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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 675
De 24/08 a 26/08/2010
 
 
 
 

Dia 24/08: 236.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1492 Cristovão Colombo partia pela segunda vez para o Novo  Mundo.
Em 1852 era apresentado ao mundo o primeiro dirigível.

Em 1966, a Luna 11 era lançada de uma plataforma em órbita da Terra. Esta missão soviética tinha como objectivo estudar a composição química e anomalias gravitacionais da Lua.
Em 2006, a União Astronómica Internacional (UAI) redefine o termo "planeta", e Plutão é a partir daí considerado um planeta anão.
Observações: Lua Cheia, pelas 18:06.

Dia 25/08: 237.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1609, Galileu Galilei demonstra o seu primeiro telescópio aos legisladores de Veneza.
Em 1864 nascia Ole Romer, astrónomo dinamarquês que propôs a primeira determinação da velocidade da luz.
Em 1981, flyby da Voyager 2 por Saturno.
Em 1989, flyby da Voyager 2 por Neptuno
Em 2000, a revista Scienceanuncia descobertas a partir de dados do magnetómetro da sonda Galileu que providenciam as mais sólidas provas da existência de um oceano de água líquida salgada por baixo da superfície de uma das luas de JúpiterEuropa.

No mesmo ano, o Telescópio Espacial Hubble faz um censo de anãs castanhas galácticas. A câmara NICMOS do Hubble revela a baixa energia das anãs castanhas, estrelas que não têm massa suficiente para começar a fusão nuclear.
Observações: Um dos primeiros objectos de céu profundo de Verão que quem compra um telescópio aprende a encontrar é a Nebulosa do Anel, ou M57, devido à sua tão bem marcada posição em Lira. Mas já observou o outro objecto de Messier de Lira, o enxame globular M56?

Dia 26/08: 238.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1999 são registadas as primeiras imagens de calibração do telescópio de raios-X mais poderoso do mundo, o Observatório Chandrada NASA.

Estas incluem os espectaculares restos de uma supernova, Cassiopeia A, que explodiu há 300 anos atrás, uma concha de gás quente com 10 anos-luz de diâmetro e temperaturas de 50 milhões de graus, com um ponto de luz que pode ser uma estrela de neutrões ou um buraco negrono centro de uma explosão estelar. Outra imagem que fascinou os observadores foi o grande jacto energético do quasar PKS 0637-752 a 6 mil milhões de anos-luz. O Chandracontinuou com as suas calibrações nas semanas seguintes.
Em 2003, a comissão que investigava o acidente do vaivém Columbia anuncia o seu relatório final.
Observações: A "estrela" por baixo da Lua esta noite é Júpiter.

 
 
 
Pelos vistos Júpiter sofreu novamente outro impacto!!
 
 
 
  SISTEMA SOLAR PODE SER 2 MILHÕES DE ANOS MAIS VELHO DO QUE SE PENSAVA  
 

De acordo com um novo estudo, o Sistema Solar pode ser até 2 milhões de anos mais antigo do que se pensava.

Cientistas que estudavam bocados de um meteorito descobriram que a rocha espacial tem 4,5682 mil milhões de anos, antecedendo estimativas prévias da idade do Sistema Solar até 1,9 milhões de anos. Este ajuste, embora muito ligeiro, deverá ajudar os astrónomos a melhor compreender como o Sol e os planetas formaram-se.

"Nós acreditamos que, agora, esta é idade mais precisa do Sistema Solar," afirma a co-autora do estudo, Meenakshi Wadhwa da Universidade Estatal do Arizona, EUA.

Impressão de artista do jovem Sistema Solar.
Crédito: NASA/JPL
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Wadhwa e a sua colega Audrey Bouvier, também da mesma Universidade, fizeram o achado enquanto estudavam um meteorito chamado NWA 2364, que caíu para a Terra em Marrocos no ano de 2004. Examinaram um pedaço do meteorito com 1 centímetro conhecido como inclusão rica-em-cálcio-alumínio.

As inclusões são minerais presos dentro de meteoritos à medida que estas rochas espaciais se formam. Os cientistas acreditam que foram os primeiros sólidos a condensarem-se enquanto o Sol e os planetas formavam-se, por isso as suas idades são boas representações da idade do Sistema Solar.

