema Solar," afirma a líder da equipa, Carole Haswell da Universidade Aberta da Grã-Bretanha.

Os resultados de Haswell e da sua equipa científica foram publicados na edição de 10 de Maio da revista Astrophysical Journal Letters.

Um artigo científico teórico publicado na revista científica Nature em Fevereiro passado, por Shu-lin Li do Departamento de Astronomia da Universidade de Pequim, foi o primeiro a prever que a superfície do planeta estaria a ser distorcida pela gravidade da estrela, e que as forças gravitacionais tornavam o interior tão quente que expandia largamente a atmosfera superior do planeta. Agora o Hubble confirmou esta previsão.

WASP-12 é uma estrela anã amarela localizada aproximadamente a 600 anos-luz na direcção da constelação de Cocheiro. O planeta extrasolar foi descoberto pelo WASP (Wide Area Search for Planets) do Reino Unido em 2008. O estudo automatizado procura por uma diminuição periódica das estrelas devido ao trânsito de planetas. O planeta quente está tão perto da sua estrela que completa uma órbita em 1,1 dias.

A sensibilidade sem precedentes do COS no ultravioleta permitiu a medição da diferença na luz entre a estrela e o trânsito exoplanetário. Estas observações espectrais em UV mostraram que as linhas de absorção do alumínio, estanho, manganésio, entre outros elementos, tornavam-se mais nítidas à medida que o planeta passava em frente da estrela, o que significa que estes elementos existem na atmosfera do planeta bem como na da estrela. O facto que o COS pôde detectar estes compostos num planeta proporciona fortes evidências que a atmosfera do planeta está altamente prolongada devido à temperatura.

A espectroscopia UV foi também usada para calcular uma curva de luz com o intuito de mostrar com precisão a quantidade de luz estelar bloqueada durante o trânsito. A profundidade da curva de luz permitiu à equipa do COS medir com exactidão o raio do planeta. Descobriram que a exosfera que absorve UV é muito maior que a de um planeta normal com 1,4 vezes a massa de Júpiter. Estão tão dilatada que o raio do planeta excede o seu lóbulo de Roche, o limite gravitacional para lá do qual o material se perde para sempre da atmosfera do planeta.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
Nature (requer subscrição)
Artigo científico de Shu-lin Li (Nature)
SPACE.com
Discovery News
Discover
PHYSORG.com
Universe Today
Wired

WASP-12b:
Wikipedia

WASP:
Site oficial
Wikipedia

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Wikipedia (lista)
Wikipedia (lista de extremos)
Catálogo de planetas extrasolares vizinhos (PDF)
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

 
     
 
 
     
  Título da imagem - Crédito: Adam BlockMt. Lemmon SkyCenterU. Arizona  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

Nas galáxias espirais, os majestosos braços de estrelas jovens, gás e poeira rodam num disco achatado em torno de um protuberante núcleo galáctico. Mas as galáxias elípticas parecem ser mais simples. Sem muito desse gás e poeira para formar novas estrelas, espalham aleatoriamente estrelas velhas, o que resulta na sua forma elipsoidal. Mesmo assim, as galáxias elípticas podem ser muito grandes. No centro da imagem e com mais de 120.000 anos-luz de diâmetro, maior que a nossa Via Láctea, a galáxia elíptica M87 (NGC 4486) é a galáxia dominante do Enxame Galáctico de Virgem. A uns 50 milhões de anos-luz de distância, M87 é provavelmente o lar de um buraco negro supermassivo responsável por um jacto de partículas altamente energético que emerge da região central da galáxia gigante. Outras galáxias também podem ser observadas no campo de visão, incluíndo as grandes elípticas NGC 4478 para a direita e NGC 4476 perto do fim da imagem, à direita e um pouco para cima do centro.

 


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