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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 679
De 07/09 a 09/09/2010
 
 
 
 

Dia 07/09: 250.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1997 era descoberta a primeira lua irregular de UranoCaliban, por Brett J. Galdman (Instituto Canadiano para a Astrofísica Teórica), Philip D. Nicholson (Universidade de Cornell), Joseph A. Burns (Universidade de Cornell) e JJ Kavelaars(Universidade McMaster). 

Estavam usando o telescópio Hale de 5 metros do monte PalomarUrano tem 27 luas.
Observações: Hoje é uma boa altura para os observadores no hemisfério norte verem a luz zodiacal, antes do amanhecer durante as próximas duas semanas. Mas terá que ser num céu escuro e sem poluição luminosa.

Dia 08/09: 251.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1966 estreia a série televisiva "Star Trek",inspirando o interesse de uma geração pelo espaço, astronomia, tecnologia, efeitos especiais e sistemas sociais alternativos. 

Em 1999, passagem mais próxima do asteróide 699 Hela pela Terra (0.644 UA).
Em 2004, a sonda Genesis da NASA colide com a Terra quando o seu pára-quedas falha em abrir.
Observações: Lua Nova, pelas 10:30.

Dia 09/09: 252.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1839, foi feita por John Herschel a primeira fotografia em chapa de vidro.
Curiosamente, a foto era a do telescópio de 12 metros de seu pai, William Herschel, que caíra em desuso durante algumas décadas e que foi depois desmontado. 
Em 1892, o astrónomo Edward Emerson Barnard, do Observatório Lick descobre o satélite mais interior de Júpiter, Amalthea. 

Observações: Aproveite a noite para observar de binóculos a galáxia de Andrómeda (M31).

 
 
 
Todos os planetas do nosso Sistema Solar cabem dentro do planeta Júpiter.
 
 
 
  HUBBLE ESPIA UMA INVULGAR NEBULOSA ESPIRAL  
 

Esta incrível imagem da câmara ACS (Advanced Camera for Surveys) a bordo do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA mostra uma das mais perfeitas formas geométricas criadas no espaço. Captura a formação de uma invulgar nebulosa pré-planetária, conhecida como IRAS 23166+1655, em torno da estrela LL Pegasi (também conhecida como AFGL 3068) na direcção da constelação de Pégaso.

Uma extraordinária espiral celeste.
Crédito: ESA/NASA & R. Sahai
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A impressionante imagem mostra o que parece ser um fino padrão espiral de uma regularidade espantosa em torno da estrela, ela própria escondida por trás de poeira espessa. O padrão espiral sugere uma origem periódica e regular para a forma da nebulosa. O material que forma a espiral move-se para fora a uma velocidade de aproximadamente 50.000 km/h e, ao combinar esta velocidade com a distância entre camadas, os astrónomos calculam que as conchas estejam separadas por cerca de 800 anos.

Pensa-se que a espiral tenha surgido devido a LL Pegasi ser um sistema binário, a estrela que está perdendo material acompanhado por outra. Pensa-se que o espaço entre camadas na espiral reflecte directamente o período orbital do binário, que realmente está estimado em também 800 anos.

A criação e a formação das nebulosas planetárias é uma área excitante da evolução estelar. As estrelas com massas de aproximadamente metade da do Sol até 8 vezes não explodem como supernovas no fim das suas vidas. Ao invés, um fim mais régio as aguarda à medida que as suas camadas exteriores de gás são expelidas para o espaço, criando estruturas espectaculares e delicadas que os observadores terrestres normalmente associam a bonitos quadros artísticos. IRAS 23166+1655 está apenas no começo deste processo e a estrela central ainda tem que emergir do casulo de poeira envolvente.

Links:

Notícias relacionadas:
Hubble/ESA
Artigo científico (formato PDF)
Universe Today
Discover

Telescópio Espacial Hubble: 
Hubble, NASA 
ESA
STScI
Wikipedia

 
     
 
 
     
  Ataque Laser ao Centro Galáctico - Crédito: Yuri Beletsky (ESO)  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

Porque estão disparando um poderoso laser para o centro da nossa Galáxia? Felizmente, isto não é o primeiro passo numa guerra Galáctica. Ao invés, os astrónomos do VLT (Very Large Telescope) no Chile estão a tentar medir as distorções na sempre em mudança atmosfera da Terra. O estudo constante dos átomos a alta-altitude excitados pelo laser -- que aparecem como uma estrela artificial -- permitem aos astrónomos medir instantaneamente a distorção atmosférica. Esta informação é fornecida ao espelho do telescópio do VLT que é depois ligeiramente deformado para minimizar esta distorção. Neste caso, um dos telescópios do VLT estava observando o centro da Via Láctea, e por isso foi necessária a obtenção dos dados nessa direcção. No que respeita a uma guerra inter-galáctica, quando vista do centro da nossa Galáxia, nenhumas baixas seriam de esperar. De facto, a luz deste poderoso laser combinar-se-ia com luz do nosso Sol e pareceria apenas tão brilhante como uma ténue e distante estrela.

 


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