Wadhwa e Bouvier usaram datação chumbo-chumbo, uma técnica normalmente usada para determinar a idade dos meteoritos. Mediram a abundância de três isótopos de chumbo - versões do elemento com massas atómicas diferentes - na inclusão. Duas das versões isotópicas formam-se quando os isótopos de urânio decaiem radiocativamente; a outra não é produto do declínio.

A comparação das quantidades dos três isótopos de chumbo, e a relação desses números com os rácios conhecidos do decaimento do isótopo de urânio, deu às cientistas a sua resposta: 4,5682 mil milhões de anos.

Este número é apenas ligeiramente mais velho que as estimativas prévias da idade do Sistema Solar, que foram alcançadas com os mesmos métodos noutros meteoritos. Mas de acordo com Wadhaw, a diferença é real. "É este o poder da geoquímica," afirma. "Podemos fazer medições muito, muito precisas."

E mesmo até ajustes tão pequenos na idade do Sistema Solar podem ser muito importantes para os astrónomos à procura de melhor compreender como o Sol e os planetas se formaram.

Por exemplo, Wadhwa e Bouvier citam a abundância do isótopo ferro-60 no sistema proto-solar. O ferro-60 é radioactivo, com uma meia-vida de aproximadamente 2,6 milhões de anos. A cada 2,6 milhões de anos, metade do ferro-60 numa dada amostra decai.

Por isso se puxarmos a idade do Sistema Solar para trás cerca de 2 milhões de anos, isto significa que havia quase o dobro de ferro-60 presente durante o seu nascimento do que se pensava anteriormente. E esta maior concentração tem consequências: suporta fortemente a ideia que uma supernova explodíu perto e durante a formação do Sistema Solar, injectando grandes quantidades de calor que ajudou os corpos nascentes a diferenciarem-se.

"O ferro-60 é como uma prova conclusiva," acrescenta Wadhwa. "Se estiver presente em certas quantidades, só pode lá estar devido à injecção de uma supernova."

Os astrónomos podem fazer este tipo de detecção com muitos diferentes tipos de isótopos com meias-vidas relativamente curtas. Por isso é importante achar com precisão a idade do Sistema Solar. "Dá-nos um melhor conhecimento do tipo de ambiente no qual o Sistema Solar evoluíu," conclui Wadhwa.

As cientistas anunciam as suas descobertas na edição online de dia 22 de Agosto da revista Nature Geoscience.

Links:

Notícias relacionadas:
Nature Geoscience (requer subscrição)
Nature News
Universidade Estatal do Arizona
SPACE.com
COSMOS
New Scientist
PHYSORG.com
Wired
MSNBC

Formação e evolução do Sistema Solar:
Wikipedia

 
     
 
 
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Super-vulcão galáctico em acção (via Chandra)
Uma nova imagem de M87, pelo Observatório Raios-X Chandra e pelo VLA, mostra um "super-vulcão" em erupção. [Ler fonte]

 
     
 
     
  Objecto de Hoag: Uma Estranha Galáxia Anular - Crédito: R. Lucas (STScI/AURA), Hubble Heritage TeamNASA  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

Será uma ou duas galáxias? A questão surgiu em 1950 quando o astrónomo Art Hoag encontrou por acaso este invulgar objecto extragaláctico. Do lado de fora está um anel dominado por estrelas azuis e brilhantes, enquanto perto do centro situa-se uma bola de estrelas muito mais amareladas e provavelmente muito mais velhas. Entre os dois está uma lacuna que parece completamente escura. Como o Objecto de Hoag se formou permanece desconhecido, embora objectos semelhantes já tenham sido identificados e colectivamente denominados como uma forma de galáxia anular. A hipótese de génese incluíu uma colisão galáctica há milhares de milhões de anos atrás e o transporte gravitacional de uma barra central que desde aí desapareceu. A foto foi obtida com o Telescópio Espacial Hubble em Julho de 2001 e revela detalhes sem precedentes do Objecto de Hoag, com 100.000 anos-luz de diâmetro e situado a cerca de 600 milhões de anos-luz de distância na direcção da constelação da Serpente. Coincidentemente, visível no intervalo (na posição cerca da 1 hora) está outra galáxia anular provavelmente ainda mais distante.

 


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