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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 656
De 18/06 a 21/06/2010
 
 
 

Dia 18/06: 169.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1178, 5 monges de Canterbury assistem à formação daquilo que provavelmente é a cratera Giordano Bruno. Acredita-se que as actuais oscilações da distância da Lua sejam resultado desta colisão.

Em 1983, Sally Ride tornava-se a primeira astronauta dos Estados Unidos no espaço.
Em 2006, lançamento do primeiro satélite do Cazaquistão, o KazSat.
Observações: A "estrela" cerca de 9º para cima da Lua esta noite é o planeta Saturno.

Dia 19/06: 170.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 240 a.C. terá sido por volta deste dia que Eratóstenes terá "medido" o perímetro da Terra usando a sombra do Sol a duas latitudes diferentes, uma em Alexandria, a outra em Siena (actualmente Assuão).

Em 1976, a sonda Viking 1 entrava em órbita em torno de Marte após 10 meses de missão.
Observações: Aproveite a noite para observar Vénus, que se encontra a menos de 1º do ténue enxame aberto M44, esta noite e também amanhã. Observe de binóculos ou através de um pequeno telescopio ao anoitecer.
Saturno encontra-se em quadratura, 90º Oeste do Sol.

Dia 20/06: 171.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1990, era descoberto o asteróide Eureka.
Observações: Os espectaculares enxames de Escorpião já começam a ser visíveis a horas decentes. Aproveite a noite para observar de binóculos M6, M7, M4, e muitos outros enxames abertos e globulares da vizinhança.

Dia 21/06: 172.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2003, quase 20 anos depois da sua viagem ao espaço, Sally Ride entra no Corredor de Fama dos Astronautas, tornando-se na primeira mulher a ser honrada por esta instituição.

Em 2004, o SpaceShipOne torna-se no primeiro avião espacial privado a voar no espaço.
Em 2006, as recém-descobertas luas de Plutão são oficialmente denominadas Nix e Hydra.
Observações: Esta é a noite mais curta do ano, para o Hemisfério Norte. O solstício tem lugar às 12h28 de dia 21, marcando o início do Verão.

 
 
 
Esta semana atingiu-se o centésimo lançamento de um veículo espacial até à Estação Espacial Internacional (ISS)
 
 
 
  KEPLER DIVULGA DADOS ACERCA DE 306 POTENCIAIS EXOPLANETAS  
 

A missão Kepler da NASA divulgou 43 dias de dados científicos sobre mais de 156.000 estrelas. Estas estrelas estão a ser vigiadas em busca de mudanças subtis no seu brilho como parte de uma pesquisa por planetas tipo-Terra para lá do nosso Sistema Solar.

Os astrónomos vão usar os novos dados para determinar se esses planetas em órbita são os responsáveis pelas variações no brilho em 306 estrelas. Estas estrelas representam uma ordem completa de temperaturas, tamanhos e idades. Muitas delas são estáveis, enquanto outras pulsam. Algumas mostram manchas, parecidas às manchas solares, e outras libertam proeminências que muito possivelmente poderiam esterilizar os seus planetas mais próximos.

Kepler, um observatório espacial, procura por assinaturas de planetas nos dados recolhidos ao medir pequenas variações no brilho das estrelas quando os planetas passam em frente delas, ou transitam. O tamanho do planeta pode ser derivado da mudança de brilho na estrela.

Impressão de artista do Telescópio Espacial Kepler no espaço.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A equipa científica do Kepler, com 28 membros, está também a usar telescópios terrestres e os Telescópios Espaciais Hubble e Spitzer da NASA para realizar observações posteriores num outro conjunto específico de 400 objectos de interesse. O campo estelar observado pelo Kepler nas constelações de Cisne e Lira pode apenas ser observado pelos observatórios terrestres entre a Primavera e o início do Outono. Os dados destas outras observações vão determinar quais dos candidatos podem ser identificados como planetas. Os dados do conjunto de 400 candidatos vão ser anunciados à comunidade científica em Fevereiro de 2011.

Sem informações adicionais, os candidatos que são verdadeiramente planetas não podem ser distinguidos de alarmes falsos, tais como estrelas binárias -- duas estrelas que se orbitam uma à outra. O tamanho dos candidatos planetários pode só ser aproximado até que o tamanho das estrelas que orbitam seja determinado por observações espectroscópicas adicionais feitas por telescópios terrestres.

"Estou ansioso para que a comunidade científica analise os dados e anuncie a descoberta de novos exoplanetas nos próximos meses," afirma Lia LaPiana, do programa Kepler na sede da NASA em Washington, EUA.

"Este é o conjunto de dados de fotometria estelar mais preciso, quase contínuo, mais longo e maior," afirma o vice-investigador principal do Kepler, David Koch do Centro de Pesquisa Maes da NASA em Moffett Field, Califórnia, EUA. "Os resultados só vão ser melhores com a maior duração do conjunto de dados."

O Kepler vai continuar a desempenhar operações científicas até pelo menos Novembro de 2012, pesquisando planetas tão pequenos como a Terra, incluíndo aqueles que orbitam estrelas numa zona habitável amena onde pode existir água no estado líquido à superfície de um planeta. Dado que os trânsitos de planetas na zona habitável de estrelas tipo-Sol ocorrem cerca de uma vez por ano e necessitam de três trânsitos para verificação, espera-se que demore pelo menos três anos a localizar e a verificar um planeta tipo-Terra.

"As observações do Kepler vão dizer-nos se existem muitas estreslas com planetas que possam ter condições para a vida, ou se estamos sozinhos na nossa Galáxia," diz o investigador científico William Borucki, também do Centro Ames.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Sky & Telescope
PHYSORG.com
Nature
Scientific American
MSNBC

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
Arquivo de dados do Kepler
Mapa das zonas de estudo do Kepler (formato PDF)
Wikipedia

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Wikipedia (lista)
Wikipedia (lista de extremos)
Catálogo de planetas extrasolares vizinhos (PDF)
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

 
     
 
 
     
  Cometa NcNaught Passa NGC 1245 - Crédito: Rich Richins  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

Dos muitos cometas descobertos por Robert McNaught, o catalogado como C/2009 R1 encontra-se agora nos céus antes do amanhecer para os observadores no hemisfério norte este mês. Visto aqui no dia 13 de Junho a partir do estado do Novo México, EUA, esta longa cauda iónica do Cometa McNaught atravessa o campo de visão telescópico. Espectacularmente, a cauda facilmente ultrapassa o enxame estelar NGC 1245 (canto superior esquerdo) na constelação de Perseu, a cerca de grau e meio da esplêndida cabeleira esverdeada do cometa. A cabeleira também contém uma segunda cauda de poeira, mais pequena e mais grossa. Claro, o cometa e as estrelas de fundo movem-se a velocidades diferentes pelos céus do planeta Terra. Mas um processamento digial de muitas exposições curtas permitiu com que imagens do cometa e das estrelas fossem separadas, registadas e depois combinadas nesta imagem final, que mostra o rico campo estelar e os ténues detalhes do cometa. Por enquanto facilmente observável com binóculos, o McNaught passará para o céu da manhã, ficando perto do horizonte a Este nos próximos dias, à medida que avança para o seu periélio (maior aproximação do Sol) no dia 2 de Julho.

 


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